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terça-feira, 22 de abril de 2014

"BookCrossing Blogueiro 2014"

Foto retirada do Blog "Luz de Luma, yes party!"
 
 
"O BookCrossing Blogueiro foi inspirado no BookCrossing - um movimento que acontece fora do mundo virtual – e nada mais é do que o acto de “libertar” um livro com a finalidade de difundir o hábito da leitura. E nós que adoramos ler, sabemos que um livro fechado na estante tem o mesmo valor de páginas em branco. Para valer, ele precisa ser usado e apreciado!"

Segundo as palavras da criadora do evento no Brasil, Luma Rosa
 
 
 



Desta vez eu vou libertar:
 
 
 
Usarei o selo abaixo colado na contracapa do livro:
 
 

sábado, 13 de novembro de 2010

Algumas coisas custam mais do que você imagina!

Dados recentes, divulgados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), revelam que 250 milhões de crianças entre cinco e catorze anos trabalham em todo o mundo, sendo 120 milhões em período integral. O Brasil está entre os países com altos índices de trabalho infantil. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), em 1993, trabalhavam no país 4.547.944 crianças brasileiras de cinco a catorze anos. Destas, 40% se encontravam nas cidades desenvolvendo trabalho tipicamente urbano. O DIEESE coordenou uma pesquisa em seis capitais com o objetivo de conhecer, analisar e discutir esse trabalho e, com isso, subsidiar propostas para sua erradicação. A pesquisa foi encomendada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), no âmbito do Programa Internacional para Erradicação do Trabalho Infantil (IPEC), da OIT.
Embora os grandes números de trabalho infantil encontrem-se na Ásia, África e América Latina, os países desenvolvidos não são imunes ao problema.

O trabalho infantil não é um fenômeno moderno, acontece há muito tempo. A esperança vem de uma boa noticia: recentemente havia uma tendência da extinção da exploração damão de obra infantil, mas acredito que isso ainda está longe de acontecer. É preciso muita mudança de comportamento e consciência.

Sabemos que a mão de obra infantil (que é absurdamente cruel, irritante, maléfica, injusta, ordinária e demais adjetivos negativos que pudermos encontrar e que ajudam a definir a ação) é barata e dificil de controlar. Mas isso não impede que façamos a nossa parte. Consumir com consciência, é uma maneira de diminuir  a produção de muitos produtos e evitar a exploração cada vez maior de crianças inocentes. Produtos baratos demais são um reflexo da exploração de alguém, e este alguém pode ser uma criança. Façamos a nossa parte e evitemos que a boa vida de uns não se realize através do sofrimento de outros.
Seria realmente maravilhoso se todas as crianças no mundo pudessem ter o conforto de um lar, o cuidado de pais amorosos, uma cama quentinha, escola, lazer e alimentação saudável.
O vídeo abaixo mostra a realidade de mundos paralelos que se cruzam no universo infantil.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Sobre Meninos e Lobos

"Soldados americanos conversando com crianças afegãs em Maruf-Kariz Distrito de Dand"

"Oito jovens acusados de envolvimento no incêndio a ônibus que matou 14 pessoas no domingo são presos em El Salvador"

"Menino Afegão brincando com uma velha roda. Atrás, um soldado afegão"

"Bombeiro em resgate na região atingida por temporais em Alagoas"

Pego emprestado o título em português do filme de Clint Eastwood (Mistic River) e a história para o título deste post. Lendo o jornal, algumas manchetes e fotos me chamaram a atenção. Jovens violentos, meninos curiosos, soldados, bombeiros. Cada um com uma ação diferente. Uns ajudando, outros provocando dor.

No filme de Clint, a história conta sobre três amigos de infância que voltam a se reunir depois que um deles vive uma tragédia familiar. Tudo começa em um flashback mostrando o trio na adolescência, brincando na rua e escrevendo seus nomes em uma calçada de cimento fresco. Dois homens que se identificam como policiais surpreendem os garotos, repreendem o ato e levam o mais ingênuo do grupo, Boyle. O problema é que ele na verdade é sequestrado e abusado sexualmente pelos farsantes. Um fato que marcará profundamente não só sua vida, mas de todos os três. Trinta anos depois, cada um deles seguiu seu caminho. Boyle agora é um homem casado, mas que não esconde a imagem de um sujeito atormentado pelo passado. Jimmy é um comerciante que tem um histórico criminoso e que tenta levar a vida com a esposa e três filhas. Os dois continuam próximos, ao contrário de Sean, que se afastou e virou policial do departamento de homicídios.
O filme mostra um recorte do que acontece na vida real. Mas, o que determinou o caminho que cada um decidiu seguir? O destino? as suas experiências de vida? os seus traumas? O que torna uns homens diferentes dos outros? Porque alguns jovens se envolvem em ações violentas? É claro que a resposta não é simples, pois envolve muitas questões. Mas vou me deter a educação que damos aos nossos filhos. 

