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terça-feira, 23 de setembro de 2014

Bater não educa e nem disciplina os filhos

 
Quem me conhece sabe que eu sou uma defensora da “NÃO palmada”, e sempre que possível escrevo sobre o tema no intuito de esclarecer aos pais e cuidadores que bater não ajuda a educar e nem a disciplinar uma criança, e sim as torna tristes, agressivas e inseguras.
 
Eu entendo que através do bater, muitos pais tem a intenção de diminuir o mau comportamento da criança ou adolescente. No entanto, bater a longo prazo normalmente aumenta o comportamento agressivo e o distanciamento entre pais e filhos.
 
Por décadas estudiosos da saúde mental tem pesquisado sobre os efeitos negativos da palmada e dos castigos corporais em crianças; com isso, não nos faltam provas e informações sobre a ineficácia desse método de disciplinar filhos. No entanto, muitos pais ainda continuam a usar a agressividade dentro de casa, lugar esse que deveria servir de proteção aos filhos e não de abuso.
 
Eu costumo dizer que bater em crianças para educá-las é o mesmo que gritar para pedir silêncio. Não faz o menor sentido.
 
Caso você deseje ajudar o seu filho a ter um comportamento melhor, deixo abaixo algumas sugestão.
  • Utilize o reforço positivo:  Todo mundo gosta de elogios e incentivo, não? E as crianças adoram ter a tenção dos pais quando elas fazem algo bom e correto, e ser elogiado por isso é algo que as deixa orgulhosas de si mesmas. Ex: caso a criança tenha o hábito de brigar com os amigos, elogie quando ela não se comportar assim. “Percebi que você não brigou com seus amigos hoje. Ter se esforçado para se relacionar bem com eles foi fantástico
Obs: evite usar os termos “estou feliz/orgulhoso de você”, pois o bom comportamento das crianças não deve ser para agradar aos pais e sim para prepará-los para a vida.
  • Estabeleça conseqüências:  Comportamentos indesejados geram consequencias a quem os cometeu, e não castigos físicos ou agressivos. Deixe claro aos seus filhos que você não aprova o fizeram; explique porque não aprova e fale sobre as consequencias da atitudes. Ex: “Você ter brigado com seus amigos não foi a melhor maneira de resolver o problema. Você tem feito isso ha muitos dias e não tem se esforçado para melhorar. Devido a isso, você não receberá a sua mesada este mês”.
Obs: as consequencias precisam ter um efeito de “perda ou de pagar por”, caso contrário não surtirá efeito. É mais ou menos como dirigir sem cinto e não levar multa, apenas advertência do guarda.
  • Estabeleça recompensas:  Comportamentos desejados geram recompensas a quem os praticou. Ex: “Você tem se esforçado para se relacionar bem com seus amigos, e percebi que nessa semana você foi gentil e educado com eles. Acredito que esse é um sinal de maturidade. Com essa atitude positiva, você ganhará uma hora mais para brincar de video game nos finais de semana.”

Disciplinar e educar filhos com atitudes positivas, baseadas no diálogo e sem agressividade ou violência, vai gerar crianças e adultos mais saudáveis e confiantes. Essa é uma receita de sucesso, então está na hora de colocá-la em prática.

domingo, 8 de junho de 2014

Reencontrando a sua criança interior

Foto: Arquivo pessoal
 
Quando éramos crianças tínhamos uma infinidade de sonhos. Fazíamos projetos para o nosso futuro, desenhávamos a nossa futura casa e a rua onde iríamos morar.
 
Quando éramos crianças, éramos mais positivos e esperançosos. Dificilmente pensávamos que algo do que imaginávamos não iria acontecer.  É como se tivéssemos nascido para brilhar, para ser grande.
 
Quando éramos apenas uma criança, sabíamos que tínhamos algo especial para fazer no mundo e pretendíamos seguir adiante sem medo e sem a intenção de parar no meio do caminho. Desistir? Jamais!
 
Mas, de repente tudo muda e os nossos sonhos vão sendo engavetados. A esperança deixa o lugar para o conformismo, e o que tínhamos como certeza passa a ser uma grande dúvida. É aí que começamos a perder o contato com os nossos interessantes sonhos infantis e passamos a adotar um estilo de vida totalmente diferente daquilo que imaginávamos para nós.
 
O que será que aconteceu conosco? Você consegue identificar em qual momento da sua vida tudo começou a ficar diferente do que você desejava antes?
 
Cada resposta é absolutamente individual, mas algo em comum parece acontecer com todos nós: as nossas antigas e individuais aspirações deram lugar ao desejo coletivo.
 
Sem nos darmos conta, começamos a acreditar que o que nos tornará felizes nessa sociedade exigente e cheia de regras é: ter uma carreira de sucesso, um casamento, família, filhos, uma bela casa e viagen. Tantos sonhos coletivos que nós nos esquecemos de quem realmente somos e do que sonhávamos para nós. Tudo parece ter ficado tão distante e esquecido no tempo.
 
A nossa vida como adultos passa a ser tomada por tantas obrigações que mal temos tempo para cuidar de nós mesmos, e muito menos nos ocupar com pensamentos antigos.
 
Onde está aquela criança alegre, criativa, sonhadora e absolutamente motivada pelos seus desejos? Será que ela se tornou um adulto brilhante, criativo e ainda cheio de sonhos?
 
Que tal fazermos um chamado para a sua criança? Peça que ela venha ate você e que sente no seu colo. Converse com ela e faça-lhe algumas perguntas. Escute quais respostas ela tem a lhe dizer. Diga para ela relembrar você sobre os seus antigos sonhos, assim quem sabe, você voltará a acreditar neles.
 
Aproveite e conte para ela como tem sido a sua vida e sobre o que você gostaria de mudar nela.
 
