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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Nuances da relação entre mães e filhas

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Foto by Lila Rosana
 

  Este pode ser considerado um dos mais intensos e complexos de todos os relacionamentos entre os seres humanos.
 
  Até a adolescência, a relação mãe-filha tende a ser próxima e afetuosa. Filhas livremente expressam seu amor e admiração por suas mães. Chegam a dizer: “Quando eu crescer quero ser como você, mamãe”. Porém, na adolescência, quando a filha se depara com a tarefa de diferenciar-se da mãe, essa relação pode se tornar um mix de intimidade e distanciamento.
 
  Certa vez escutei o seguinte relato de uma mãe: “Minha filha e eu somos tanto as melhores amigas quanto as piores inimigas. Não há meio-termo. Às vezes, ela confia em mim como uma aliada. Ela quer sair comigo, principalmente quando eu me ofereço para levá-la às compras. Há ocasiões em que conseguimos discutir sobre seu futuro de forma civilizada. Mas em outros momentos, não podemos nem ao menos estar na mesma sala, sem insultarmos uma a outra. Sim, eu admito, às vezes eu sou tão ruim com ela tanto quanto ela é comigo, talvez eu seja ainda pior.”
 
Garotas adolescentes querem tanto a distância de suas mães, como manter uma relação próxima com elas. Parece conflitante não? E de fato é. É uma relação bastante contraditória, principalmente quando as filhas adolescentes estão exercendo sua autonomia em suas tentativas de construir uma autoimagem diferenciada da mãe. E é  nessa fase que elas empurram suas mães para bem longe de si.
 
  O autor John Gray (Homens são de Marte Mulheres são de Vênus) acredita que meninas que mantiveram um relacionamento conflitante com suas mães durante a infância, tendem a ser afastar delas durante a adolescência. E diz mais: “Para desenvolver um sentido sobre si mesmas, meninas adolescentes sentem uma maior necessidade de lutar, desafiar, ou rebelar-se contra o controle de suas mães.”
 
  Por outro lado, quando as filhas estão à procura de conexão, eles normalmente voltam para suas mães. Quando a mãe está disponível para este retorno, elas podem viver um dos momentos mais preciosos, grandiosos e íntimos na relação mãe e filha.
 
 Uma universidade canadense está desenvolvendo uma teoria interessante sobre este tipo de relacionamento – mães e filhas.  Eles temporariamente chamam de “P M two”, é a relação entre a menstruação (ou period em Inglês) e a menopausa. Estão estudando meninas adolescentes que estão em seu início da menstruação e suas mães entrando na menopausa. O que vem se observando nestes estudos, é que mães e filhas vem passando por mudanças físicas e hormonais praticamente ao mesmo tempo. Esses hormônios e as alterações físicas que acontecem no mesmo período de tempo, é uma receita para a inconsistência interpessoal e conflitos entre essas duas gerações de mulheres.
 
  Uma participante da pesquisa relatou: “Havia apenas uma ou duas semanas entre o momento em que experimentei minhas primeiras ondas de calor e minha filha teve sua primeira menstruação. E para mim, a menopausa foi repleta de todos os sintomas – calor, irritabilidade, alterações de humor, até mesmo o zumbido nos ouvidos. Com a minha filha passando por todas as oscilações de seu humor e as mudanças físicas decorrentes da menstruação, éramos como dois gatos de rua presos em um espaço apertado”.
mãe
 
  Tem muito que se falar sobre este tipo de relacionamento, mas o intuito do texto é chamar a atenção para a dinâmica que existir entre mães e filhas. Quando as mães, em suas tentativas de manter o relacionamento vivo e saudável, podem vir a sufocar suas filhas. Por isso as mães precisam aprender a ficar por perto e, ao mesmo tempo dar às suas filhas o espaço necessário para ser tornarem independentes e criarem a sua própria identidade.

domingo, 10 de agosto de 2014

O papel paterno e o impacto no bem estar (ou não) dos filhos



Sobre o dia dos pais 
 
 O dia dos pais não é apenas uma data, pois “todo dia é dia dos pais”. É uma data de muita relevância e que leva a nossa atenção a esse importante personagem na vida de qualquer ser humano, o pai. Bem, falar sobre a paternidade é algo que sempre desperta em mim reflexões sobre o atual papel masculino na sociedade, e dentro das famílias.
 
 Não é novidade que os homens sempre estiveram historicamente em destaque, e assumiram importante papel em revoluções, sejam elas no âmbito da ciência, arte ou guerra. Em vários momentos históricos, o homem sempre esteve lá, em seu papel marcante e influenciador. Diante desse quadro, parece que houve pouco tempo e dedicação dos homens para assuntos que aparentemente tinham “menor importância”, o cuidar de filhos. Então “isso” foi deixado nas mãos de quem tinha mais tempo e melhor entendia do assunto, as mães.

Filhos, assunto de mulher. Será?
 
 A conhecida frase  “cuidar de filhos é coisa para mulher” foi um dos pensamentos que se instalou em muitos inconscientes masculinos ao longo dos anos, e, infelizmente permanece lá. É claro que existem exceções, mas eu não estou aqui falando delas, e sim de um percentual maior de homens que ainda acham que ser pai é prover aos filhos bens materiais, tipo: “ir para a guerra e trazer a vitória para a casa”.
 
 Porém vale lembrar que o pai é muito mais do que apenas o 'segundo adulto" na vida dos filhos. Pais envolvidos com seus filhos trazem benefícios positivos que nenhuma outra pessoa é capaz de trazer; só que eles precisam tomar consciência disso.
 
 Conheço crianças que praticamente imploram a presença dos pais na vida delas. E isso não é feito apenas através de palavras do tipo: “papai brinca comigo”, mas com atitudes silenciosas que podem não ser percebidas sem um olhar sensível, empático e perspicaz. 

