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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Pais separados e a época do Natal


Como pais separados ou que nunca viveram juntos, administram estar com os filhos na noite de Natal?
 
Há quem não goste do Natal, mas convenhamos, a data pode fazer alguns pequenos milagres internos, principalmente em relações que foram despedaçadas no passado.
 
Já ouvi bonitas histórias de como os pais colocam todos os seus conflitos pro lado e se juntam apenas para o dia de Natal, com o objectivo de promover às crianças um momento de união como "uma família" mesmo que por um tempo curto.
 
É claro que dependendo de como foi a separação, as feridas podem ser profundas e dolorosas demais para uma reencenação do que era ou do que poderia ter sido, então estes momentos juntos precisam ser evitados.
 
Muitas variáveis entram em jogo para casais separados que têm filhos - aqui estão algumas:
• Nunca viveram juntos - Pai / mãe por perto, mas não regularmente
• viveram juntos - agora estão separados
• viveram juntos - agora estão divorciados
• Casados e agora, separados
• Divorciados - um dos parceiros com novo companheiro(a)
• Divorciados - ambos com novos parceiros
Às vezes, as "regras" de como vai ser o Natal ou com quem ficam as crianças na data, são regidas pelas influências dos outros familiares - não é incomum ouvir as palavras abaixo e versões infinitas destas questões:
 
• "Os meus pais (avós das crianças) esperam o ano todo para ver os netos no dia de Natal, não podemos mudar isso"
• "Você não pode estar com as crianças mais tempo do que eu. Ano passado você ficou com eles no Natal”
• "Sempre fizemos de Natal desta forma, por isso temos de continuar a fazer a mesma coisa este ano"
• "Você tinha as crianças no ano passado, é a minha vez este ano"
• "Eu não quero vê-los no Natal, é muito doloroso"
• "Minha namorada / namorado quer viajar no Natal, por isso não vou estar por perto este ano"
• "Eu não quero que as crianças participem de festas de Natal"
 
O que realmente poderia ajudar a criar a paz e a boa vontade nesta época? Aqui estão algumas pequenas idéias que podem facilitar a vida:
 
Pensem nas crianças primeiro
Pode ser que para as crianças não seja a melhor alternativa ter os pais separados na mesma sala no Natal. Eles podem sentir que estão fazendo o jogo da "família feliz". Se eles tem idade suficiente para expressar as idéias e emoções, verifique com eles o que acham da idéia. Faça isso com cuidado, pois seu objetivo não é magoar os seus filhos diante de um tema tão sensível.
 
Pode ser que a ideia de “revezar os pais” no Natal seja a melhor escolha para eles. Já escutei de muitas crianças e adolescente sobre as preferências de passar a noite de Natal em um lugar e o dia 25 em outro.
 
Caso não seja possível para você ver seus filhos na noite de Natal, lembre-se que sempre existem alternativas para isso, como o telefone ou outros recursos similares. Deixar de manter contato nesta época pode magoá-los. Pode ser que a data não signifique nada para você, mas e para eles?
 
Evite deixar a decisão nas mãos dos filhos, eles pode opinar, dar ideias, mas não são eles quem decidem como administrar este momento. Pois em geral os filhos vão tender a escolher/decidir de acordo não com os seus desejos, mas na maioria dos casos, de acordo com quem poderia se machucar mais. Eles farão tudo para você não sofrer.
 
Planos
Faça planos com antecedência, para que todos possam se acostumar com a ideia.
 
Caso a sua solução seja uma viagem, tenha alternativas extras, pois imprevistos acontecem e não seria legal ficar sem nada interessante para fazer, caso uma viagem não aconteça.
 
Envolva as crianças nas escolhas, mas não nos seus problemas e preocupações.
 
Presentes
Se as crianças têm idade suficiente para fazer uma lista de desejos de Natal – seria ideal poder compartilhá-la com o pai/mãe que não mora com ela.
 
Tente não competir nos presentes.  Escolher o melhor presente que o seu ex-companheiro(a) não a tornará uma mãe/pai melhor.
 
Evite promessas que não possam ser cumpridas, pois a decepção é resultado das expectativas.
 