A sua pequena criança sonhadora, que ainda vive dentro de você, está disposta a voltar a correr ao redor da mesa e a sentar-se no chão para brincar. Ela está disposta a olhar-se no espelho e a sorrir dizendo o quanto você ainda pode ser feliz. Permita que ela venha novamente para a sua vida.
 
Deixe-a entrar e cumprir o que prometeu a si mesma. Torne-a muito bem vinda de volta à sua vida!

domingo, 24 de novembro de 2013

A crítica e o ego ferido



Foto retirada da net
Foto retirada da net
 
Críticas fazem parte da vida, e quem se propõe a conviver com outras pessoas correm o risco de ser criticadas. Para algumas pessoas receber uma crítica é o fim do mundo, elas se sentem ofendidas, julgadas e analisadas. Outras as acolhem e analisam, tirando proveito do que há de positivo nelas, descartando o excesso que julgam “inúteis”.
 
Ego ofendido
 
Quem não assimila críticas ou mesmo não as aceita, tem o que chamamos de “ego ferido”, o que torna mais difícil lidar com as críticas, sendo isso muitas vezes um desafio. A pessoa com o “ego ferido” demonstra em geral os seguintes comportamentos: sente-se magoada, injustiçada, mal interpretada (isso numa atitude passiva) ou acredita que deve discutir e reagir a todas as críticas, até provar que a pessoa que criticou é que estava errada (numa atitude ativa). É claro que existem críticas que pouco nos acrescenta, mas é necessário saber lidar com essas também.
 
Inteligência Emocional

Quando usamos a nossa inteligência emocional (nossa capacidade de reagir positivamente diante de situações emocionais difíceis) diante de criticas e julgamentos, saberemos ser tolerantes e elegantes, aceitando de forma positiva a crítica feita, desconsiderando até que exista a intenção de ofensa na fala do outro. Se você age apenas emocionalmente (e não com a inteligência emocional) em relação às criticas, suas chances de entender a situação, de aprender com ela e de amadurecer diante da experiência serão diminuídas.

Dicas:
 
- Segure a primeira reação que é a de defesa. Se você tem o desejo de se defender, é porque a critica o tocou de alguma maneira, considere isso positivo e tente descobrir em qual parte da sua experiência de vida ela lhe toca.
 
- Passe a critica nas três peneiras: 1. O que tem de verdade nisso, 2. Porque para mim esta sendo difícil aceitar, 3. Escutar e aguardar para reagir (se preciso, em outro momento quando tudo estiver mais em ordem na sua mente).
 
- O ideal seria ficar em silêncio refletindo, ou agradecer pela preocupação do outro em lhe alertar, dizendo que refletirá sobre o que lhe disserem, mesmo que o outro lhe critique de forma agressiva.
 
- Procure focar apenas ao objeto da crítica. É sábio e inteligente identificar e responder somente à crítica que é o centro da questão. Não traga à conversa outras questões de conflito. Essa é uma forma de economizar energia e de evitar discussões infrutíferas que só remetem à briga.
 
- Não se justifique e nem ataque ao receber um julgamento ou uma crítica. Fica “feio” se justificar e atacar, porque demonstra insegurança e um ego ferido.
 
A imaturidade e a crítica
 
Algumas pessoas respondem de forma clamorosa a qualquer vestígio de critica ou julgamento, em geral elas possuem um aspecto infantil no seu comportamento. É como se sua forma de raciocinar fosse parecida com a das crianças: As crianças quando ressentem não possuem uma forma madura de proceder, elas 'mostram a língua, xingam ou gritam, demonstrando a sua raiva. O impulso e a excessiva emoção são quem assumem o comando da situação.
 
“A culpa é do outro que quer determinar como devo agir”, esse é o pensamento imaturo que vem a tona. A crítica pode ofender sim, mas quanto maior o orgulho da pessoa mais facilmente ela se ofende, e isso é independente da maneira, forma ou situação em que a crítica é feita.
 
A pessoa emocionalmente madura tende a pensar que a crítica traz em si oportunidades valiosas de aprendizado, o qual pode se relacionar a sua forma de agir, à forma como o outro costuma se comportar, sobre uma melhor maneira de realizar um trabalho, educar os filhos e etc. Receber positivamente uma critica, determina maturidade e bom senso e que a pessoa permite ser percebida pelos outros por diferentes pontos de vista, aceitando a versão de que o mundo tem muitos olhares que vão além do seu próprio.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Precisamos educar as nossas meninas


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Não é novidade que nós pais somos os responsáveis pela educação e formação geral de nossos filhos; porém nesse texto quero enfatizar a influência feminina sobre os filhos, sem absolutamente excluir a importante e fundamental participação masculina.  
 
Nós pais podemos formar (ou deformar – como diz a autora Alice Müller) a vida emocional dos nossos filhos. E nós mães sem a menor dúvida, temos uma influência enorme sobre as nossas “crias”.
 
A responsabilidade materna
 
Tornar-se mãe é uma decisão que passa por diversas variáveis e vai exigir muito de quem deseja educar e não apenas criar os filhos. O que observo é que muitas mães sem ao menos se dar conta, usam a maternidade com propósitos egoístas. Certa vez escutei de uma mãe o seguinte comentário: “Precisamos ter pelo menos dois filhos, pois será difícil deixar nas costas de um a responsabilidade de cuidar da gente (pais) na velhice”. Tenhamos em mente algo: Filho não é plano de aposentadoria! Porém, muitos pais fazem essa inconsciente relação.
 
Que relação é essa?
 
As mulheres carregam os filhos no ventre por no máximo nove meses e esse é sem dúvida, um tempo para uma ligação além de visceral; mas energética, mental e emocional. Nós mães somos o primeiro contato de qualquer ser humano com o mundo. Olhem a grandeza e importância dessa experiência.
 