Mães, deixem que os pais tenham um lugar ao sol
 
 Como já foi dito acima, durante muito tempo os pais deixaram os filhos nas mãos femininas e nós assumimos esse duplo papel com “unhas e dentes”, deixando os pais fora dessa relação. Os filhos passaram “a nos pertencer” e nós eventualmente davámos licença para esse pai se aproximar, desde que ele obdecesse as regras da casa. Devido a isso, deixar os filhos aos cuidados dos pais, é algo que fazemos com os dentes travados, pois não estamos acostumadas, mas precisamos permitir que os pais assumam o lugar deles que é perto dos filhos, do contrário, eles estarão cada vez mais ausentes e gerando prejuízos emocionais aos filhos.
 
 Pais ausentes
 
 Quando falo em ausência dos pais, não me refiro apenas àqueles que não assumiram os filhos, ou que já faleceram ou que não tem tempo para os mesmos, pois trabalham muito e estão sempre cansados. Esses também são ausentes do papel da paternidade, é claro. Porém, falo dos que estão dia a dia com os filhos, mas longe dos filhos. Nesse tipo de relação não existe contato de qualidade, como: carinho, ensinamentos positivos ou educação do que é certo ou errado, assim como não existe troca de experiência (sim, seus filhos tem muito a lhe ensinar), aprendizados e nem afeto.
 
Algumas caracteristicas apresentadas em filhos de pais ausentes

- Ansiedade
- Excessivo medo (de diferentes coisas e situações)
- Comportamento social inadequado
- Insegurança
- Obesidade
- Irritabilidade
- Tristeza
- Agressividade

 Algumas importantes influências paternas
 
  Um indireto, porém extremamente influente comportamento que um pai pode ter sobre seu filho é através da qualidade de seu relacionamento com a mãe das crianças. Independente dos pais estarem casados ou não, um pai que tem um bom relacionamento com a mãe de seus filhos está dando importante lições sobre como lidar com pessoas, e principalmente sobre como lidar com as mulheres. 
 
 Quanto mais tempo um pai dedica aos seus filhos, maior será a estabilidade e saúde fisica, psicologica e emocional dos mesmos. Um grande número de crianças fisica e emocionalmente doentes, está ligado a ausência dos pais na vida delas. O pai tem um impacto direto sobre o bem-estar de seus filhos, incluindo a capacidade cognitiva, grau de escolaridade, bem-estar psicológico e comportamento social.
 
 Meninas que tem pais envolvidos, que as respeitam e cuidam delas, são menos propensas a se envolver em futuros relacionamentos violentos ou doentios. Porém, não adianta tratar bem a filha e se comportar mal com a mãe dela, pois se assim o for, o aprendizado será distorcido devido a confusão criada na cabeça da menina, tipo: “meu pai gosta de mim, mas trata mal minha mãe. Não entendo isso direito”.
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Imagens retiradas da net
 
 Em resumo, os pais que exercem um forte e positivo impacto sobre o desenvolvimento e a saúde dos filhos; os que estão sempre presentes na vida deles, criando um ambiente permanente e seguro, estarão desenvolvendo filhos saudáveis e, provavelmente adultos emocionalmente estáveis; que gerarão crianças saudáveis e bons futuros pais ou mães. Esse é um lindo ciclo, que se passado de geração a geração, criará uma sociedade mais equilibrada, com a qual todos temos a ganhar.
 
 Como eu disse no começo do texto, os homens sempre exerceram importante papel na sociedade, sendo capazes de criar revoluções; então essa é uma que vale é muito a pena: revolucionar o papel dos pais na família e na sociedade. 

                Feliz dia dos pais, e que a data traga uma tomada de consciência à todos!

domingo, 11 de maio de 2014

Quando nos tornamos mães!

 
 
Existe uma grande transformação na mulher quando ela se torna mãe. No começo, somos únicas e independentes, responsáveis apenas por nós mesmas e com pensamentos exclusivistas.
 
Independentes de termos amigos, parentes ou pessoas convivendo conosco, essas não dependem de nós da maneira que um filho dependerá. A maternidade nos traz a consciência da extensão da nossa existência. É como se passássemos a existir, também, em um outro corpo.  Isso pode ser percebido por algumas mulheres como algo lindo e encantador, e por outras como algo estranho e assustador.
 
Provavelmente você já deve ter conhecido no mínimo uma mulher que tem medo, ou não tem vontade, ou mesmo interesse na maternidade. Assim como, já deve ter conhecido outras que sonham em ser mães desde a mais nova idade.  O que desperta o interesse em algumas e o medo em outras?
Cada experiência é única, e não deve ser esteriotipada. Porém, o desejo ou não de ser mãe pode ter uma relação direta com a mãe que você teve e com a sua experiência enquanto filha.
 
A força feminina
 
Nós mulheres somos dotadas de uma força especial, única e de um poder que nos proporciona “formar ou deformar a vida emocional de nossos filhos” (Alice Miller).
 
A primeira experiência interpessoal de todo ser humano é com a mãe. Somos gerados dentro de um útero materno, e somos nutridos não apenas pelo alimento orgânico que vem através da mãe, mas também pela nutrição emocional.
 
Pesquisas com mães e filhos durante o período gestacional comprovam que o feto, a partir do terceiro mês, já consegue absorver muito da emoção materna. Quando estamos ainda dentro do ventre e no nosso processo de formação humana,  já estamos conectados emocionalmente com esse ser feminino que nos dá a vida: a mulher, a mãe.
 
Perceba que desde o inicio de nossas vidas já estamos sendo influenciados pela figura feminina.  Já absorvemos muito dessa essência, e levaremos essa experiência conosco durante a nossa jornada pessoal.
 
