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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Mãe de Menina

meninas
Certo dia eu estava conversando informalmente com a mãe de uma menina de 11 anos e ela começou a me contar um pouco da relação dela com a filha; falávamos sobre como ela se sentia sendo mãe de uma menina e como achava que a filha lhe via como mãe.  No meio de muitos tópicos, um deles me chamou atenção: “O que minha filha pensa sobre mim”. Ela lançou esta pergunta e estava receosa de perguntá-la à filha; porém ela tinha muitas hipóteses como respostas, sendo que nem uma delas lhe agradava.
 
Essa conversa me fez pensar nessa relação entre mãe e filha que é intensa e cheia de altos e baixos; e me fez ter vontade de perguntar às mães de meninas: “O que sua filha pensa sobre você?”.  
 
O que sua filha pensa sobre você?

Com essa pergunta em mente, falei com algumas mães de meninas que permitiram que eu escrevesse aqui o depoimento delas.
  • “Minha filha pensa que sou infeliz e amargurada, pois geralmente estou de cara fechada e sem muito ânimo para conversar ou fazer qualquer coisa com ela”.
  • “Minha filha pensa que sou desleixada, que não cuido da minha aparência e não me preocupo com meu corpo e peso”.
  • “Minha filha pensa que sou inteligente e que sei sobre diversos assuntos, pois tenho resposta para tudo o que ela me pergunta”.
  • “Minha filha pensa que sou autoritária e pouco amigável, pois tenho horário para tudo e, imponho o meu ritmo de vida para ela”.
  • “Minha filha pensa que sou amável e amiga, pois estou sempre presente e nunca tivemos uma briga que abalasse a nossa relação”. 
 
Como conversar com as meninas
 
Caso você venha tendo problema para conversar e se relacionar com a sua filha, vou citar algumas dicas que podem facilitar essa relação.
  •  Meninas gostam de conversar, então use essa possibilidade a seu favor. E quando for começar uma conversa, fale sempre por você e permita que ela fale por ela. Por exemplo: “Eu estou preocupada com o que vem acontecendo”. Nunca diga: “Você está me deixando preocupada. Percebe a diferença?
  • Acolha os sentimentos, sejam eles de raiva ou tristeza ou qualquer outro. Nós nos revelamos através de sentimentos e interprete esses momentos emocionais como boas oportunidades para uma conversa.
  • Elogie a sua filha. Fazê-la se sentir bem e admirada por você abrirá portas para boas conversas e uma relação de qualidade.
  • Evite afirmações acusativas ou rótulos: “Você é preguiçosa”, “Você é como todas as meninas que conheço”. Ninguém gosta de ser rotulado e as chances de uma menina se relacionar bem com quem a rotula é quase nula.
  • Nunca generalize, pois assim você está evitando que ela tenha chance de se defender e isso fará com que ela não queira conversar com você: “Você não faz nada direito”, “Tudo para você é ruim”.

Meninas precisam de modelo para aprender a se tornar mulher. Então pense sobre que tipo de modelo feminino você está sendo. Caso você nunca tenha parado para pensar nisso, saiba que elas costumam observar tudo nas mães; desde o jeito de andar, falar e tratar as pessoas, ou a maneira como se vestem, como cuidam de si mesmas e de suas aparências e como se sentem em relação a vida. Algumas atitudes e comportamentos, as filhas tomarão como verdade e copiarão outras elas irão querer descartar e nunca agir de igual maneira.

sábado, 17 de agosto de 2013

Meninas adoram comprar roupas. E os meninos?

                        
                        
Foto: Arquivo Pessoal
Sou mãe de um menino de nove anos que me acompanha para a maioria dos lugares que preciso ir e, que ele pode frequentar, é claro.  Ele é realmente um companheiro fiel e disposto.  Porém, quando o assunto é ir ao shopping para comprar roupas, mesmo que sejam para ele… Ops! A disposição muda e as desculpas começam a aparecer.
 
 
Eles mudam com o tempo
 
Antes era mais fácil convencê-lo a ir para alguns lugares e, com o passar dos anos essa missão vem se tornando mais difícil. Por quê? Porque com o passar dos anos, os meninos se diferenciam ainda das meninas e começam a se desidentificar da figura materna desenvolvendo mais interesse por atividades tipicamente masculinas.
 