Quem dera todas as mães pudessem ser amorosas e emocionalmente equilibradas. Seria quase perfeito e provavelmente teríamos uma sociedade mais saudável. Mas para chegarmos próximo desse ponto é preciso trilhar um longo caminho que começa a ser percorrido desde a infância.
 
Mãe, eu vejo o mundo com os seus olhos
 
Quero falar de algo que muitos ainda duvidam ou duvidavam, mas quando mencionamos que a “ciência comprova”, tudo passa a ter um novo e diferente crédito. Então vamos lá...Comprovados estudos, mostram que a partir do terceiro mês de gravidez, o feto já consegue absorver sensações maternas arquivando-as em suas memórias perinatais (dentro do útero). Essa é uma maneira que o feto e futuro bebê, começa a formar a sua percepção de mundo, e isso tem seu início através da mãe.
 
Ego discriminador...O que é  isso?
 
Como dito acima, o primeiro contato do bebê com o mundo é través da mãe e, as nossas percepções, ações, crenças, comportamentos e etc passam a ser também as de nossos filhos. Isso significa que temos uma enorme responsabilidade em nossas mãos. E, para tornar a grande aventura da maternidade algo mais emocionante, ainda vamos lidar com o seguinte aspecto: a ausência do ego discriminador durante a infância. O *Ego discriminador, em um breve resumo, é a capacidade humana de separar o que é meu e o que é do outro. Quando uma criança escuta a mãe dizendo: “Você é chato e pare de me atrapalhar!” Ela vai realmente pensar que é uma criança chata e que atrapalha a mãe. A criança não consegue entender, separar e assimilar que naquele momento em que mãe lhe diz isso, é porque ela está estressada ou com raiva e que está descarregando a  emoção dela em cima da criança.  A criança entende: Eu sou!” e não: “Ela sente isso!” Somente a partir dos 12 anos que a criança começa a descobrir a sua identidade, podendo quem sabe, iniciar a responder à pergunta “Quem sou eu?”.
*Ego: De acordo com a psicanálise, o Ego é responsável por manter o equilíbrio do nosso aparelho psíquico.
Por que devemos educar as nossas meninas?
 
Pelo simples e importante fato de que elas serão as futuras mães, e elas estarão educando as próximas gerações; e seus filhos, educando as seguintes e assim por diante. Tudo o que vivemos durante a nossa infância estará nos guiando na fase adulta. Se tivermos vivido situações dramáticas, difíceis ou excessivamente tristes, ou mesmo alegres, respeitosas e íntegras, estas experiências serão a nossa referência de mundo e são elas que ensinaremos aos nossos filhos.   
 
“Eu apanhei e não morri”
 
Quando sofremos abusos durante a infância e sobrevivemos a eles, temos o nosso corpo físico vivo, mas provavelmente o nosso corpo emocional está fragmentado, doente e sofrido.
Já conversei com muitas mães que se sentiram pressionadas pelas “cobranças atuais sobre educação de filhos”. Elas frequentemente me diziam: “Hoje em dia tudo é proibido – bater, castigo e etc. Na minha época eu apanhei e não foi pouco, e estou aqui viva e inteira para contar a história!” -
Compreendo perfeitamente o que elas dizem e como se sentem. Mas em geral após esses comentários terem sido ditos, eu fazia a seguinte pergunta: “Se você pudesse ter escolhido entre apanhar ou não, entre ter tido pais amorosos ou estressados, o que você escolheria?” - Adivinhem as respostas.
 
Sobreviventes emocionais
 
É claro que nenhuma criança quer apanhar ou mesmo sofrer castigos. Quem sobrevive a pais abusadores são chamados de “sobreviventes”, literalmente falando (Rosa Cukier fala melhor sobre esse tema em seu livro Sobreviventes Emocionais) E como tais possuem sequelas, dores armazenadas e sufocadas no íntimo de seu ser, e essas irão se manifestar mais cedo ou mais tarde sem o olhar atento de quem vê a verdade dentro de si mesmo.
 
Vidas em ciclo
 
Pensem em quantas mulheres que foram surradas durante a infância e que se casaram com homens que continuaram a bater nelas e com isso, perpetuaram esse ciclo batendo em seus filhos ou mesmo permitindo que eles apanhassem de outras pessoas, seja o pai, avós ou tios.  
 
Pensem em quantas mulheres que foram sexualmente abusadas e que hoje são descuidadas com suas filhas meninas, fazendo “vista grossa” para que o abuso com elas aconteça dentro de casa por aqueles que deviam protegê-las.
 
Pensem em quantas mulheres que sofreram com as inúmeras chantagens emocionais de suas mães, devido a carência, imaturidade ou transtornos psiquicos que elas sofriam e, que hoje tem dificuldades para cuidar de si mesmas sem se sentirem culpadas por estarem abandonando a mãe para viverem as suas próprias vidas.   
 
Precisamos urgentemente cuidar de nossas meninas. Precisamos encerrar o ciclo de abusos. Preisamos libertar as futuras gerações para uma vida emocionalmente saudável. Precisamos de homens equilibrados que serão frutos de mães conscientes e responsáveis. Precisamos gerar uma nova sociedade e, isso começará dentro de um ventre.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Mantendo a autoridade e o respeito com os seus filhos

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O modo como tratamos nossas crianças poderá determinar como eles irão se relacionar conosco no futuro, com os próprios filhos e com as demais pessoas ao redor deles.
 
Para que boas relações sejam mantidas hoje e fortalecidas amanhã, precisamos educá-los com autoridade e respeito.
 