O Nascimento de uma Mãe
 
Quando estava grávida de meu filho eu imaginava que já tinha  consciência da maternidade, sobre o “ser mãe”, pois afinal minha barriga crescia a cada semana, meu corpo mudava a cada mês, e eu sabia que em alguns meses um novo ser faria parte da minha vida. Porém, na verdade, eu pude perceber que a mãe que havia dentro de mim nasceu quando ele nasceu.  Com isso, costumo dizer que no momento em que nasce um filho, nasce também uma mãe. Nós somos iniciados no mesmo dia nessa jornada que se chama relação entre “mãe e filhos”.
 
Quando tudo começa
 
Nós seres humanos temos o dom de dar continuidade a ciclos. Passamos adiante o que aprendemos; perpetuamos hábitos e  geramos experiências através deles.
 
Com o nascimento de nossos filhos começa a nossa jornada como mãe e a deles, como filhos. É uma dança, cheia de altos e baixos, permeada por medos, felicidades, inseguranças e certezas.  O que tornará, saudável ou não, a nossa relação com nossos filhos, são os nossos registros emocionais e como os elaboramos dentro de nós, das nossas experiências enquanto filhos.
 
No momento em que acessamos a criança que fomos e a colocamos em contato com o adulto que nos tornamos, poderemos perceber onde estão os nossos medos, angústias, felicidade e impulsos reprimidos que inevitavelmente irão se manifestar algum dia, e muitas vezes através da maternidade.
 
O nosso inconsciente é sábio, e ele libera para o nosso consciente toda informação armazenada que precisa ser elaborada para que nos tornemos um ser humano melhor.
 
A “culpa” não é apenas de nossas mães
 
Tem uma historia que o autor Irvin D. Yalom menciona em um de seus livros, que exemplificará o que pretendo dizer à vocês.  Ela será contada com as minhas palavras e não as do autor, mas a ideia é a mesma:
 
‘Dois filhos de uma mesma mãe se tornaram pessoas totalmente diferentes quando adultos.  Um deles se tornou um empresário de sucesso, tinha uma família feliz e costumava ajudar as pessoas. O outro se tornou um criminoso, nunca casou ou mesmo teve filhos, e as coisas que fazia eram sempre para prejudicar outras pessoas. Ao serem questionados sobre seus estilos de vida, as respostas dos dois foi a mesma: “Sou assim devido a mãe que tive!” ’.
 
Podemos fazer diferente
 
Cada pessoa que conhecemos está passando por uma batalha pessoal que nós não sabemos muita coisa ou nada a respeito, então sejamos generosos sempre” - Ian Maclaren.
Hoje temos mais informações do que os nossos pais tiveram, então temos a obrigação de sermos melhores do que eles conseguiram ser, assim como nossos filhos terão mais informações do que temos, e eles provavelmente serão melhores do que nós somos hoje. Esse é um ciclo de sabedoria que se for colocado em prática gerará bons frutos a humanidade.
 
Repetir os mesmos “erros” que nossos pais cometeram não contribuirá em nada para a evolução da espécie. A velha frase: “Eu cresci apanhando, então acho certo educar dando palmadas” é um bom exemplo da repetição equivocada.
 
Temos em nossas mãos a chance de mudar o mundo, e podemos fazer isso com muito amor e sabedoria. Usando a nossa experiência do passado como referência do que devemos ou não fazer, vai nos ajudar a fazer escolhas corretas e sensatas em tudo na vida.
 
Feliz dia das Mães para todas as mulheres que são mães ou que ainda irão ser!

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Ensinando e transmitindo empatia aos filhos

Amizade 2
Tenho um filho de 9 anos que me ensina todos os dias sobre a arte da maternidade. Com esses aprendizados tenho percebido que meus argumentos com ele precisam ser mais consistentes e que a minha empatia precisa ser mais eficaz, pois em muitos momentos ele me questiona ordens e atitudes minhas, e em outros me faz pensar sobre como ele se sente em determinadas situações. Já escutei ele me questionar: “Você já parou para pensar como eu me sinto?”. Minha resposta para ele sempre é: “Claro filho, eu sempre penso sobre como você se sente”. Ai ele me presenteou com a seguinte frase: “Então sinta o que eu sinto”.
 
Os nossos filhos frequentemente nos “cobram” empatia, mesmo não tendo a clareza de que o estão fazendo. Eles anseiam por compreensão e entendimento, e nós pais somos os responsáveis para ensinar isso a eles. O que é a empatia? Empatia fala sobre “Ver através dos olhos do outro”. Essa é uma boa e simples definição, mas que para ser um pouco mais completa é importante ter a continuação: “Colocar-se no lugar do outro”. Ver o mundo do outro pelo olhar dele e colocar-se temporariamente no lugar e perceber como a pessoa se sente, é um excelente exercício de empatia.
 
Empatia é diferente de Simpatia
 
Algumas pessoas confundem empatia com simpatia. Apesar da quase similaridade das palavras, o significado é completamente diferente. A simpatia é um sentimento de piedade por outra pessoa; ser empático é entender a perspectiva da outra pessoa, colocar-se no lugar dela e ver o mundo através dela.
 
Pais e Filhos Empáticos
 
Na relação pais e filhos, a empatia significa que quando os pais interagem com seus filhos, eles acabam treinando os mesmos a ter e receber empatia; isso se o fizermos da maneira correta. Muitos pais se consideram empáticos e se enchem de orgulho dizendo: “Somos empáticos com nossos filhos e sempre olhamos o mundo pelos olhos deles”. Será?
 
Ao longo do meu trabalho com pais e filhos, descobri que é muito mais fácil sermos empáticos com aqueles que pensam e agem de acordo com o que queremos e acreditamos. A parte desafiadora vem quando precisamos ser empáticos em momentos em que não concordamos com o ponto de vista, ação ou atitude de nossos filhos.
 