Penso que a educação, a maneira de interagir, os exemplos e ensinamentos sobre amor, solidariedade, compaixão, respeito, afeto, etc que damos aos nossos filhos, ajudam a determinar o caminho que irão seguir no futuro. Então somos responsáveis por quem e pelo que criamos? Sim! O papel de pai e mãe é o mais importante que exercemos na vida. Está em nossas mãos o desenvolvimento de um ser saudável.
Assistindo a um outro filme (Robin Hood) em uma determinada cena um soldado que estava morrendo, pede à Robin que leve a sua espada ao seu pai, pois ele o amava e o considerava demais. Robin diz ao soldado que sabia pouco sobre amor e relacionamento entre pai e filho, pois seu pai o abandonou quando ele tinha 5 anos. A cena deste filme mostra com clareza a realidade do cotidiano de muitas crianças que não aprenderam sobre amor, sobre relacionamento, sobre solidariedade e quando adultos vão reproduzir esse vazio.

Quando vejo cenas como as das fotos acima, me compadeço desses meninos que se tornaram homens com um imenso vazio no peito, vazio que poderia ter sido preenchido com tanta coisa boa e bonita, mas não foi... Rezo para que eles encontrem pelo caminho outros homens bons e que tenham compaixão por eles.

Deixo aqui um pedido para uma reflexão sobre como estamos nos relacionando com os nossos filhos, o que estamos desenvolvendo neles. O que podemos mudar nessa relação e que façamos isso logo.
Com carinho,
Lila

sábado, 27 de março de 2010

Vamos apagar as luzes hoje a noite!!!



Hoje é dia de apagar as luzes da nossa casa por uma boa causa. Entre 20h30 e 21h30 na hora local de cada país, sempre à noite, mais de 1.200 edifícios apagarão suas luzes. É um evento que todos nós podemos participar. Ele é organizado pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF).

Centenas de monumentos mundialmente famosos como o Cristo Redentor, a Torre Eiffel e a Cidade Proibida ficarão às escuras neste sábado dia 27/03/2010 durante a "Hora do Planeta". Uma ação destinada a promover a luta contra o aquecimento global durante o qual se prevê a participação de milhões de pessoas. 

Esta quarta edição, que acontece três meses depois do fracasso da cúpula do clima de Copenhague, promete ter mais adesões, com 125 países participantes ante os 88 do ano anterior. Muitas multinacionais como o Google, Coca-Cola, Hilton, McDonalds, Canon, HSBC ou Ikea aceitaram participar do apagão pelo planeta.
E você?
 
Abraços,
Lila

segunda-feira, 1 de março de 2010

Podemos fazer algo pelo nosso Planeta?

As noticias de desabamentos no Rio, infindável chuva em São Paulo, tempestade na França, terremoto no Haiti e agora no Chile, me deixaram imensamente pensativa e preocupada (não que já não estivesse antes). Não posso deixar de pensar nas vítimas, seus familiares e acima de tudo no nosso Planeta Terra.

É evidente que esse super organismo vivo que é a Mãe Terra, está doente e por isso, buscando formas de retornar ao seu equilíbrio natural. E certamente vai consegui-lo, mas não sabemos a que preço. É provável que a natureza e todos os seres que nela habitam paguem um valor inestimável por esse equilíbrio.

Muitos já devem conhecer o documentário de Al Gore (ex-vice presidente dos EUA) "Uma Verdade Inconveniente". Nele, é ressaltada uma postura Global, que é a do descaso diante da catástrofe e do inevitável. Agimos como se o que ocorre no mundo não fosse ou não estivesse nos atingindo, e como se nada tivéssemos a ver com isso. Mas na verdade somos parte disso tudo! "A atual crise climática talvez dê a impressão de ocorrer lentamente; mas na verdade, ela está acontecendo muito depressa, e já se tornou uma verdadeira emergência planetária. Em chinês, a palavra ''crise'' consiste em dois caracteres. O primeiro é o símbolo do perigo; o segundo é o símbolo de oportunidade. Para enfrentar e vencer o perigo temos de reconhecer que estamos diante de uma crise. Sendo assim, por que nossos líderes parecem não escutar esses sinais de alerta tão claros? Estariam eles resistindo a reconhecer a verdade porque sabem que, no momento em que o fizerem, terão de enfrentar o imperativo moral de agir? Ou será apenas mais conveniente ignorar os alarmes? Talvez seja; mas o fato é que as verdades inconvenientes não desapareceram apenas por não serem vistas. Quando ninguém reage a elas, sua importância não diminui, mas aumenta." Al Gore.