Se você está confuso ou não tem certeza de como fazer isso, abaixo coloco algumas dicas.
  • Fale calmamente em vez de gritar. Gritar é a total perda da autoridade.
  • Seja firme e nunca cruel. Use seu tom de voz para demonstrar firmeza. Nunca contato físico ou dedo em riste.
  • Tranquilize as crianças quando estiverem assustadas. Nunca ignore seus medos.
  • Seja tão educado com seus filhos quanto gostaria que eles fossem com você.
  • Não precisa ser insensivelmente crítico quando eles fazem algo que você não concorda. Trate o assunto com seriedade, mas com delicadeza.
  • Aceite que você não apenas ensina seus filhos, mas que aprende com eles.
  • Nunca corrija seus filhos em público. Isso é humilhante e ele não estará lhe escutando num momento desses e sim preocupado em se esconder de quem possa estar assistindo a cena.
  • Sempre que possível, respeite os desejos e escolhas que eles fazem. Isso ajuda na auto-confiança e auto-estima.
  • Valorize a opinião deles em qualquer conversa.
As crianças também são pessoas – o fato de serem menores e dependerem da gente, não nos dá o direito de fazermos ou dizermos o que bem entendemos.
 
Se você trata seus filhos com respeito agora, tenha certeza de que eles estão assimilando essa grande e valiosa lição.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Como perdoar a si mesmo

Forgive
     A culpa é uma das piores cargas emocionais que podemos carregar ao longo da vida. Ela pode ser destrutiva se não for digerida rapidamente e da melhor maneira possivel.
   
    Ao longo do meu trabalho como psicóloga, pude observar como a culpa tende a ser uma destruidora de sonhos; uma verdadeira amarra que nos prende e, quando se atreve a nos soltar para respirarmos um pouco, nos deixa andando em círculos.
 
    Você sente que machucou alguém? Você está carregando culpa, vergonha ou constrangimento por isso? Bem, penso que seja a hora de deixar ir essa bagagem emocional. É hora de curar. E a melhor maneira de fazer isso e trazer a paz interior é perdoar a si mesmo.
 
      Perdão é uma palavra forte eu sei, porém prefiro usá-la nesse texto pois sei que ela é a perfeira e extrema parceira da culpa.
 
     Talvez você se sinta tão culpado que não consegue nem pensar na misericórdia de perdoar a si mesmo. Eu sei, eu entendo isso. Mas se você mudar de idéia e decidir dar uma nova chance a si mesmo, te convido a ler algumas pequenas dicas que me atrevo a escrever.
 
     Não são receitas mágicas, apenas estou compartilhando alguns pequenos aprendizados que a vida generosamente me presenteou, ao me permitir conviver com pessoas que me ensinaram isso. À todas elas a minha gratidão.
 
RECONHECER o que aconteceu. Ok, você “estragou tudo”. Ninguém é perfeito. Entenda por que você fez o que fez. Aprenda com a experiência para que você não cometa o mesmo “erro” novamente.
 
ACEITAR a responsabilidade. Responsabilidade aqui significa a capacidade de responder diante do que aconteceu. Observe como você reage ao que aconteceu. Você pede desculpas? Tenta compensar a pessoa com algo ou alguma coisa? Ok. Faça o que é construtivo e razoável para resolver a situação.
 
PEDIR PERDÃO. Caso sinta a necessidade não hesite em pedir perdão à pessoa que você magoou. Ela pode ou não perdoar você, porém independente disso, buscar o perdão é um passo para curar as feridas emocionais.
 
PERDOE-SE. Se alguém te perdoar ou não não anula o mais importante de tudo: você deve perdoar a si mesmo. Não seja tão exigente consigo. A vida é uma caixa de surpresas e ninguém sabe o que vai acontecer no minuto seguinte. Então porque nos exigimos acertar sempre?
 
TOMAR CONSCIÊNCIA que você não é a única pessoa que errou na vida. Todos nós cometemos, estamos cometendo ou ainda vamos cometer erros ao longo da vida e vamos nos sentir culpados por isso. Você não está só nesse barco.
 
SEGUIR EM FRENTE. O que está feito está feito. Você tem como voltar no tempo e fazer diferente? Acredito que não, certo? Então só te resta seguir em frente. Ficar parado remoendo a culpa só vai lhe trazer prejuizos emocionais.
 
SE PERMITIR acertar da próxima vez. Digo isso porque em geral a pessoa culpada sente que merece ser punida e isso é uma bola de neve que traz pelo caminho não só a auto punição, mas a auto-sabotagem e a auto-destruição. Tudo isso vem com um pensamento frequente: “Eu não mereço ser feliz, pois fiz alguém sofrer”.
 
Então, será que dá para tentar começar a perdoar a si mesmo? Espero que sim!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Nossas crianças ou nossos Smartphones?

fone

 
Esta semana presenciei uma cena que me fez pensar sobre o lugar da tecnologia na família, seus perigos e benefícios. A cena foi de um pai e sua filha (cerca de 13 anos), desfrutando de um almoço. O pai passou toda a refeição com o seu smartphone, ele fazia telefonemas e jogava. A menina, que não tinha um smartphone (pelo menos se tinha um, não o estava usando naquele momento), parecia sombria, seus olhos estavam vazios e com um tom de raiva. Entre as rodadas de jogos e conversas, quando o pai decidiu se dirigir a sua filha, ela não fez nenhum contato visual com ele e mal falava. Confesso que a cena partiu meu coração.
 
Geração de orfãos
 
Penso que não somos apenas nós, os pais que corremos o risco de perdemos os nossos filhos para a tecnologia; nossas crianças também tendem a perder seus pais pela mesma razão. Eu me pergunto, será que estamos criando uma geração de órfãos, crianças cujos cuidadores desapareceram em uma pequena caixa preta?
 