Pense numa vez que ficou chateado com seus filhos devido a algo que eles fizeram que você não gostou ou não concordou. Como agiu? Você foi empático? Ou simplesmente ficou aborrecido e esqueceu de pensar sobre como eles estavam se sentindo? Ou melhor, deixou de sentir como eles se sentiam.
 
Se quisermos que nossos filhos nos escutem e aprendam conosco, se desejamos que eles desenvolvam uma personalidade confiante e sejam empáticos, então precisamos pensar sobre como os abordamos e como as nossas palavras e ações são percebidas por eles.
 
O que a empatia nos oferece?
 
Com e através dela, podemos com mais clareza entender a visão e o mundo de nossos filhos e a reagir de uma maneira a criar um clima no qual eles aprendam conosco ao invés de se ressentirem. Filhos magoados e tristes não costumam pensar nos pais como exemplos para a vida, na verdade eles pensam em como não desejam ser. Isso poderia ser positivo se não estivesse vindo de uma relação entre pais e filhos. Em outros relacionamentos pode até funcionar. Por exemplo, alunos que não gostam da postura de um professor e decidem para si mesmos que não agirão assim quando se tornarem adultos e profissionais é uma maneira positiva desse aprendizado “não quero fazer e nem ser como você faz e é”. Mas na relação parental, se os filhos veem os pais apenas como modelos a não seguir, eles perdem a referência para uma vida adulta, e podem se sentir sozinhos e perdidos.
 
Nós pais somos a base, o alicerce para os nossos filhos. Costumo usar uma metáfora para definir essa relação: Todo prédio é construído sobre um alicerce que depois de pronto não a vemos mais, mas ela continua ali. Se o prédio se manteve de pé, firme e majestoso por anos, então sabemos que ele foi construído em bases sólidas. Mas se o prédio desaba sabemos que algo durante o processo de construção não foi bem feito. Assim é a nossa relação com nossos filhos e a empatia nos ajuda a dar uma base sólida para ela.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Mãe de Menina

meninas
Certo dia eu estava conversando informalmente com a mãe de uma menina de 11 anos e ela começou a me contar um pouco da relação dela com a filha; falávamos sobre como ela se sentia sendo mãe de uma menina e como achava que a filha lhe via como mãe.  No meio de muitos tópicos, um deles me chamou atenção: “O que minha filha pensa sobre mim”. Ela lançou esta pergunta e estava receosa de perguntá-la à filha; porém ela tinha muitas hipóteses como respostas, sendo que nem uma delas lhe agradava.
 
Essa conversa me fez pensar nessa relação entre mãe e filha que é intensa e cheia de altos e baixos; e me fez ter vontade de perguntar às mães de meninas: “O que sua filha pensa sobre você?”.  
 
O que sua filha pensa sobre você?

Com essa pergunta em mente, falei com algumas mães de meninas que permitiram que eu escrevesse aqui o depoimento delas.
  • “Minha filha pensa que sou infeliz e amargurada, pois geralmente estou de cara fechada e sem muito ânimo para conversar ou fazer qualquer coisa com ela”.
  • “Minha filha pensa que sou desleixada, que não cuido da minha aparência e não me preocupo com meu corpo e peso”.
  • “Minha filha pensa que sou inteligente e que sei sobre diversos assuntos, pois tenho resposta para tudo o que ela me pergunta”.
  • “Minha filha pensa que sou autoritária e pouco amigável, pois tenho horário para tudo e, imponho o meu ritmo de vida para ela”.
  • “Minha filha pensa que sou amável e amiga, pois estou sempre presente e nunca tivemos uma briga que abalasse a nossa relação”. 
 
Como conversar com as meninas
 
Caso você venha tendo problema para conversar e se relacionar com a sua filha, vou citar algumas dicas que podem facilitar essa relação.
  •  Meninas gostam de conversar, então use essa possibilidade a seu favor. E quando for começar uma conversa, fale sempre por você e permita que ela fale por ela. Por exemplo: “Eu estou preocupada com o que vem acontecendo”. Nunca diga: “Você está me deixando preocupada. Percebe a diferença?
  • Acolha os sentimentos, sejam eles de raiva ou tristeza ou qualquer outro. Nós nos revelamos através de sentimentos e interprete esses momentos emocionais como boas oportunidades para uma conversa.
  • Elogie a sua filha. Fazê-la se sentir bem e admirada por você abrirá portas para boas conversas e uma relação de qualidade.
  • Evite afirmações acusativas ou rótulos: “Você é preguiçosa”, “Você é como todas as meninas que conheço”. Ninguém gosta de ser rotulado e as chances de uma menina se relacionar bem com quem a rotula é quase nula.
  • Nunca generalize, pois assim você está evitando que ela tenha chance de se defender e isso fará com que ela não queira conversar com você: “Você não faz nada direito”, “Tudo para você é ruim”.

Meninas precisam de modelo para aprender a se tornar mulher. Então pense sobre que tipo de modelo feminino você está sendo. Caso você nunca tenha parado para pensar nisso, saiba que elas costumam observar tudo nas mães; desde o jeito de andar, falar e tratar as pessoas, ou a maneira como se vestem, como cuidam de si mesmas e de suas aparências e como se sentem em relação a vida. Algumas atitudes e comportamentos, as filhas tomarão como verdade e copiarão outras elas irão querer descartar e nunca agir de igual maneira.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O Primeiro Amor

Foto com efeito14
Arquivo Pessoal
 
 
 
Quando eu estava na Universidade estudando psicologia e ainda nem me imaginava como seria ser mãe; lia nos livros e escutava os professores falando sobre o amor do menino pela mãe e da menina pelo pai. Sem a menor ideia de como seria isso na vida real, eu ia acreditando na teoria dos grandes mestres como Freud, Jung e muitos outros.
 
