sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Os filhos, o consumismo e os presentes de Natal

Foto by Maruska

O Natal já está batendo na nossa porta e traz consigo não apenas o espírito natalino, mas o espirito consumista, a velha e conhecida correria em busca dos presentes. Quanta propaganda destinada ao público jovem e aos adultos também. Vamos consumir!! É a mensagem oculta em todas.
 
Aproveitando o momento
 
Que tal aproveitarmos a data para trabalharmos com nossos filhos alguns conceitos de educação para o consumo, o dinheiro e administração financeira com os jovens?
Percebo que hoje em dia, o motivo do desconforto que atinge muitas famílias gira em torno da dúvida em relação aos valores dos presentes, da falta de recurso financeiro para atender ao pedido dos filhos e a arriscada decisão de encarar um endividamento.
 
Mudança de hábito 
 
O ideal seria fazer uma reserva financeira no decorrer do ano para a compra dos presentes de Natal, mas como esse hábito ainda não está consolidado entre nós, ou não temos condições de guardar um dinheiro para esse fim, outras atitudes podem ser tomadas para minimizar possíveis descontentamentos, principalmente por parte das crianças e jovens.
 
Dica dos especialistas 
 
Especialistas aconselham o envolvimento das crianças em torno das festividades do final de ano. Reunir a família para decidir sobre a decoração da casa, da compra dos enfeites, da reciclagem de objetos natalinos e dos itens da ceia são ótimas oportunidades de aprendizagem financeira. Aspectos como planejamento, opções de compra e negociação de preço são trabalhados nesse momento através de papos prazerosos e divertidos.
 
O psicólogo da USP Yves de La Taille alerta sobre a existência de um verdadeiro “exército simbólico” que adentra as defesas psíquicas ainda frágeis das crianças para convencê-las a comprar isto e aquilo. Vemos sinais disso nas influências que as celebridades têm sobre esse público, nos filmes, seriados e nos comerciais de TV . Os adultos atentos e presentes na vida dos filhos são capazes de direcionar as melhores opções escolhendo alguns presentes com melhor custo/benefício.
 
Negociando os presentes
 
Os presentes de Natal também podem e devem ser negociados com as crianças. Uma alternativa, principalmente para crianças maiores de 6 anos, é a lista de desejos, onde elas escrevem o que querem ganhar. Com essa lista e a ajuda dos pais é possível escolher as melhores alternativas. 
 
Os pais precisam ter em mente a necessidade de partilhar com os filhos alegrias e dificuldades. É necessário ter coerência e os presentes precisam estar de acordo com a situação financeira da família - por isso a negociação é tão importante para evitar frustrações.
 
Mesmo quando o problema não é o dinheiro limitado, é importante e altamente educativo conversar com os filhos sobre seus desejos e necessidades. Em ambas as situações os pais estarão ensinando valores imprescindíveis para a formação de um consumidor consciente e de um adulto que não cairá facilmente nas armadilhas de um consumo vazio e vicioso.
 
Vejamos o caso dos celulares, item muito desejado pelas crianças e adolescentes. A negociação gira em torno dos modelos, marcas, dos aplicativos, cores, operadoras com melhores ofertas. Afinal, podemos encontrar modelos similares com variações de preço significativas.
 
Importante: Todos os momentos sugeridos devem ser realizados em um clima descontraído e com diálogos adequados a cada faixa etária. Imprescindível é manter o clima de surpresa até o início das Festas.
Natal é um momento para estarmos juntos das pessoas que amamos e celebrarmos a Vida. Trocar presentes faz parte dessa data e é um dos momentos mais esperados pelas crianças, mas sempre é bom lembrar as palavras da escritora Ruth Ann Schabaker: "Cada dia chega trazendo seus próprios presentes. Desamarre as fitas".
 
Grande abraço!

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