Filhos precisam de atenção e contato 
 
O amor é atenção. Atenção é o amor. As crianças se sentem amadas quando passamos o tempo com elas e doamos a nossa presença. Nós precisamos começar a prestar atenção às mensagens que estamos enviando para os nossos filhos quando frequentemente desviamos o olhar delas para as nossas telas. É claro que temos coisas a fazer e não podemos ter 100% do nosso tempo dedicado para as nossas amadas “crias”, sem falar que as crianças precisam de tempo sem os pais também. No entanto, quando passamos o tempo interagindo com a tecnologia ao invés da companhia de nossos filhos, estamos enviando alguns sinais que merecem atenção. Vamos olhar para eles?
 
Fique atento aos sinais
 - Primeiro, estamos dizendo: Eu estou mais interessado no que está acontecendo neste jogo do que em você.
 
 - Segundo, nós estamos dizendo que os jogos virtuais ou as nossas mensagens de texto, são uma valiosa forma de gastar o nosso tempo neste planeta.
 
 - Terceiro (e mais perigoso), quando escolhemos nossos dispositivos ao invés de nossos filhos (que é como uma mente jovem entende esse nosso comportamento), estamos dizendo que vocês, filhos, não são tão importantes.
 
Bem, se o seu smartphone ou o seu computador de última geração vem sendo o seu motivo de atenção nas suas horas vagas, então entenda que as suas crianças irão fazer o mesmo e acabarão obsessivamente jogando ou usando demasiadamente a tecnologia ao invés das relações; isso não só porque eles foram ensinados que esta é uma valiosa forma de passar o seu tempo, mas, às vezes, porque não confiarão que alguém irá querer prestar atenção neles.
 
O impacto da tecnologia nas relações familiares
 
Não estou aqui questionando a importância e função da tecnologia em nossas vidas, ate mesmo porque sei que hoje em dia seria difícil viver sem ela, no entanto, devemos estar conscientes como a estamos utilizando e se ela não vem sendo um fator impedidor de estarmos desfrutando a boa companhia de nossos filhos. Não podemos esquecer de que a nossa presença com qualidade é um dos maiores presentes que podemos oferecer aos nossos filhos. Isso é amor, uma forte demostração de amor.
 
Em determinadas idades, as crianças ainda não são capazes de perceber que somos nós, os pais, que estamos em falta para com elas, e interpretam esta experiência como a sua própria falha. O que eles entendem é que eles não são dignos de nosso amor, não são importantes o suficiente para nós e não são dignos de nossa atenção. E, de fato, estamos ensinando nossos filhos que ler as nossas mensagens de texto ou jogarmos, é melhor do que estarmos com eles.
 
Nós pais, somos premiados com o profundo poder de mostrar aos nossos filhos que eles são amados, ensinar-lhes que eles são valiosos e importantes como seres humanos. Na verdade, esta é uma das mais valiosas tarefas materna/paterna. Por isso, vamos sim usar a tecnologia, mas antes vamos prestar atenção aos nossos filhos e conviver com eles.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Relacionamento: Rir com o outro ou rir do outro?


Dizem que é mais difícil arrancar risadas do que lágrimas e que poucos têm talento para transformar uma situação complicada em comédia. Quem consegue, garante que a vida fica mais leve. Porém esta é uma arte para poucos e requer um enorme bom senso e uma imensa capacidade de perceber até onde vai o seu limite e começa o do outro.

Cuidado para não extrapolar

Piada também tem limite. Há uma enorme diferença entre rir com alguém e rir de alguém. Lembro-me de meus pais me dizendo: “Quando você falar algo supostamente engraçado observe se você é a única que está rindo, se for, tenhas certeza de que algo está errado”. Tudo muda quando somos o motivo da piada. Por isso, é bom ficarmos atentos com o que dizemos para as pessoas que amamos.

Geralmente rir do outro começa quando termina o carinho, o respeito e a consideração. Rir do outro, magoa, constrange e gera insegurança.  Então, porque casais insistem em manter essa linha de relacionamento?  Já presenciei muitos casais fazendo piadas sobre o outro, onde apenas uma parte ria e a outra constrangida e séria estava.

Procurei no dicionário o significado da palavra respeito e encontrei dentre outros, os seguintes: apreço, consideração, acatamento, deferência, referência, relação. Casais que se amam e se respeitam e desejam serem cuidadosos um com o outro, escolhem outro formato de relacionamento.  Escolhem rir juntos.

Culturalmente falando

Nós brasileiros aprendemos a driblar a dor com o humor, fazemos piadas sobre situações difíceis e assimilamos que esta é uma maneira de aliviar o que é quase insuportável. “Rir é o melhor remédio” já diz a frase popular. Bem, metaforicamente falando, se o remédio for um alopático, ele provavelmente terá efeitos colaterais e poderá provocar mais dor oriunda do suposto “humor”.

Em muitos relacionamentos, o preconceito, a raiva, o incômodo ou a necessidade de dizer algo ao outro pode vir revestido de humor.  Cuidado! Dessa maneira,  a “graça” disfarça a seriedade de um tema e assim a consciência pode dormir tranquila acreditando que não magoou a outra pessoa.  A mensagem foi dita, mas quem a compreendeu? Ela gerou algum aprendizado para a relação? Ou apenas gerou risos de um dos lados?

Você está falando sério ou é brincadeira?

Se em um relacionamento, as piadas ou brincadeiras são as principais maneiras de dizer algo ao outro, falar sério passa a ser uma grande dificuldade. Ninguém tende a dar muito crédito ao sujeito “bem humorado”.

