A crença dos filhos em relação aos pais é que eles viverão juntos para sempre. Dificilmente passa pela cabeça desses pequenos que os pais podem um dia vir a se separar. Porém sabemos que o divórcio acontece e que não é bom para os filhos. Existem escritores que tentam amenizar a dor da separação, escrevendo dicas sobre como lidar a situação. Os argumentos são distintos, mas a dura realidade é que nenhum filho gosta dessa idéia.
Um estudo observou por vinte e cinco anos crianças cujos pais haviam se separado. Descobriu-se que tais crianças apresentavam muito mais dificuldade no amor, em sua vida íntima e no comprometimento com seu casamento, do que um grupo de controle cujos pais não haviam se divorciado. Além disso, os filhos de pais divorciados tinham muito mais dificuldade de exercer seus papeis de pais.
Sabemos que o divórcio é quase sempre o ponto final em anos de desentendimentos, expressos ou velados, entre os pais. Há pais que se orgulham do fato de não ter havido muitas brigas antes da separação. “Nunca discutimos na frente das crianças” Bem, isso não é garantia de que a separação será menos dolorosa para os filhos, pois as crianças sabem que os desentendimentos existem. Elas têm um incrível radar para captar o que está oculto. Costumo dizer que as crianças seriam excelentes terapeutas.
Casais que brigam muito e que se divorciam, geram em seus filhos estresse e um sentimento de impotência, pois eles desejam que tudo acabe de uma maneira ou de outra, mas sabem que não podem fazer nada. E, o que é pior, as crianças às vezes acreditam que a separação dos pais aconteceu porque elas não foram boas o suficiente, sentem como se fosse culpa delas. Esse tipo de crença pode persistir, mesmo que os pais digam o contrário.
Diante da separação, os adolescentes perdem a credibilidade antes depositada nos pais. Já ouvi uma adolescente se referir aos pais separados da seguinte maneira: “Como posso confiar neles? Eu pensei que se amavam, e de repente se separam e nem se importam com o que penso sobre isso”.
Você pode estar se perguntando: Então separar-se é ruim e ficar numa relação com brigas também. O que devo fazer? O ideal seria que todo casal optasse em ter filhos dentro de uma relação estável e feliz. Infelizmente a prática é outra. Às vezes a relação desanda depois de um tempo e depois que os filhos nascem. Seja qual for a situação, se o divórcio é inevitável, procure dar o maior apoio possível para os seus filhos.
Algumas dicas:
- Evite coloca-los contra o pai/mãe. Lembre-se: é você que está se separando, não eles;
- Não tente fazer de seus filhos um álibe ou suporte emocional. Essa decisão e suas conseqüências, você terá que assumir sozinho(a);
- Permita que eles expressem o que pensam e sentem sobre o assunto, por mais que seja doloroso para você ouvir. Isso alivia muito o mal estar causado pela separação.
- Ao começar a namorar de novo, poupe seus filhos no início da sua relação. Apresente a eles somente quando a relação já estiver estável e com grandes chances de dar certo.
- Aceite e acolha os sentimentos que podem surgir em seus filhos com a separação (raiva, medo, angústia, depressão, etc.) Caso você não consiga lidar bem com eles, procure ajuda profissional para você e para seus filhos.
- Você está separado(a) do seu marido/esposa, não de seus filhos, então estreite as relações e aumente o vínculo.
Abraços,
Lila
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Sugestão de leitura: Meus pais se separaram. E agora? Cyntia MacGregor. Ed. Novo Século

Divórcio! Aiii, deve ser mesmo um processo doloroso!
ResponderExcluirRomântica boba e sentimentaloide que sou, vejo com muito pesar essa medida. Mas sei que a felicidade dos pais é uma consequência positiva para os filhos. Portanto, se juntos não forem mais felizes, até mesmo pelo bem dos filhos é melhor a separação.
As dicas certamente vão enriquecer muito as pessoas que tiverem de passar por essa fase "cabeluda".
Lila, um abraço. Seus textos são um presente.
Michelle
SOU SEPARADA, TENHO 03 FILHOS: 17, 15 E 13 ANOS. MEU EX NUNCA FOI UM BOM PAI. TIPO PASSEAR, PEGAR NA MÃO E ISSO ME INCOMODAVA, O QUE LEVOU A SEPARAÇÃO, DE TANTO EU PEDIR PARA DAR ATNÇAO AS CRIANÇAS,VIVÍAMOS COMO DESCONHECIDOS. PERCEBI QUE NÃO ADIANTAVA LEVAR EM FRENTE ESSE RELACIONAMENTO.SÓ QUE NÃO QUERO QUE MEUS FILHOS SINTAM A SUA FALTA. RESOLVI FORÇA-LOS EM IR VISITÁ-LO. MAS AS CRIANÇAS NÃO QUEREM VISITÁ-LO. RESOLVI NÃO FORÇAR MAIS A BARRA.
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