terça-feira, 2 de abril de 2013

Melhore a comunicação com seus filhos adolescentes

 
A comunicação com o adolescente é extremamente importante, mas muitas das mudanças típicas que ocorrem durante a adolescência tendem a interferir com a eficácia e a qualidade da interação entre eles e seus pais. Embora os adultos tenham muito mais experiência de vida do que o adolescente, esses geralmente não aceitam ou não acreditam no fato. Por esse motivo, o conselho, a sabedoria, e as orientações dos pais deixam de ser valorizados.
 
Fale apenas para estar conversando
 
Uma meta importante para melhorar a comunicação com os adolescentes é: apenas falar com eles, sem tentar fazer outra coisa do que falar. Na hora de uma conversa leve e descontraída, não há espaço para sermões.
Grande parte da interação verbal que temos com os jovens é projetado para obter um ponto de vista ou para ensinar algo. Tentamos mudar a atitude deles, assim como tendemos a dizer o que eles estão fazendo de errado e mais, já ensinamos o suposto caminho certo. Convencer passa a ser a nossa meta numa conversa, mostrando a importância de determinadas atividades. Em outras palavras, quando falamos com eles, estamos tentando realizar algo mais do que uma conversa simples e agradável, estamos tentando ensiná-los algo que eles não estão nos pedindo no momento.
Quando queremos conselhos nós pedimos, certo? Com os adolescentes funciona do mesmo jeito. Se eles não pedem para você, irão pedir para outra pessoa.
 
A semente do diálogo deve ser plantada na infância
 
Se você deseja ter um adolescente que converse mais com você, comece a desenvolver o diálogo com ele desde a infância. Se você não conversou com seus filhos quando eram pequenos, o que lhe faz pensar que os mesmos irão fazê-lo justamente na adolescência?
 
Não transforme uma conversa numa palestra
 
Alguns adolescentes relatam que quando falam com seus pais sobre várias coisas, a conversa geralmente termina em palestras ou pregações: "Quando eu estou falando com eles é só para ter uma conversa, eles usam o que eu digo, quer para me mostrar seus pontos de vista, para me ensinar algo ou para explicar certas coisas."
 
Conversando com um adolescente de 16 anos, ele me contou que que tentou falar com a mãe sobre seu amigo que foi trabalhar num restaurante fast-food e que por isso ele havia deixado a escola. O adolescente estava tentando falar sobre como estava triste por perder o amigo na escola e a mãe não perdeu a chance de aconselhar, mas perdeu a chance de escutar e aproximar-se do filho. Quando os adolescentes tentam conversar com seus pais e recebem esse tipo de resposta, a comunicação com eles vai desaparecer.
 
Seja Positivo
 
Imagine que você tem um chefe ou colega que está constantemente criticando seu desempenho na empresa. O que você faria? Evitaria essa pessoa ou a convidaria para almoçar todos os dias? Para os adolescentes ter pais “palestrantes ou julgadores” de valores é uma chatice. Eles vão evitar ao máximo qualquer interação verbal e física. Mas não pensem que essa é uma atitude exclusiva dos adolescentes; todos nós tendemos a evitar situações que produzem sensações negativas. Portanto, se a maioria de sua interação com o adolescente é negativa, ele vai tentar evitá-lo.
 
Pense nas últimas dez conversas que você teve com seus filhos adolescentes. Será que a maioria delas envolveu algum tipo de correção ou discussão que enfatizou o que eles estavam fazendo de errado? ou foi uma conversa agradável, dando espaço para expressão de sentimentos, sem a necessidade de dar a sua experiente e valorosa opinião? Caso a resposta tenha sido a segunda, parabéns você está sendo um bom ouvinte de seus filhos adolescentes. Caso tenha sido a segunda, está na hora de começar a pensar em mudar algumas atitudes. Afinal ter filhos que confiam em você, que conversam e se sentem seguros é uma conquista da relação e não uma tarefa a ser cumprida ou obrigação a ser aceita.
 
Lembre-se que na medida em que os filhos vão crescendo, eles vão se libertando das nossas amarras e, lá na frente a única coisa que vai “prendê-los” a nós será a relação construída quando eles ainda viviam “embaixo das nossas asas”.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Você mente para os seus filhos?

pinoquio
“Eu não quero que meus filhos mintam” – Essa é a expressão do desejo de todos os pais.
 
Pesquisa sobre a mentira
A maioria dos pais mente para os filhos em uma tentativa de mudar o seu comportamento, segundo um estudo feito entre famílias americanas e chinesas, que registrou as mentiras mais frequentes contadas nesses dois países. O estudo, publicado no "International Journal of Psychology", foi feito por pesquisadores dos departamentos de psicologia da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, da Zhejiang Normal University, na China, e da Universidade de Toronto, no Canadá.
 