Forma de expressão

 Do meu ponto de vista há várias explicações para uma pessoa ser engraçadinha. É uma forma criativa de desenvolver-se socialmente ou ainda pode ser uma maneira de compensar a baixa autoestima ou a insegurança. O bom humor é uma ótima qualidade, desde que essa não seja a única forma de uma pessoa se relacionar.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Cinco coisas que os pais NÃO deveriam dizer aos seus filhos - A Terceira

3- "Peça desculpas!" – Seu filho de 2 anos pega o brinquedo de outra criança e isso a faz chorar. Você instantaneamente diz para ele: “Devolva o brinquedo e peça desculpas ao amiguinho!” É claro que você está tentando ensinar ao seu filho a ter compaixão e a ser educado com os outros, o que é um objetivo louvável.  Mas "forçar” uma criança pequena a pedir desculpas não vai ensiná-la a ter essas habilidades sociais.
Crianças pequenas não entendem automaticamente o porquê de elas terem que se desculpar.  Quando você “obriga” uma criança a dizer que está arrependida, isso pode atrasar a aceitação natural dela de desculpar-se com alguém. Como assim? Vamos pensar juntos. Pedir desculpas é mais que um gesto gentil, é uma capacidade de sentir compaixão pelo outro, de sentir empatia, de perceber que o que fizemos machucou outra pessoa, então quando automatizamos este gesto com os nossos filhos pequenos, eles não assimilam no tempo deles, a grandeza do “pedir desculpas a alguém”.

Os primeiros aprendizados de uma criança são através dos exemplos que veem, principalmente os exemplos das pessoas que estão próximas, das que cuidam delas no dia a dia. Com isso, os pais são os melhores modelos para ensinar através do exemplo.

Quando você se desculpa com alguém e a sua criança vê isso, ela vai aos poucos percebendo o rico significado da palavra e da ação. Quando você se desculpa com os seus filhos, eles vão sentir “na pele” como é bom ser compreendido e ser acolhido. Estas são as principais maneiras de ensinar “o desculpar-se” aos seus filhos pequenos. Lições aprendidas nos primeiros anos de vida vão caminhar com eles nos demais dias da sua existência. Mas atenção, depois que eles crescem, é a hora de lembra-los do aprendizado obtido lá atrás. Isso serve para as ocasiões em que uma criança de 6 anos faz algo e não se desculpa, aí sim cabe a sua observação a ele: “Filho, cadê a palavrinha mágica?.”  

Dica: Para começar a ensinar aos pequeninos sobre a desculpa nos relacionamentos com os outros (além do exemplo, é claro) tente desculpar-se com a outra criança, isso ajudará o seu filho a entender emocionalmente todo o processo. Esta é uma maneira de modelar o comportamento que você está tentando incentivar. Mas antes se certifique que você está em situações em que um pedido de desculpas é realmente necessário, para que o seu filho não se sinta injustiçado. Se ele não fez nada, mas você entendeu que sim, e pede desculpas por ele, isso poderia gerar um sentimento de injustiça na criança: “Poxa, eu não fiz nada!”

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Mães e Filhas

Bem este até pode ser considerado um dos mais intensos e complexos de todos os relacionamentos. 
Até a adolescência, a relação mãe-filha tende a ser próxima e afetuosa. Filhas livremente expressam seu amor e admiração por suas mães. Chegam a dizer:  “Quando eu crescer quero ser como você, mamãe”. Mas durante a adolescência, quando a filha adolescente se depara com a tarefa de diferenciar-se da mãe, a relação mãe-filha pode se tornar um mix de intimidade e distanciamento.

Recentemente escutei o seguinte relato de uma mãe: “Minha filha e eu somos tanto as melhores amigas quanto as piores inimigas. Não há meio-termo. Às vezes, ela confia em mim como uma aliada. Ela quer sair comigo, principalmente quando eu me ofereço para levá-la às compras. Há ocasiões em que conseguimos discutir sobre seu futuro de forma civilizada. Mas em outros momentos, não podemos nem ao menos estar na mesma sala, sem insultarmos uma a outra. Sim, eu admito, às vezes eu sou tão ruim com ela tanto quanto ela é comigo, talvez eu seja ainda pior.”

Garotas adolescentes querem tanto a liberdade de suas mães como manter uma relação próxima com elas. Parece conflitante não? E de fato o é. É uma relação bastante contraditória, principalmente quando as filhas adolescentes estão exercendo sua autonomia em suas tentativas de construir uma auto imagem diferenciada, nesta fase, eles empurram suas mães para bem longe.

O autor John Gray(Homens são de Marte Mulheres são de Vênus) acredita que meninas que mantiveram um relacionamento conflitante com suas mães durante a infância, tendem a ser afastar delas durante a adolescência. E diz mais: "Para desenvolver um sentido sobre si mesmas, meninas adolescentes sentem uma maior necessidade de lutar, desafiar, ou rebelar-se contra o controle de suas mães."
Por outro lado, quando as filhas estão à procura de conexão, eles normalmente voltam para suas mães. Quando a mãe está disponível para este retorno, elas podem viver um dos momentos mais preciosos,grandiosos e íntimos nesta relação.

Uma universidade canadense está desenvolvendo uma teoria interessante sobre este tipo de relacionamento – mães e filhas.  Eles temporariamente chamam de “P M two”, é a relação entre a menstruação (ou period em Inglês) e a menopausa. Estão estudando meninas adolescentes que estão em seu início da menstruação e suas mães entrando na menopausa. O que vem se observando nestes estudos, é que mães e filhas vem passando por mudanças físicas e hormonais praticamente ao mesmo tempo. Esses hormônios e as alterações físicas que acontecem no mesmo período de tempo, são uma receita para a inconsistência interpessoal e conflitos entre essas duas gerações de mulheres.