Se você não convive diariamente com as crianças, procure saber sobre o que elas já possuem e do que precisam. Evite excessos desnecessários.  E lembre-se sempre: Presente não substitui amor, afeto, presença e amizade.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Os Filhos e o Divórcio

A crença dos filhos em relação aos pais é que eles viverão juntos para sempre. Dificilmente passa pela cabeça desses pequenos que os pais podem um dia vir a se separar. Porém sabemos que o divórcio acontece e que na maioria das vezes não é bom para os filhos.

Existem escritores que tentam amenizar a dor da separação, escrevendo dicas sobre como lidar a situação. Os argumentos são distintos, mas a realidade é que nenhum filho gosta dessa idéia.

Obviamente existem filhos que afirmam que a separação dos pais foi a melhor decisão para a vida do casal diante da vida que levavam, mais isso não signfica que aprovam a idéia de separação. Muito provavelmente eles iriam preferir ter os pais juntos e vivendo felizes.

Os corações mudam, os objetivos do casal tornam-se diferentes e a cada dia vai ficando mais pesado e dificil levar uma vida a dois. Este é um ponto de decisão: separar-se ou tentar reconstruir a relação. Bem, geralmente os casais que decidiram se separar, já tentaram a reconciliação e já deram chances para a relação. Tendo elas esgotado e nada mudado, a separação passa a ser o objetivo final.

Sabemos que o divórcio é quase sempre o ponto final em anos de desentendimentos, expressos ou velados, entre os pais. Há pais que se orgulham do fato de não ter havido muitas brigas antes da separação. “Nunca discutimos na frente das crianças” Bem, isso não é garantia de que a separação será menos dolorosa para os filhos, pois as crianças sabem que os desentendimentos existem. Elas têm um incrível radar para captar o que está oculto.

Prováveis consequencias da separação
 
Casais que brigam muito e que se divorciam, podem gerar em seus filhos estresse e um sentimento de impotência, pois eles não desejam que tudo acabe, mas sabem que não podem fazer nada. E, o que é pior, as crianças às vezes acreditam que a separação dos pais aconteceu porque elas não foram boas o suficiente, sentem como se fosse culpa delas. Esse tipo de crença pode persistir, mesmo que os pais digam o contrário.

A separação sob a perspectiva do adolescente
 
Diante da separação, os adolescentes podem perder a credibilidade antes depositada nos pais. Já ouvi uma garota de 15 anos se referir aos pais separados da seguinte maneira: “Como posso confiar neles? Eu pensei que se amavam, e de repente se separam e nem se importam com o que penso sobre isso”.

Dados de pesquisa

Um estudo observou por vinte e cinco anos crianças cujos pais haviam se separado. Descobriu-se que tais crianças apresentavam muito mais dificuldade no amor, em sua vida íntima e no comprometimento com seu casamento, do que um grupo de controle cujos pais não haviam se divorciado. Além disso, os filhos de pais divorciados tinham muito mais dificuldade de exercer seus papeis de pais.

Você pode estar se perguntando: Já que separar-se é ruim e ficar numa relação com brigas também. O que devo fazer? Se o divórcio é inevitável, procure dar o maior apoio possível para os seus filhos. Isso poderá diminuir o impacto da sua decisão sobre eles.

Algumas dicas:
 
- Evite coloca-los contra o pai/mãe. Lembre-se: é você que está se separando, não eles;
- Não tente fazer de seus filhos um álibe ou suporte emocional. Essa decisão e suas conseqüências, você terá que assumir sozinho(a);
- Permita que eles expressem o que pensam e sentem sobre o assunto, por mais que seja doloroso para você ouvir. Isso alivia muito o mal estar causado pela separação.
- Ao começar a namorar de novo, poupe seus filhos no início da sua relação. Apresente a eles somente quando a relação já estiver estável e com grandes chances de dar certo.
- Aceite e acolha os sentimentos que podem surgir em seus filhos com a separação (raiva, medo, angústia, depressão, etc.) Caso você não consiga lidar bem com eles, procure ajuda profissional para você e para seus filhos.
- Você está separando(a) do seu marido/esposa, não de seus filhos, então procure estreitar as relações e aumentar o vínculo.

Abraços,
Lila
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Sugestão de leitura: Meus pais se separaram. E agora? Cyntia MacGregor. Ed. Novo Século