Ele analisou a utilização da "mentira instrumental" em cerca de 200 famílias, registrando histórias inventadas pelos adultos que vão desde a fada do dente até ameaças de que as crianças podem ficar cegas se não comerem alguns legumes. A mentira mais frequente observada no estudo foi a de pais que ameaçavam abandonar os filhos sozinhos na rua ou outro local público se eles não se comportassem.
 
Outra mentira comum tanto nos Estados Unidos quanto na China é a falsa promessa de comprar um brinquedo em um ponto indefinido no futuro: "Não trouxe dinheiro comigo hoje. Podemos voltar outro dia", costumam dizer alguns pais.
 
Segundo o estudo, os pais em geral aceitam que mentiras devem ser contadas para fazer com que os filhos adotem um comportamento social desejável. Por exemplo, a mentira de que "quem come brócolis cresce mais" termina sendo um incentivo a hábitos alimentares saudáveis.
 
Ensinando sobre a verdade
As crianças precisam ser ensinadas a não mentir e os pais são os principais mestres, muito mais com o que mostram em suas atitudes do que com suas palavras.
Pais que costumam mentir criam filhos que mentem. Pais que usam da verdade, que assumem a responsabilidade por aquilo que fazem e dizem, criam filhos responsáveis e éticos.
 
Com qual idade a criança mente?
Não tão cedo. Aos três ou quatro anos as crianças tendem a confundir a realidade com a fantasia. Quantas crianças já contaram sobre viagens surpreendentes que fizeram, quando passaram o fim de semana em casa? Fantasiar é diferente de mentir no universo infantil. Nesses casos para nós pais está lançada a missão de buscar descobrir as razões do desejo fantasioso da criança. Isso pode nos levar a grandes aprendizados sobre os nossos filhos.
 
Quando a possibilidade de mentir pode ser evitada
Com o passar dos anos, um pouco mais tarde, a criança pode começar realmente a mentir. Elas geralmente mentem para tentar escapar de um problema. Sabem que fizeram algo que não deviam e, quando confrontadas, mentem. Muitos pais, sem saber, favorecem tal tipo de situação. Se você perguntar: “Você bateu no seu irmão?” ou “Você fez a lição d ecasa?”. Por impulso e por medo das consequências, a criança mente.
  • Dica: Ao invés de perguntar, com segurança e sem impor medo, afirme: “Eu sei que você bateu no seu irmão”, “Eu sei que você não fez a lição de casa”. Dessa maneira, você abre espaço para uma conversa sem a necessidade de mentiras. Essa é uma grande oportunidade para ensinar aos filhos sobre assumir responsabilidades.
A mentira numa idade mais avançada
A mentira consciente, planejada, que tem como objetivo trazer vantagens, surge na terceira infância a partir dos oito anos. Com raras exceções pode aparecer na segunda infância, em torno dos cinco anos de idade. Esse tipo de mentira é felizmente, mais rara, sendo geralmente sintoma de um problema no desenvolvimento emocional da criança.
 
Ética
Aprender a lidar com “nãos” e a tolerar frustrações, não é tarefa fácil para nenhuma criança. Elas tentam manipular o ambiente para conseguir satisfação de todos os seus desejos e, para isso tendem a mentir, fingir, burlar regras, enganar, omitir, etc.
 
Em se tratando de crianças, isso é perfeitamente natural, até mesmo porque o ser humano não nasce dotado de ética. No início da sua experiência de vida, a criança não sabe o que é certo ou errado, o que lhe faz bem e o que não faz. Somos nós os pais quem vamos ensinar e transmitir princípios, normas e regras, que possam definir a conduta dos filhos daqui para frente.
 
Pais que costumam mentir criam filhos que mentem. Pais que usam sempre da verdade, que assumem a responsabilidade por aquilo que fazem e dizem, criam filhos responsáveis e éticos. Só se ensina aquilo que se é.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Violência Sexual

Banner Pedofilia
 
Ao longo da história da humanidade, crianças têm sofrido todo tipo de violência independentemente da cultura ou classe social em que vivem.
 
Há pouco tempo falar abertamente sobre abuso sexual* de crianças e adolescentes era um verdadeiro tabu (assunto delicado que gera incômodo em algumas pessoas quando se fala sobre).  A grande maioria dos casos de abusos eram escondidos pela vítima por vergonha e medo.  Hoje a realidade está um pouco diferente. Algumas poucas vítimas ou testemunhas, se permitem falar, denunciar ou relatar o que vem acontecendo com elas. Porém, muitos adultos, pais das vítimas, ainda preferem manter o silêncio fazendo de conta que nada está acontecendo. Preferem não expor os fatos e nem enfrentar a situação de forma aberta e corajosa. Eles sabem que isso implicaria em mexer numa ordem familiar estabelecida, pois a maioria de casos de abusos ocorrem dentro de casa. O lar que deveria ser o lugar mais seguro para uma criança, muitas vezes é o cenário de momentos de terror.
 