 
Igual a mamãe
 
Em contrapartida, as meninas adoram ir às compras. Elas de deliciam com cada peça de roupa ou acessório encontrado pelo caminho. Divertem-se experimentando coisas e dando palpites nas escolhas da mãe.  Ao compartilhar “assuntos e momentos de mulher” com a mãe, elas se sentem valorizadas e próximas daquela que é um modelo de mulher para a vida adulta.
 
 
A impaciência revelada em perguntas
 
Quando o assunto é ir às compras, a última pessoa que você deveria pensar em convidar seria seu filho maior de nove anos. Eles não têm o menor interesse nesse assunto e, nem paciência para esperar que a mãe vasculhe minuciosamente o que deseja comprar. Caso você insista nessa aventura, esteja preparada para ouvir por diversas vezes as perguntas: “Já terminou?”, “Podemos ir agora?”, “Você ainda vai demorar muito?”.  Exigir que os meninos gostem dessa atividade é quase o mesmo que pedir às meninas para ir alegremente à oficina esperar o conserto de um carro.
 
Trocando de parceiros
 
Uma experiência interessante que todos os pais deveriam tentar (sei que alguns já fazem isso) seria a mãe fazer coisas de meninos com o filho e o pai coisas de meninas com a filha. O menino se sente valorizado e animado quando a mãe aprecia o que ele faz. Caso a mãe o leve para os treinos de futebol, ele vai se empenhar mais para “fazer bonito” para a “mamãe ver”. E as meninas adoram ir às compras com o pai, pois com um irresistível charme poderá conseguir mais facilmente que ele compre a bolsa que tanto deseja ou o sapato da moda. O pai em geral tende a ser mais flexível do que a mãe quando o assunto é por a mãe no bolso para agradar a sua princesinha.
 
Criando vínculos
 
De uma coisa estejam certos: Fazer coisas junto com seus filhos aumentará o vínculo, criará mais intimidade, fortalecerá a amizade e a confiança entre vocês. Quanto mais convivemos com nossos filhos mais companheiros nos tornamos.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Precisamos educar as nossas meninas


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Não é novidade que nós pais somos os responsáveis pela educação e formação geral de nossos filhos; porém nesse texto quero enfatizar a influência feminina sobre os filhos, sem absolutamente excluir a importante e fundamental participação masculina.  
 
Nós pais podemos formar (ou deformar – como diz a autora Alice Müller) a vida emocional dos nossos filhos. E nós mães sem a menor dúvida, temos uma influência enorme sobre as nossas “crias”.
 
A responsabilidade materna
 
Tornar-se mãe é uma decisão que passa por diversas variáveis e vai exigir muito de quem deseja educar e não apenas criar os filhos. O que observo é que muitas mães sem ao menos se dar conta, usam a maternidade com propósitos egoístas. Certa vez escutei de uma mãe o seguinte comentário: “Precisamos ter pelo menos dois filhos, pois será difícil deixar nas costas de um a responsabilidade de cuidar da gente (pais) na velhice”. Tenhamos em mente algo: Filho não é plano de aposentadoria! Porém, muitos pais fazem essa inconsciente relação.
 
Que relação é essa?
 
As mulheres carregam os filhos no ventre por no máximo nove meses e esse é sem dúvida, um tempo para uma ligação além de visceral; mas energética, mental e emocional. Nós mães somos o primeiro contato de qualquer ser humano com o mundo. Olhem a grandeza e importância dessa experiência.
 
Quem dera todas as mães pudessem ser amorosas e emocionalmente equilibradas. Seria quase perfeito e provavelmente teríamos uma sociedade mais saudável. Mas para chegarmos próximo desse ponto é preciso trilhar um longo caminho que começa a ser percorrido desde a infância.
 
Mãe, eu vejo o mundo com os seus olhos
 
Quero falar de algo que muitos ainda duvidam ou duvidavam, mas quando mencionamos que a “ciência comprova”, tudo passa a ter um novo e diferente crédito. Então vamos lá...Comprovados estudos, mostram que a partir do terceiro mês de gravidez, o feto já consegue absorver sensações maternas arquivando-as em suas memórias perinatais (dentro do útero). Essa é uma maneira que o feto e futuro bebê, começa a formar a sua percepção de mundo, e isso tem seu início através da mãe.
 
Ego discriminador...O que é  isso?
 