Hoje em dia, já no exercício da maternidade e observando meu filho no seu dia a dia,  posso confirmar o que tanto estudei por anos: as meninas amam os pais e os meninos amam as mães.
 
Pai e mãe são os primeiros amores na vida das crianças. E não há nada de mal nisso; aliás, é fundamental que esse amor exista, pois é a partir dele que as crianças irão formar o modelo de amor que desejam receber no futuro.
 
Treinando futuros relacionamentos
 
As crianças sem que tenham a menor noção sobre isso, estão “treinando” para o exercício de uma vida amorosa quando adultos. Não podemos negar que isso existe, pois faz parte da natureza humana, assim como não podemos deixar passar essa importante oportunidade para ensinarmos aos nossos filhos sobre este valioso sentimento, o amor.
 
Como isso funciona para as meninas
 
A menina precisa sentir-se valorizada pelo pai. Ela adora os elogios que recebe para os cabelos, roupas e o sucesso adquirido nos esportes e atividades escolares.
 
É muito importante que o pai enxergue as qualidades da filha e demonstre essa percepção para ela. Exemplo: “Filha, seus cabelos estão bonitos com esse laço” ou “Parabéns querida, você fez uma excelente apresentação no balé/judô”.
 
A menina espera os elogios do pai e, justamente por isso, críticas não são bem recebidas ou mesmo, são sempre evitadas por elas. Ser a “queridinha do papai” é algo muito importante na formação da personalidade das meninas.
 
Como isso funciona para os meninos
 
Já o menino espera que a mãe o elogie dizendo o quanto ele é inteligente, forte e corajoso. Ouvir da mãe que é um fraco, medroso ou tolo é como destruir um lindo castelo de areia.
 
Os meninos se sentem bem ao ajudar a mãe em tarefas que exijam força e rapidez, tipo carregar as sacolas de compras ou correr para atender ao telefone antes de todo mundo. Ficam felizes em fazer cartões para as mães e se derretem diante de qualquer elogio recebido por elas.
 
Quem se atreve a tirar o “brilho dos olhos” de quem está apaixonado?
 
As críticas construtivas fazem parte da educação.  Se você tem uma filha menina, deixe-as para a mãe ou para uma figura feminina responsável pela criança. Escutar do pai que está feia ou com mau hálito, é um embaraço sem igual para as meninas.
 
O mesmo acontece para os meninos. Se eles precisam engordar ou emagrecer, não é a mãe quem irá dizer que ele está gordinho/magrinho demais e precisa de uma dieta especial. Essa é tarefa de “homem para homem”, então deixe isso para o pai.
 
 
Dica importante!
 
Sempre devemos usar o bom senso e muito tato quando o assunto é criticar positivamente uma criança.  Como a própria palavra diz, elas precisam construir de maneira positiva essa personalidade que está em formação e, jamais destruí-la.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Adolescência e a necessidade de separação dos pais

 
 
Se você tem filhos adolescentes ou já esteve por algumas horas na companhia de um, você certamente está familiarizado com o “desdenhoso olhar” que eles costumam usar para expressar inquietação, incômodo ou desprezo pelo o que está sendo dito. Muitas vezes o referido olhar vem acompanhado de suspiros ou falas que deixam claro o incômodo da turma teen. Esse olhar é quase um equivalente ao bater de portas de forma dramática.
 
 
Rebelião adolescente

Adolescentes são gênios em fazer coisas que sabem que vão irritar você. Por exemplo, se você o está esperando para um calmo jantar em família, eles provavelmente vão fazer uma careta e reclamar da refeição. Se você tentar prever seu humor e agir em conformidade, eles vão mudar o humor. Se eles não concordam com o seu pedido, eles irão esquecer ou ignorar suas promessas.
 
Ao contrário do que muitos adultos pensam, adolescentes definitivamente não gostam de excessiva atenção, principamente quando esta é no sentido de censurar, avaliar ou criticar o que eles fazem. Tal como a excessiva atenção, os conselhos fazem parte do pacote que eles “odeiam”.
 
 
Necessidade de Sepação
 
Os pais precisam perceber que essa fase “rebelde” que os filhos passam nada mais é do que a imensa necessidade de demonstrar que já cresceram, que não são mais os bebês dependentes e sim seres auto-suficientes. É claro que nós pais sabemos que eles ainda precisam da nossa ajuda e apoio, mas eles não querem admitir isso, pois precisam se sentir capazes de encontrar seu caminho sem o constante direcionamento dos pais. Para a maioria dos adolescente, a nossa ajuda é percebida como uma interferência.
 
Eles procuram criar suas próprias regras e valores na tentativa de estabelecer a sua própria identidade. A tão conhecida “rebeldia adolescente”, seja na forma de estilos de roupas, censuráveis ​​cabelos, músicas, quartos desarrumados, ou mesmo o consumo de álcool e a prática da mentira, são tentativas de iniciar o processo de separação dos pais.
 
 
O que fazer?
 
Você pode estar se perguntando: “Então devo deixar meu filho ser um rebelde para ele conquistar a tão sonhada liberdade dos pais?” A minha resposta é não. A rebeldia se instala quando eles não vêem outra saída; quando eles percebem que as amarras que os pais colocam é tão forte que não os permite andar, e para tirá-las eles precisam “do grito”.
 
Já tive a oportunidade de escutar inúmeros adolescentes e posso afirmar que eles não são iguais. Ao contrário do que a grande maioria das pessoas panfletam sobre essa fase humana, a adolescência é uma fase linda e de grande importância na vida de um ser. O que nós precisamos aprender e entender, é que os nossos filhos estão crescendo e tendo a necessidade de fazer escolhas, correr riscos, conhecer o mundo pelos olhos deles.
 