É importante que tenhamos em mente o conceito sobre Abuso Sexual: Abuso sexual é todo ato ou jogo sexual, relação heterossexual ou homossexual entre um ou mais adultos e uma criança menor de 18 anos, tendo por finalidade estimulação sexual sobre sua pessoa ou de outra pessoa.
 
A violência sexual contra crianças e adolescentes pode se manifestar de diversas formas como:
 
- com contato físico por meio de toques,
- carícias, manipulação de genitais,
- relações com penetração anal, vaginal,
- sexo oral;
- sem contato físico como o voyerismo,
- assédio,
- exibicionismo,
- utilização da criança para elaboração de material pornográfico ou obsceno;
- com contato físico com violência nos casos de estupro, brutalização, muitas vezes chegando ao assassinato das vítimas.
 
Por conta do interminável sigilo das testemunhas, vítimas e algozes, as crianças e os adolescentes tornam-se involuntariamente cúmplices de sua própria dor, sendo obrigadas a assumirem sozinhas as terríveis conseqüências físicas e psicológicas do abuso.
 
Cenário em que acontecem os abusos
 
Em geral, o abuso sexual acontece sempre que as crianças ou os adolescentes estão sozinhos.  A experiência que vivenciam, os momentos de medo e de incapacidade diante do que vai acontecer ou aconteceu, torna o cotidiano e a vida de muitos deles, quase insuportável.  Manter tudo isso em segredo é um peso a mais, mas as vítimas sabem o quanto ele é difícil de ser partilhado.
 
O medo e a descrença silencia
 
Tanto a criança quanto o adolescente temem a punição ou não acreditam na capacidade do adulto de protegê-los. Se não conseguem falar é porque não tem mais confiança no adulto. Outros, quando falam, são desacreditados e acusados de sedução. Para um vitima não há nada pior do que se abrir para algum que duvida dela.
 
Síndrome de Acomodação
 
R.C. Summit (1983) descreveu a "Síndrome de Acomodação" da criança e adolescente vítimas de abusos sexuais: “Se o diagnostico de abuso não foi feito, e se as pessoas não acreditam na criança ou no adolescente, os distúrbios são mais discretos e eles aprendem a aceitar a situação e sobreviver a ela, sob o risco de as conseqüências só se manifestarem mais tarde na forma de graves problemas de personalidade”.
 
As nossas crianças e os nossos adolescentes estão sequelados pelo excesso de abuso que sofrem e é o nosso dever ajudá-los. Romper com o silêncio e acreditar na vítima do abuso é um primeiro e importante passo.
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* A Organização Mundial de Saúde define o abuso sexual da seguinte maneira: “A exploração sexual de uma criança ou adolescente implica que esta seja vítima de um adulto ou de uma pessoa sensivelmente mais idosa do que ela com a finalidade de satisfação sexual desta. O crime pode assumir várias formas: ligações telefônicas obscenas, ofensa ao pudor e voyeurismo, imagens pornográficas, relações ou tentativas de relações sexuais, incesto ou prostituição de menores”.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Síndrome de Diógenes

 
Os transtornos mentais afetam milhões de pessoas no mundo todo, e existem diversas síndromes com sintomas bem peculiares.                 
 
Você já ouviu falar da Síndrome de Diógenes?
 
Pessoas portadoras da síndrome são facilmente identificadas, pois seu portador tende a colecionar lixos e a expor quinquilharias penduradas neles ou pela casa. Muitos mendigos são portadores dessa doença. Você já deve ter visto alguns pela rua com sacos de supermercado cheios de jornais velhos, bonecas sem cabeça, barbantes, etc.
 
A doença da coleção de lixo foi batizada com o nome do filósofo grego do século IV a.C. Diógenes de Sínope, que embora fosse um gênio à altura de Sócrates e Platão vivia como um mendigo e dormia num barril. Seu único bem era uma tigela que usava para beber até que um dia viu um menino beber água usando as mãos em forma de concha e jogou fora seu único bem.
 
Quem pode sofrer do mal?
 
 A síndrome não escolhe sexo ou classe social e, apesar de ser conhecida como uma doença da terceira idade, existem relatos desta síndrome em adultos jovens.
 