Como dito acima, o primeiro contato do bebê com o mundo é través da mãe e, as nossas percepções, ações, crenças, comportamentos e etc passam a ser também as de nossos filhos. Isso significa que temos uma enorme responsabilidade em nossas mãos. E, para tornar a grande aventura da maternidade algo mais emocionante, ainda vamos lidar com o seguinte aspecto: a ausência do ego discriminador durante a infância. O *Ego discriminador, em um breve resumo, é a capacidade humana de separar o que é meu e o que é do outro. Quando uma criança escuta a mãe dizendo: “Você é chato e pare de me atrapalhar!” Ela vai realmente pensar que é uma criança chata e que atrapalha a mãe. A criança não consegue entender, separar e assimilar que naquele momento em que mãe lhe diz isso, é porque ela está estressada ou com raiva e que está descarregando a  emoção dela em cima da criança.  A criança entende: Eu sou!” e não: “Ela sente isso!” Somente a partir dos 12 anos que a criança começa a descobrir a sua identidade, podendo quem sabe, iniciar a responder à pergunta “Quem sou eu?”.
*Ego: De acordo com a psicanálise, o Ego é responsável por manter o equilíbrio do nosso aparelho psíquico.
Por que devemos educar as nossas meninas?
 
Pelo simples e importante fato de que elas serão as futuras mães, e elas estarão educando as próximas gerações; e seus filhos, educando as seguintes e assim por diante. Tudo o que vivemos durante a nossa infância estará nos guiando na fase adulta. Se tivermos vivido situações dramáticas, difíceis ou excessivamente tristes, ou mesmo alegres, respeitosas e íntegras, estas experiências serão a nossa referência de mundo e são elas que ensinaremos aos nossos filhos.   
 
“Eu apanhei e não morri”
 
Quando sofremos abusos durante a infância e sobrevivemos a eles, temos o nosso corpo físico vivo, mas provavelmente o nosso corpo emocional está fragmentado, doente e sofrido.
Já conversei com muitas mães que se sentiram pressionadas pelas “cobranças atuais sobre educação de filhos”. Elas frequentemente me diziam: “Hoje em dia tudo é proibido – bater, castigo e etc. Na minha época eu apanhei e não foi pouco, e estou aqui viva e inteira para contar a história!” -
Compreendo perfeitamente o que elas dizem e como se sentem. Mas em geral após esses comentários terem sido ditos, eu fazia a seguinte pergunta: “Se você pudesse ter escolhido entre apanhar ou não, entre ter tido pais amorosos ou estressados, o que você escolheria?” - Adivinhem as respostas.
 
Sobreviventes emocionais
 
É claro que nenhuma criança quer apanhar ou mesmo sofrer castigos. Quem sobrevive a pais abusadores são chamados de “sobreviventes”, literalmente falando (Rosa Cukier fala melhor sobre esse tema em seu livro Sobreviventes Emocionais) E como tais possuem sequelas, dores armazenadas e sufocadas no íntimo de seu ser, e essas irão se manifestar mais cedo ou mais tarde sem o olhar atento de quem vê a verdade dentro de si mesmo.
 
Vidas em ciclo
 
Pensem em quantas mulheres que foram surradas durante a infância e que se casaram com homens que continuaram a bater nelas e com isso, perpetuaram esse ciclo batendo em seus filhos ou mesmo permitindo que eles apanhassem de outras pessoas, seja o pai, avós ou tios.  
 
Pensem em quantas mulheres que foram sexualmente abusadas e que hoje são descuidadas com suas filhas meninas, fazendo “vista grossa” para que o abuso com elas aconteça dentro de casa por aqueles que deviam protegê-las.
 
Pensem em quantas mulheres que sofreram com as inúmeras chantagens emocionais de suas mães, devido a carência, imaturidade ou transtornos psiquicos que elas sofriam e, que hoje tem dificuldades para cuidar de si mesmas sem se sentirem culpadas por estarem abandonando a mãe para viverem as suas próprias vidas.   
 
Precisamos urgentemente cuidar de nossas meninas. Precisamos encerrar o ciclo de abusos. Preisamos libertar as futuras gerações para uma vida emocionalmente saudável. Precisamos de homens equilibrados que serão frutos de mães conscientes e responsáveis. Precisamos gerar uma nova sociedade e, isso começará dentro de um ventre.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Meninos e Meninas na Escola

Foto by Lila Rosana
Foto by Lila Rosana
 
As diferenças entre o cérebro feminino e masculino são mais facilmente percebidas na escola, principalmente quando observamos o desempenho escolar das crianças.
 