O que nós precisamos aprender é a apoiar essa jornada dos nossos filhos, não controlá-los e super protegê-los. O mundo não deixará de ser perigoso se mantivermos nossos filhos sobre nossas asas; não temos o direito de tentar controlar a experiência que eles desejam ter e nem tão pouco deixar de permitir que explorem o mundo sobre a perspectiva deles.
 
Precisamos definitivamente aprender que os filhos não nos pertencem. Eles pertencem ao mundo e para ele precisam ir e explorar. É claro que amamos esses pequenos que esticaram e perderam as bochechas rosadas, mas nosso amor não pode ser uma prisão e sim um lugar seguro para que eles possam voltar ao sentirem a necessidade de recarregar as forças e de um abraço amoroso.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

É permitido Errar

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Errar faz parte da vida e, como não poderia ser diferente, faz parte do processo de educar os nossos filhos. “Filho não vem com manual de instrução” diz o velho e conhecido dito popular. Exatamente por isso que é importante reconhecer que não vamos acertar sempre. Permitir que os erros se tornem aprendizados valiosos é dar a grande chance a si mesmo para acertar da proxima vez.
 
Mantenha os 3
 
Bom senso, tranquilidade e ser menos exigente consigo mesmo são três pequenos e valiosos ítens necessários na bagagem de todos os pais.
  • O bom senso nos permite fazer escolhas sensatas e adequadas para cada situação. Uma boa forma de exercitar o bom senso é nos colocarmos no lugar da criança. Pense como se você tivesse a idade que os seus filhos tem, isso ajuda a dar mais leveza para situações irritantes aos olhos dos adultos.
  • A tranquilidade que demonstramos ao lidarmos com nossos filhos em diversas situações, nos ajuda a transmitir à eles que é possível manter uma relação saudável e livre de inquietações; e o melhor de tudo é que permite com que nossos filhos se sintam mais seguros.
  • Exigir menos de si mesmo. Não se permitir errar é naufragar diante das falhas. Quando não estamos preparados para nos permitir errar, não ajudamos aos nossos filhos a lidar com os erros deles. Acredite, qualquer “falha” que você cometa é possível ser corrigida.
 
Educar é estar se relacionando
 
É importante que tenhamos em mente que educação é relacionamento e relacionamento é uma experiência sempre nova e completamente cheia de variáveis.
 
Algumas vezes não estamos num bom dia para nos relacionarmos seja lá com quem for, e isso pode dificultar a nossa capacidade de avaliarmos bem uma determinada situação. Se isso acontecer o mundo não vai acabar. Reconheça o erro e repare a situação lá na frente. Diga algo como: ”Filho, me enganei e peço desculpas. Vamos tentar fazer isso novamente?”
 
Ajudar um filho a reparar um erro é algo que poucos pais fazem. Quando você reconhece seu erro e mostra aos seus filhos que está tentando consertá-los, você está dando uma grande e positiva lição de como eles podem lidar construtivamente com os erros deles.
 
Se você durante muito tempo agiu de uma determinada maneira e, ao longo dos anos foi mudando de idéia ou opinião, fique atento para não tornar isso maior do que na verdade é. Não há nada de mais em dizer aos seus filhos: “ Até agora eu pensei e agi dessa maneira, mas vejo que isso não estava muito certo e quero mudar”.
 
Lembre-se que os erros não precisam ser penalizados e sim apenas reparados.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Melhore a comunicação com seus filhos adolescentes

 
A comunicação com o adolescente é extremamente importante, mas muitas das mudanças típicas que ocorrem durante a adolescência tendem a interferir com a eficácia e a qualidade da interação entre eles e seus pais. Embora os adultos tenham muito mais experiência de vida do que o adolescente, esses geralmente não aceitam ou não acreditam no fato. Por esse motivo, o conselho, a sabedoria, e as orientações dos pais deixam de ser valorizados.
 
Fale apenas para estar conversando
 
Uma meta importante para melhorar a comunicação com os adolescentes é: apenas falar com eles, sem tentar fazer outra coisa do que falar. Na hora de uma conversa leve e descontraída, não há espaço para sermões.
Grande parte da interação verbal que temos com os jovens é projetado para obter um ponto de vista ou para ensinar algo. Tentamos mudar a atitude deles, assim como tendemos a dizer o que eles estão fazendo de errado e mais, já ensinamos o suposto caminho certo. Convencer passa a ser a nossa meta numa conversa, mostrando a importância de determinadas atividades. Em outras palavras, quando falamos com eles, estamos tentando realizar algo mais do que uma conversa simples e agradável, estamos tentando ensiná-los algo que eles não estão nos pedindo no momento.
Quando queremos conselhos nós pedimos, certo? Com os adolescentes funciona do mesmo jeito. Se eles não pedem para você, irão pedir para outra pessoa.
 
A semente do diálogo deve ser plantada na infância
 
Se você deseja ter um adolescente que converse mais com você, comece a desenvolver o diálogo com ele desde a infância. Se você não conversou com seus filhos quando eram pequenos, o que lhe faz pensar que os mesmos irão fazê-lo justamente na adolescência?
 
Não transforme uma conversa numa palestra
 
Alguns adolescentes relatam que quando falam com seus pais sobre várias coisas, a conversa geralmente termina em palestras ou pregações: "Quando eu estou falando com eles é só para ter uma conversa, eles usam o que eu digo, quer para me mostrar seus pontos de vista, para me ensinar algo ou para explicar certas coisas."
 