Sintomas mais comuns

 - O isolamento social, a reclusão em seu próprio lugar (alguns tornam-se verdadeiros eremitas, reclusos em suas casas, pedindo comida pelo telefone e nunca saindo na rua)
- Abandono da higiene física e do ambiente,
- Acúmulo de grandes quantidades de sujeira e materiais inúteis em casa,
- Vivem voluntariamente em condições de pobreza extrema,
- Tornam-se antissociais,
- Agressividade sem motivo,

Pensam que estão pobres
 
Pessoas com síndrome de Diógenes, podem muitas vezes guardar grandes quantidades de dinheiro em sua casa ou no banco sem ter consciência de que os possuem. Ao contrário, pensam que sua situação de pobreza é extrema, portanto, se induzem a guardar e empilhar objetos e artigos sem utilidade alguma em grande quantidade.
 
A bagunça é bem vinda
 
Eles convivem bem com a desordem e o caos ao seu redor.  Em muitos casos, se você arrumar o lugar onde vivem, ficam incomodados, irritados e dizem que se sentem perdidos. Você encontrará ao redor do portador dessa síndrome, uma enorme quantidade de papéis de todos os tipos, jornais usados de anos atrás, recortes amarelados, revistas velhas, livros antigos, dados de formulários contínuos, fotografias, milhares de documentos impressos da internet e livros, centenas deles, talvez milhares.
 
sindrome 3
 
O quê pode desencadear a Síndrome? (não é uma regra, mas esses sintomas apareceram na maioria dos portadores)
 
- Pessoas idosas que vivem sozinhas e sofrem com a solidão,
- Stress causado pelo avanço da idade,
- Dificuldades econômicas,
- Morte de algum familiar.
 
Hipóteses Médicas sobre a Síndrome (De acordo com as Universidades que estudam e pesquisam a doença)
 
- Demência do lobo frontal (sintomas de patologia do lobo frontal estão presentes na síndrome, tais como irritabilidade, agressividade, ideias paranóides, desmotivação, falta de iniciativa e de insight),
- Uma segunda hipótese é que a síndrome seria o estágio final do subtipo hoarding do TOC (Transtorno Obssessivo Compulsivo), incluindo, a síndrome de Tourette e outros transtornos associados ao colecionismo.
 
Tratamento
 
Deve ser dada atenção especial à higiene e a alimentação. Assim como deve ser feita uma avaliação psiquiátrica, com exames de rotina, avaliação neurológica e exame de imagem do crânio. Em muitos casos é indispensável o uso de medicação.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Meninos e Meninas na Escola

Foto by Lila Rosana
Foto by Lila Rosana
 
As diferenças entre o cérebro feminino e masculino são mais facilmente percebidas na escola, principalmente quando observamos o desempenho escolar das crianças.
 
Pelo o quê eles/elas se interessam?
 
Nos primeiros anos na escola, as meninas, se interessam pela leitura e escrita. Artes em geral são mais agradáveis para elas do que para os eles. Meninas se interessam mais por cores e pinturas, enfeitam os cadernos com desenhos e adesivos, capricham na letra e gostam de manter o material escolar limpo. Já os garotos, que preferem outras áreas como o esporte, a música e atividade mais dinâmicas, tendem a não dar muita importância para os detalhes relacionados à ordem e beleza do material escolar. Para eles, caderno, lápis e borracha, são apenas utensílios com determinados objetivos. Devido a isso, quando paramos para observar os meninos e as meninas na escola, podemos precipitadamente inferir que as meninas estão aprendendo mais do que os meninos. Ledo engano. Eles estão assimilando aquilo que precisam aprender.
 
Evite isso!
 
Fazer observações do tipo: “Sua irmã desenha melhor do que você” ou “Veja a bagunça que é o seu caderno!” não traz nenhum benefício para os garotos. Na verdade esse tipo de atitude só fará com que os meninos se sintam menosprezados.  Entender essas diferenças entre os sexos é fundamental e necessária.
 
Virada do jogo
 
Conforme os meninos avançam em direção ao ensino médio, seu desempenho escolar melhora. Como eles têm mais habilidade para o raciocínio lógico e se saem bem na solução de problemas numéricos, a matemática, física, química e geometria têm os meninos como seus melhores seguidores. Já as meninas, além de ter menos afinidade com essas matérias, tornam-se mais dispersas, pois nessa fase, começa nas meninas, o interesse por formação de grupos, a falar sobre meninos, a trocar bilhetinhos e a namorar. Essa mudança de comportamento e interesse das meninas, afeta de maneira considerável o desempenho escolar delas. E aí é a vez dos pais das meninas se preocuparem com seu baixo desempenho na escola, enquanto os meninos estão recuperando o ouro perdido lá atrás.