Pelo o quê eles/elas se interessam?
 
Nos primeiros anos na escola, as meninas, se interessam pela leitura e escrita. Artes em geral são mais agradáveis para elas do que para os eles. Meninas se interessam mais por cores e pinturas, enfeitam os cadernos com desenhos e adesivos, capricham na letra e gostam de manter o material escolar limpo. Já os garotos, que preferem outras áreas como o esporte, a música e atividade mais dinâmicas, tendem a não dar muita importância para os detalhes relacionados à ordem e beleza do material escolar. Para eles, caderno, lápis e borracha, são apenas utensílios com determinados objetivos. Devido a isso, quando paramos para observar os meninos e as meninas na escola, podemos precipitadamente inferir que as meninas estão aprendendo mais do que os meninos. Ledo engano. Eles estão assimilando aquilo que precisam aprender.
 
Evite isso!
 
Fazer observações do tipo: “Sua irmã desenha melhor do que você” ou “Veja a bagunça que é o seu caderno!” não traz nenhum benefício para os garotos. Na verdade esse tipo de atitude só fará com que os meninos se sintam menosprezados.  Entender essas diferenças entre os sexos é fundamental e necessária.
 
Virada do jogo
 
Conforme os meninos avançam em direção ao ensino médio, seu desempenho escolar melhora. Como eles têm mais habilidade para o raciocínio lógico e se saem bem na solução de problemas numéricos, a matemática, física, química e geometria têm os meninos como seus melhores seguidores. Já as meninas, além de ter menos afinidade com essas matérias, tornam-se mais dispersas, pois nessa fase, começa nas meninas, o interesse por formação de grupos, a falar sobre meninos, a trocar bilhetinhos e a namorar. Essa mudança de comportamento e interesse das meninas, afeta de maneira considerável o desempenho escolar delas. E aí é a vez dos pais das meninas se preocuparem com seu baixo desempenho na escola, enquanto os meninos estão recuperando o ouro perdido lá atrás.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Meninos e Meninas: Sensível diferença

meninos e meninas
 
As diferenças entre os sexos vão muito além de características físicas e hormonais. Homens e mulheres têm habilidades diferentes e específicas, assim como diferente desenvolvimento emocional.
 
Nesta semana, vou me dedicar a escrever um pouco sobre essas diferenças entre os sexos, assim, quem sabe, poderemos começar a entender um pouco mais as nossas crianças e suas exclusivas experiências.
 
Carrinhos ou Bonecas?
Socialmente falando, todos supõem que meninas brincam de boneca e meninos de carrinho.  Tem sido assim há tanto tempo que nem tinha parado para pensar como (ou aonde) tudo isso começou. O gosto por bonecas e carrinhos são preferências ou uma cultura herdada? A pergunta vem sendo respondida há pouco tempo pela neurociência, através do mapeamento do cérebro.
 
O que diz a Neurociência
Pesquisas feitas em Universidades Canadenses pelos neuropediatras apontam diferenças fisiológicas e funcionais entre os cérebros do homem e da mulher. Essas diferenças são manifestadas em comportamentos, preferências e interesses de cada um.
 
Por que as mulheres falam tanto?
Na mulher, as funções cerebrais associadas ao relacionamento e à comunicação são mais desenvolvidas (descobrimos porque falamos tanto). Por isso que as meninas têm preferências por atividades em que o relacionamento está presente, como brincar de boneca, casinha ou em grupo.
 
Homens gostam de carros
No homem as funções cerebrais ligadas à lógica são mais desenvolvidas. Isso explica porque os meninos se entretêm tão bem com brinquedos de montar, adoram tirar as rodas dos carrinhos, montar e desmontar objetos para ver o que existe dentro deles. Os garotos tendem a ser mais individualistas e competitivos que as meninas.
 
Enquanto as mulheres definitivamente já nasceram para “discutir a relação”, os homens preferem assistir ao jogo de futebol.
 
Estimulando corretamente
É de suma importância que os pais tenham em mente essas diferenças, pois meninos e meninas precisam ser estimulados da maneira correta para que as suas habilidades possam ser desenvolvidas. 
 
É claro que existem exceções e, podemos ver meninas extremamente individualistas e competitivas e meninos falantes e socialmente bem relacionados. Porém, não estou me referindo a essa minoria, que por sinal deve ser estimulada de acordo com as características manifestadas.