Conversando com um adolescente de 16 anos, ele me contou que que tentou falar com a mãe sobre seu amigo que foi trabalhar num restaurante fast-food e que por isso ele havia deixado a escola. O adolescente estava tentando falar sobre como estava triste por perder o amigo na escola e a mãe não perdeu a chance de aconselhar, mas perdeu a chance de escutar e aproximar-se do filho. Quando os adolescentes tentam conversar com seus pais e recebem esse tipo de resposta, a comunicação com eles vai desaparecer.
 
Seja Positivo
 
Imagine que você tem um chefe ou colega que está constantemente criticando seu desempenho na empresa. O que você faria? Evitaria essa pessoa ou a convidaria para almoçar todos os dias? Para os adolescentes ter pais “palestrantes ou julgadores” de valores é uma chatice. Eles vão evitar ao máximo qualquer interação verbal e física. Mas não pensem que essa é uma atitude exclusiva dos adolescentes; todos nós tendemos a evitar situações que produzem sensações negativas. Portanto, se a maioria de sua interação com o adolescente é negativa, ele vai tentar evitá-lo.
 
Pense nas últimas dez conversas que você teve com seus filhos adolescentes. Será que a maioria delas envolveu algum tipo de correção ou discussão que enfatizou o que eles estavam fazendo de errado? ou foi uma conversa agradável, dando espaço para expressão de sentimentos, sem a necessidade de dar a sua experiente e valorosa opinião? Caso a resposta tenha sido a segunda, parabéns você está sendo um bom ouvinte de seus filhos adolescentes. Caso tenha sido a segunda, está na hora de começar a pensar em mudar algumas atitudes. Afinal ter filhos que confiam em você, que conversam e se sentem seguros é uma conquista da relação e não uma tarefa a ser cumprida ou obrigação a ser aceita.
 
Lembre-se que na medida em que os filhos vão crescendo, eles vão se libertando das nossas amarras e, lá na frente a única coisa que vai “prendê-los” a nós será a relação construída quando eles ainda viviam “embaixo das nossas asas”.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Meninos e Meninas: Sensível diferença

meninos e meninas
 
As diferenças entre os sexos vão muito além de características físicas e hormonais. Homens e mulheres têm habilidades diferentes e específicas, assim como diferente desenvolvimento emocional.
 
Nesta semana, vou me dedicar a escrever um pouco sobre essas diferenças entre os sexos, assim, quem sabe, poderemos começar a entender um pouco mais as nossas crianças e suas exclusivas experiências.
 
Carrinhos ou Bonecas?
Socialmente falando, todos supõem que meninas brincam de boneca e meninos de carrinho.  Tem sido assim há tanto tempo que nem tinha parado para pensar como (ou aonde) tudo isso começou. O gosto por bonecas e carrinhos são preferências ou uma cultura herdada? A pergunta vem sendo respondida há pouco tempo pela neurociência, através do mapeamento do cérebro.
 
O que diz a Neurociência
Pesquisas feitas em Universidades Canadenses pelos neuropediatras apontam diferenças fisiológicas e funcionais entre os cérebros do homem e da mulher. Essas diferenças são manifestadas em comportamentos, preferências e interesses de cada um.
 
Por que as mulheres falam tanto?
Na mulher, as funções cerebrais associadas ao relacionamento e à comunicação são mais desenvolvidas (descobrimos porque falamos tanto). Por isso que as meninas têm preferências por atividades em que o relacionamento está presente, como brincar de boneca, casinha ou em grupo.
 
Homens gostam de carros
No homem as funções cerebrais ligadas à lógica são mais desenvolvidas. Isso explica porque os meninos se entretêm tão bem com brinquedos de montar, adoram tirar as rodas dos carrinhos, montar e desmontar objetos para ver o que existe dentro deles. Os garotos tendem a ser mais individualistas e competitivos que as meninas.
 
Enquanto as mulheres definitivamente já nasceram para “discutir a relação”, os homens preferem assistir ao jogo de futebol.
 
Estimulando corretamente
É de suma importância que os pais tenham em mente essas diferenças, pois meninos e meninas precisam ser estimulados da maneira correta para que as suas habilidades possam ser desenvolvidas. 
 
É claro que existem exceções e, podemos ver meninas extremamente individualistas e competitivas e meninos falantes e socialmente bem relacionados. Porém, não estou me referindo a essa minoria, que por sinal deve ser estimulada de acordo com as características manifestadas. 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Mantenha o bom humor e torne a sua vida mais leve com seus filhos

Infelizmente quase que diariamente eu escuto frases do tipo: “Hoje meus filhos me tiraram do sério”, “Tive que me controlar para não bater em um deles”, “Eles me irritam demais quando não levam as suas atividades a sério, “Eu não aguento mais brigar com meus filhos.” Bem, a lista de frases é grande, mas estas servem como uma pequena amostra de como os adultos estão perdendo o bom humor para lidar com as suas crianças.

A vida pode ser difícil, pois podemos ter problemas no trabalho, estresse no trânsito, doenças na família, vida pessoal para administrar e etc. Por tudo isso, o bom e querido humor perde seu espaço no nosso cotidiano. Mas vamos pensar em como podemos aliviar a nossa carga quando encontramos bom humor em nossas vidas.

Somos modelos para os nossos filhos

Penso que desejamos ensinar os nossos filhos a serem sérios e responsáveis em suas vidas quando adultos, e não ranzinzas e estressados. Já escutei de algumas crianças a seguinte frase: “Eu não quero ser adulto, pois eles são muito chatos, estressados e mal humorados”.

Trazendo o bom humor para o dia- a-dia

Pense que a maioria dos problemas com as crianças podem ser tratados com bom humor e boa vontade. Mesmo quando você estiver sério por causa de algum trabalho a fazer ou com uma preocupação recorrente, tente injetar um pouco de bom humor no trato com as suas crianças e você verá que algo mudará dentro de você e na sua relação com os seus filhos.