Não dá para fazer "vista grossa" diante dos inúmeros avisos da natureza. Precisamos realmente fazer a nossa parte. Mas o que podemos fazer? Qual é a nossa parcela de responsabilidade nisso tudo? É claro que não dá mais para acreditar que o que fazemos não afeta aos demais. A nossa atitude positiva é tudo.

O que você pode fazer pelo planeta hoje? Poderia citar aqui inúmeras coisas possíveis de se fazer, desde a reciclagem até atitudes ativistas, mas vou me deter à educação dos nossos filhos. Quando penso que o nosso planeta está doente e procurando curar-se, penso nas crianças. O que restará para elas? Como poderão lidar com tantas mudanças, e o que elas poderão fazer para ajudar? Como pais, é nossa responsabilidade educá-los para um mundo melhor. Geração após geração educada com uma maior consciência ecológica possibilitará um futuro para o planeta. Quando falo em ecologia, não me refiro apenas em plantar árvores, mas em uma ecologia profunda, baseada no respeito pelos seres. Pois quando respeitamos aos outros, não faremos nada que possa causar dano. Não consumimos exageradamente, gerando cada vez mais e mais lixo, não destruímos árvores, não matamos animais, não batemos em crianças, não tratamos do nosso lixo sem o menor cuidado...

Para gerarmos mudanças em nós e em nossos filhos, precisamos assumir a realidade que nós cerca. Não dá mais para fingir que não fazemos parte de tudo isso e que a nossa atitude não fará diferença nenhuma no processo de mudança. Acredite, fará sim!

Compartilho com vocês o vídeo "The story of Stuff - A História das Coisas". A criadora do filme é Annie Leonard, uma ativista que passou 10 anos viajando pelo mundo engajada na luta contra ameaças ambientais. Ela narra a História das Coisas de forma leve e com uma visão bem realista. Este vídeo é apenas o início da história. Você pode se envolver com a idéia de Preservação no site www.StoryofStuff.com.

Abraços,
Lila


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Educação nos dias atuais...

Essa pergunta foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável: "Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?".
Certo dia eu escutei uma história de arrepiar os cabelos. Decidi compartilhar com vocês, pois tenho certeza de que já ouviram algo parecido. Ela é um bom exemplo sobre como podemos estar educando mal os nossos filhos e no caminho da destruição (deles, de nós mesmos e do planeta).
Estava em um consultório médico para uma consulta de rotina. É um médico que frequento a muito tempo e sempre conversamos. Começamos a conversar sobre educação dos filhos. O doutor me contou um evento que ocorreu com ele e seu filho há alguns anos atrás: O filho e alguns amigos estavam cometendo pequenos furtos nas lojas vizinhas ao colégio, pegos, foram levados à diretoria do colégio que prontamente decidiu chamar os pais para uma conversa e orientação. Neste encontro, o caso ocorrido foi relatado e para a surpresa de alguns e a certeza de outros, alguns (a maioria) dos pais sentiram-se indignados com a escola por terem sido chamados, tirados de seus locais de trabalho, onde são muito ocupados para uma conversa tola e inútil. Perguntaram à diretora: "Qual é o problema? é pagar o que eles pegaram? se for isso deixe que eu pago o prejuízo, para mim dinheiro não é problema..." Muitos pais compartilharam da indignação e postura desses pais e tiveram a mesma atitude, com exceção do referido médico, que disse que iria conversar seriamente com o filho e tomar providencias para que isso nunca mais ocorresse. Todos foram embora para suas vidas ocupadas, quase ninguém fez nada a não ser o doutor, que conversando com a esposa, decidiram afastar o filho do colégio (e dos amigos); tiveram uma conversa nada agradável e lembraram ao filho quais eram os valores daquela família. Relutante o filho adolescente brigou com o pai, odiou a mãe, fez uma confusão daquelas, mas seus pais certos do que deveriam fazer, mantiveram a decisão. "Foi uma decisão difícil, abalou a relação familiar, mas era o que tinha que ser feito" (disse o médico). Alguns anos após o evento, lá está o filho assistindo um programa local na TV, quando ouve e vê a notícia de contrabandistas e usuários de drogas sendo presos, ele reconhece os ex-amigos da adolescência e chama o pai para ver aquilo. O pai pergunta: "Você lembra o que aconteceu entre você e esses rapazes? porque saiu do colégio? O filho disse que não lembrava e o pai contou toda a história... o filho em lágrimas agradeceu ao pai e lhe disse: "Espero que eu seja para os meus filhos o mesmo que o senhor foi para um mim".
Uma criança que aprende sobre respeito, consideração, honra e honestidade dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive... O papel da escola é passar o conhecimento, e não a educação, esta é dever dos pais.
Abraços,
Lila