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sábado, 5 de março de 2011

Como falar de sexo com a criança

Muitos pais me perguntam sobre como falar de sexo com os seus filhos. Para muitos, este é um momento embaraçoso e de dificil saída. Muitos se questionam sobre o que podem ou não dizer aos seus filhos. Para ajudar um pouco a esses pais, aqui vai um pequeno guia de como fazer isso.
- Não fique esperando pelo esquecimento. Esperar pelo esquecimento com a esperança de que a criança esqueça é perda de tempo. Ela poderá esquecer por um instante, mas em seguida lembrará. Esteja seguro para falar com o seu filho.
- Seja firme e não invente nada. Respeite o vocabulário da criança, não use palavras dificeis ou que ele não entenda e não invente historinhas de cegonga, repolho ou outras. Fale com clareza e naturalidade. Dê nome correto às partes do corpo humano que ele não conhece.
- Não vá além das perguntas. Satisfaça a curiosidade da criança com naturalidade, responda tudo que perguntar, mas contenha a vontade de dar uma aula sobre o assunto. Limite-se as perguntas.
- Aborde com naturalidade as diferenças entre meninos e meninas.  Mostre que meninos e meninas são diferentes e se vestem de formas diferentes, explique que fazem xixi de maneira diferente porque são diferentes.
Se você for observado na troca de carinho, mantenha a calma e não fuja do assunto. Diga que papai e mamãe se amam e gostam de carinho também e leve-o naturalmente para outra atividade. 

É preciso compreender que essas descobertas são saudáveis e importantes para o desenvolvimento da sexualidade da criança e para uma vida adulta mais saudável.

Tem um site bem interessante para obter mais informações. Acessem: http://guiadobebe.uol.com.br/bb5a6/a_descoberta_da_sexualidade.htm
Outra fonte: A Construção do Afeto - Celso Antunes

Abraços a todos,
Lila

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Crianças e Adolescentes Vitimas de Abuso Sexual


Há pouco tempo atrás falar abertamente sobre abuso sexual* de crianças e adolescentes era um verdadeiro tabu. A grande maioria dos casos era escondido por vergonha e medo. Hoje a realidade está um pouco diferente, mas os adultos, por motivos diversos, ainda preferem, manter o silêncio, fazendo de conta que nada está acontecendo, pois expor e enfrentar a situação de forma aberta e corajosa implica em mexer em uma ordem familiar estabelecida.
Por conta deste interminável sigilo, as crianças e os adolescentes tornam-se involuntariamente cúmplices de sua própria dor, sendo obrigadas a assumirem sozinhas as terríveis conseqüências físicas e psicológicas do abuso.
O abuso acontece sempre que a criança ou o adolescente estão sozinhos. Este terrível segredo é difícil de ser partilhado, pois tanto a criança quanto o adolescente teme a punição ou não acreditam na capacidade do adulto de protegê-los. Se não conseguem falar é porque não tem mais confiança no adulto. Outros, quando falam, são desacreditados e acusados de sedução. Para um vitima não há nada pior do que se abrir para algum que duvida dela.
R.C. Summit (1983) descreveu a síndrome de acomodação da criança e adolescente vítimas de abusos sexuais: “Se o diagnostico de abuso não foi feito, e se as pessoas não acreditam na criança ou no adolescente, os distúrbios são mais discretos e eles aprendem a aceitar a situação e sobreviver a ela, sob o risco de as conseqüências só se manifestarem mais tarde na forma de graves problemas de personalidade”.
As nossas crianças e os nossos adolescentes estão sequelados pelo excesso de abuso que sofrem e é o nosso dever ajudá-los. Romper com o silêncio e acreditar na vítima do abuso é um primeiro e importante passo.
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* A Organização Mundial de Saúde define o abuso sexual da seguinte maneira: “A exploração sexual de uma criança ou adolescente implica que esta seja vítima de um adulto ou de uma pessoa sensivelmente mais idosa do que ela com a finalidade de satisfação sexual desta. O crime pode assumir várias formas: ligações telefônicas obscenas, ofensa ao pudor e voyeurismo, imagens pornográficas, relações ou tentativas de relações sexuais, incesto ou prostituição de menores”.