Uma participante da pesquisa relata: “Havia apenas uma ou duas semanas entre o momento em que experimentei minhas primeiras ondas de calor e minha filha teve sua primeira menstruação. E para mim, a menopausa foi repleta de todos os sintomas - calor, irritabilidade, alterações de humor, até mesmo o zumbido nos ouvidos. Com a minha filha passando por todas as oscilações de seu humor e as mudanças físicas decorrentes da menstruação, éramos como dois gatos de rua presos em um espaço apertado.”

Tem muito o que se falar sobre este tipo de relacionamento, mas o intuito deste texto é chamar a atenção para a dinâmica perigosa que pode existir entre mães e filhas. Quando as mães, em suas tentativas de manter o relacionamento vivo e saudável, podem vir a sufocar suas filhas. As mães precisam aprender a ficar perto e ao mesmo tempo dar às suas filhas o espaço necessário para ser tornarem independentes e criarem a sua própria identidade.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Atitude


Você já parou para observar que muitas coisas na nossa vida não acontecem como planejamos? Quando pensamos que temos o controle sobre elas, tudo vira do avesso. Por mais que tentemos colocá-las em ordem, sempre algo estará fora do nosso controle. Podemos estabelecer regras, metas, normas de conduta, etc. acreditando que assim poderemos ter o domínio sobre o que virá pela frente, mas definitivamente não temos. Precisamos estar conscientes disso se quisermos ter menos estresse diário e uma vida um pouco mais serena. Um pequeno exemplo cotidiano: você pode ter uma funcionária que lhe ajuda em casa e, para ela ditar as normas do que deve ou não fazer. Porém, mesmo assim ela ainda deixa de fazer algo correto e isso provavelmente irá lhe aborrece. Imagino que você poderá ter algumas reações diante dessa situação. Você poderá ficar com raiva e dar uma bronca na pobre da funcionária ou, ignorar a situação, fazendo de conta que nada aconteceu, mas ficar se remoendo por dentro. Ou você pode aceitar que, por mais que ela tenha sido treinada para fazer as coisas como você queria, isso nem sempre irá acontecer.

O que poderia determinar as suas respostas emocionais diante de eventos que fogem do seu controle? Acredito que a sua atitude diante deles. Ter uma atitude negativa vai fazê-lo reclamar, esbravejar aos quatro cantos da casa e de nada vai mudar a situação, pelo contrário, irão criar outras. Provavelmente desentendimentos virão, crises de relacionamento, uma sobrecarga emocional e mais tarde, um sentimento de arrependimento, do tipo: Eu não deveria ter agido assim. Se até aqui, você esta se identificando com o texto, então está na hora de tentar mudar de atitude na vida.

O ideal é termos uma boa atitude diante de tudo o que nos acontece. Não importa o quanto você sofra, o quanto tenha sido irritante determinada situação ou o quanto contrariado você ficou, o importante é a sua reação após cada evento. Irritar-se, aborrecer-se, ficar contrariado, etc, é perfeitamente natural e aceitável, o que não é tolerável é que esses sentimentos que são seus sejam descarregados em outra pessoa. Eles precisam ser cuidados por você, pois ninguém fará isso em seu lugar.

Quando descarregamos a raiva em alguém, acreditamos que resolvemos o problema, pois ficamos temporariamente aliviados e nos sentimos fortes, e com a errônea crença de que a partir de agora as coisas serão diferentes. Ingênuo engano, tudo pode voltar a se repetir e, as suas emoções também. É assim que começa a nossa bola de neve das emoções. Ela cresce e cresce a cada dia, até virar uma avalanche e destruir tudo o que está pelo caminho.

Então, se você deseja mudar as suas atitudes e reações em relação às coisas que fogem do seu controle, comece fazendo isso hoje, pois não temos o controle sobre o amanhã e nem ao menos sabemos se ele virá. Hoje pode ser o seu último dia para você ter uma atitude diferente na vida e com as pessoas. Tente!



quarta-feira, 30 de março de 2011

Bullying - Caso Casey Heynes


Para quem não conhece o termo, Bullying são agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas repetidamente por um ou vários colegas. Geralmente se apresenta na forma de ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.

O caso do adolescente Casey Heynes, tomou a atenção da mídia nos últimos dias. Cansado de sofrer bullying desde a infância, em um determinado momento decidiu se defender. A sua defesa foi uma reação vinda de seu medo crescente e de seu desespero. Foi uma necessidade de colocar um basta em tanta humilhação sofrida ao longo dos anos em sua vida.
Casey sofria bullying por estar acima do peso, mas principalmente porque se tornou um alvo fácil de ameaças e intimidações. Os praticantes do bullying escolhem as suas "vitimas" com atenção, e os escolhidos são os mais tímidos e, principalmente os que possuem baixa capacidade de autodefesa.  Quando Casey decidiu se defender, as ameaças acabaram. Por isso, em vários textos sobre bullying que já publiquei neste blog e as várias respostas que dou aos pais me escrevem sobre o tema, eu aconselho a ensinar os filhos a prática da autodefesa. Isso não significa que vamos ensinar aos nossos filhos a bater ou agredir, mas a definir o seu espaço de respeito entre os colegas. Os nossos filhos precisam  aprender a se impor diante dos conflitos e a pedir ajuda quando não conseguem fazer isso sozinhos. É nosso dever como pais, ficarmos atentos ao que acontece com eles na escola, entre os amigos e dentro de casa.
Casey pensou em suicídio e seu pai nem ao menos sabia o que estava acontecendo com ele. As vítimas de bullying mudam o comportamento e se tornam mais introspectivas, tristes, deprimidas e sem vontade de ir à escola. Fique atento a qualquer mudança de comportamento em seus filhos e procure saber o que está acontecendo com eles, pois as vítimas de bulying precisam de ajuda urgente.
Assistam ao vídeo para entender o caso.
Abraços,
Lila 

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Pais e Filhos: Mundos diferentes, relacionamento possível.