Se a criança derramou suco na mesa ou no tapete, o que você faz? Reclama e diz horrores à criança? Ou aproveita o momento para ensiná-la (com bom humor) a se responsabilizar pelos seus atos e a ser mais cuidadosa?

Imagine a seguinte cena e duas prováveis e diferentes respostas dos pais a elas:

Cena
Você preparou uma deliciosa sopa para o jantar e acreditava que todos os seus filhos iriam amar toma-la. Quando eles chegam à mesa e olham o que tem pela frente para comer, eles fazem uma cara de quem não gostou da ideia e olham para você com um olhar ligeiramente desesperado, como se quisessem lhe perguntar: “Vou ter de comer isso?”.

Resposta da mãe/pai MAL humorado: “Eu não acredito que vocês não gostaram da sopa se ainda nem provaram para ver se está boa. Eu passei horas na cozinha preparando o jantar enquanto vocês estavam assistindo TV e agora nem comer vocês se dão ao trabalho? Pois se não tomarem a sopa, vão ficar com fome.”

Resposta da mãe/pai BEM humorado: “Pela cara de vocês eu estou achando que a sopinha não vai rolar, não é?”.

Percebem a diferença? Em qual das duas respostas acima vocês acreditam que os filhos se sentiriam mais felizes, leves, confiantes e verdadeiros admiradores dos pais?

Vantagens do  bom humor
Outra vantagem de tratar a maioria dos problemas com leveza e um toque de alegria, é que quando você estiver sério, seus filhos saberão que você realmente está falando sério e não é apenas mais um de seus ataques de mal humor. Eles aprenderão a distinguir isso na sua voz e na sua fisionomia.  Nesse momento eles saberão prestar atenção no que você tem a dizer para eles, pois o assunto deve ser respeitado.

Dicas para ir trazendo aos poucos a leveza e o bom humor na sua vida com seus filhos
 - Preserve a espontaneidade na sua vida. De vez em quando quebre a rotina e ofereça aos seus filhos um delicioso sundae, por exemplo, mesmo que isso estrague o jantar – ou faça isso em vez do jantar.
- Reserve um tempo para se divertir de verdade com seus filhos. Faça algo que os dois apreciem e se sintam bem.

Encontrar um ponto de equilíbrio entre as coisas sérias e as brincadeiras, vai proporcionar a você e a seus filhos uma oportunidade de se apreciarem realmente como pessoas.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Criando Filhos - Torne as coisas mais fáceis para você

É preciso ter bom humor para criar filhos saudáveis
Já escutei diversas vezes a seguinte frase: “Não é fácil criar filhos”. Tudo bem pode não ser a tarefa mais fácil do mundo, mas também não é a mais difícil. Precisamos apenas tornar mais leve o nosso cotidiano com os nossos filhos e, para isso é importante estarmos atentos para alguns comportamentos que devemos evitar. Vamos ver quais?

1. Não faça promessas que não pode cumprir
Muitas vezes estamos apressados, estressados e nem prestamos muita atenção para as nossas promessas aos nossos filhos, só que eles inevitavelmente vão cobrar você, até mesmo porque eles confiam no que você fala. Se você não deseja comprar pequenas brigas e perder a confiança de seus filhos, então só prometa quando tiver certeza absoluta de que pode cumprir com a sua palavra.

 2. Não pergunte quando não houve a possibilidade de escolha
Quando você faz isso, você está dando a chance de seu filho lhe dizer não para algo que você acredita que deve ser sim. Se o seu filho tem que tomar banho, então apenas comunique a ele isso: “Hora do banho!”. Se você perguntar: “Filho, você quer tomar banho agora?” – Penso que ele vai lhe dizer: “Não!”

 3.  Não se envolva em discussões
“Bater boca” com os filhos é uma total perda de tempo e energia e não leva você para lugar nenhum. Aliás, leva sim – a desunião, culpa, conflito e mágoa. Converse com eles, troque ideias, envolva-os em um diálogo. Exponha o seu caso e escute a versão deles, reconsidere  sua posição se necessário e no final alguma decisão vai sair e ponha um ponto final no tópico.

 4. Não guarde rancor
Pais precisam ser imparciais. As crianças são seres espontâneos e cheios de caprichos. Podem em um acesso de raiva dizer que você é má e que te odeiam, e no momento seguinte vão se jogar nos seus braços dizendo que é a melhor mãe do mundo.  Pais precisam aprender a esquecer o passado com a mesma facilidade que eles o fazem.  Enfrente e resolva cada assunto na medida em que eles surgem depois os esqueça. Para sempre!

 5. Não desista sobre pressão
Muitos pais são “vencidos pelo cansaço” e cedem aos filhos caprichos ou desejos que deviam ser evitados. Filhos vão lhe pressionar e pressionar pelo tempo que julgarem suficiente para fazê-lo mudar de ideia e decisão. Se eles conseguem uma vez, farão isso sempre.  Se uma decisão precisou ser tomada ou se algo não pode ser realizado, então exponha aos seus filhos os seus motivos e permaneça firme em sua decisão. Lembre-se: Ser firme, não significa ser grosseiro ou desrespeitoso, apenas sustente a sua decisão e mostre através do exemplo, quem está no comando.

 6. Não grite
Penso que todos os pais já deveriam saber que gritar não resolve nada, só tornam as coisas piores. São humilhantes, desviam a atenção do que precisa ser resolvido e criam uma relação baseada no poder e no abuso dele. Se você tem um problema que precisa ser resolvido com o seu filho, então sente e converse. Fale, troque ideias, escute. Gritos encerram os diálogos justamente quando você está tentando se comunicar.