Temos a constante preocupação em educar os nossos filhos. Queremos que eles sejam respeitosos, disciplinados, honestos, etc. Usamos todos os recursos que temos para tornar esta missão mais eficaz. Colocamos em bons colégios, nos preocupamos com a qualidade de lazer e alimentação. Tentamos proporcionar um lar aconchegante. Bem, pelo menos é assim que deveria ser. Porém, esquecemos de algo muito importante e talvez fundamental neste sucesso educacional. Esquecemos que somos diferentes, que temos opiniões, idéias e sentimentos diferentes. Tudo isso, porque pertencemos a outra geração, é claro!

Antes as gerações se distanciavam de dez em dez anos, agora são de cinco em cinco anos. No mundo tudo muda rapidamente, tudo se move e renova como numa dança frenética. Precisamos acompanhar este ritmo. Não falo de nos tornarmos pais modernos a ponto de deixarmos de lado valores importantes, ou de permitir situações que colocam os nossos filhos em risco. Falo de estarmos atentos para as idéias, sentimentos e opiniões deles.

O que acontece no mundo desses pequenos que é novo para nós? Como podemos pensar em educar crianças e jovens sem saber quais são as suas idéias e opiniões a respeito das situações que surgem? Essa nova perspectiva de educação pode nos levar a infinitas possibilidades de diálogos.

Você já conversou com o seu filho hoje? Ou apenas perguntou se ele já fez o dever de casa?
Todo mundo sabe que queremos apenas o melhor para eles. Mas será que realmente sabemos o que é o melhor? Ou pensamos que sabemos? Imagino que o melhor para qualquer família é poder ter espaço para expor e conversar sobre opiniões, vontades, experiências, dúvidas. Ser compreendido e respeitado.

Não vivemos no mesmo mundo dos nossos filhos. Podemos ter passado por situações parecidas, mas cada um tem seu próprio mundo. Nós não vamos para a escola com eles, não convivemos com seus amigos, e não temos acesso aos seus diálogos em grupo.
Então, experimente compartilhar o seu mundo com eles e adentrar a esse universo jovial. Será uma grande experiência!

terça-feira, 20 de abril de 2010

O Segredo do Casamento

Este pequeno texto de Stephen Kanitz fala um pouco sobre o casamento. É no mínimo uma reflexão com descontração. Boa leitura!
"Meus amigos separados não cansam de me perguntar como eu consegui ficar casado trinta anos com a mesma mulher. As mulheres, sempre mais maldosas que os homens, não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo.
Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter um casamento por tanto tempo.

Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário. Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, mas, dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue.

Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém agüenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade, já estou em meu terceiro casamento - a única diferença é que me casei três vezes com a mesma mulher. Minha esposa, se não me engano, está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes do que eu.

O segredo do casamento não é a harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar, se acalmar e partir de novo com a mesma mulher. O segredo no fundo, é renovar o casamento, e não procurar um casamento novo. Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal. De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. De tempos em tempos, é preciso voltar a namorar, voltar a cortejar, voltar a se vender, seduzir e ser seduzido.

Há quanto tempo vocês não saem para dançar? Há quanto tempo você não tenta conquistá-la ou conquistá-lo como se seu par fosse um pretendente em potencial? Há quanto tempo não fazem uma lua de mel, sem os filhos eternamente brigando para ter a sua irrestrita atenção?
Sem falar nos inúmeros quilos que se acrescentaram a você, depois do casamento. Mulher e marido que se separam perdem 10 quilos num único mês, por que vocês não podem conseguir o mesmo?

Faça de conta que você está de caso novo. Se fosse um casamento novo, você certamente passaria a freqüentar lugares desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, trocaria seu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo e a maquiagem. Mas tudo isso pode ser feito sem que você se separe de seu cônjuge.

Vamos ser honestos: ninguém agüenta a mesma mulher ou marido por trinta anos com a mesma
roupa, o mesmo batom, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas. Muitas vezes não é sua esposa que está ficando chata e mofada, são os amigos dela (e talvez os seus), são seus próprios móveis com a mesma desbotada decoração. Se você se divorciasse, certamente trocaria tudo, que é justamente um dos prazeres da separação. Quem se separa se encanta com a nova vida, a nova casa, um novo bairro, um novo círculo de amigos.

Não é preciso um divórcio litigioso para ter tudo isso. Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar. Isso obviamente custa caro e muitas uniões se esfacelam porque o casal se recusa a pagar esses pequenos custos necessários para renovar um casamento. Mas, se você se separar, sua nova esposa vai querer novos filhos, novos móveis, novas roupas, e você ainda terá a pensão dos filhos do casamento anterior.

Não existe essa tal "estabilidade do casamento", nem ela deveria ser almejada. O mundo muda, e você também, seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos. A melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma "relação estável", mas saber mudar junto. Todo cônjuge precisa evoluir, estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensando fazer no início do casamento. Você faz isso constantemente no trabalho, por que não fazer na própria família? É o que seus filhos fazem desde que vieram ao mundo.

Portanto, descubra o novo homem ou a nova mulher que vive ao seu lado, em vez de sair por aí tentando descobrir um novo e interessante par. Tenho certeza de que seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão a importante lição de como crescer e evoluir unidos apesar das desavenças. Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão: por isso, de vez em quando é necessário casar-se de novo, mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par".
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Stephen Kanitz é administrador por Harvard (www.kanitz.com.br)
Editora Abril, Revista Veja, edição 1922, ano 38, nº 37, 14 de setembro de 2005, página 24.