quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Como elevar a auto-estima das crianças


A nossa auto-estima começa a ser desenvolvida na infância, e a relação pais e filhos é de extrema importancia para o desenvolvimento positivo da mesma.
Recebi um interessante artigo do meu amigo Mauro Garcia do Blog Percepcioneirodia http://mgarfil.blogspot.com/ que quero compartilhar com vocês. O texto é de André Lima. Bom Proveito!


- Abandone as criticas e comece a elogiar: Quando damos atenção a alguma coisa, nós a alimentamos e a tendência é que ela cresça. Criticar a criança é dar atenção a seu lado negativo, o que o fortalece. A criança deseja atenção. Elogiar é uma forma de dar atenção positiva, assim você preenche o anseio da criança e é natural que ela faça mais coisas para ser elogiada. A crítica é uma atenção negativa, mas ainda assim é um tipo de atenção. Para a criança, a atenção negativa é melhor do que nenhuma atenção. A indiferença é a pior coisa para ela. A Ausência de elogios e críticas é a própria indiferença. Por isso, se você não elogia, ou seja, não dá a atenção positiva, a criança vai buscá-la de outras formas. E a forma mais fácil de recebê-la é praticando coisas negativas pois os pais facilmente se irritam e começam a brigar e criticar. Assim, a criança é reconhecida e se sente alguém, mesmo que seja através de algo negativo. Para ela, é melhor ser reconhecida por algo negativo, do que se sentir ninguém através da indiferença.

- Pare de descontar suas frustrações nas crianças: Temos uma tendência a descontar nossas frustrações nas pessoas mais próximas. Se as conseqüências são terríveis para os relacionamentos adultos, imagine então para as crianças. Elas começam a sentir que são um estorvo e que são culpadas pelo sofrimento dos pais. Crescem medrosas e inseguras.

- Permita que seu filho tente, erre e acerte: Seria bom se pudéssemos criar nossos filhos de forma perfeita e evitar para eles todo tipo de sofrimento, não é mesmo? Não, não seria. Faz parte do crescimento, do fortalecimento da auto-estima o processo de tentativa e erro. Conselhos pouco adiantam. A experiência é que traz a auto-confiança. Deixe que a criança faça sozinha, oriente no que for necessário quando ela pedir ajuda. Quando os filhos são muito pequenos, obviamente que temos que fazer mais por eles. Mas eles crescem, precisam começar a comer sozinhos, tomar banho, escolher as roupas (mesmo que a combinação fique estranha pra você). E quando crescerem vão precisar aprender a fazer outras escolhas: Namoros, amizades, cursos, esportes e etc. Filhos de pais que fazem tudo por eles são normalmente pessoas extremamente inseguras.

- Relaxe um pouco nas cobranças: Normalmente aqueles pais que cobram demais são os mesmos que também não elogiam ou elogiam pouco. Você cobra e  a criança faz, mas, por mais que ela faça, os níveis de exigência aumentam e você cobra mais ainda. É sufocante! A sensação é que ela nunca é boa o suficiente. Nem preciso dizer o quanto isso interfere na auto-estima e pode prejudicar a vida profissional e pessoal. Os mais estudiosos e organizados nem sempre são os mais bem sucedidos na vida. Muitas pessoas não se enquadram nos moldes e métodos da escola e da sociedade, passando uma impressão de que são inadequados e não serão bem sucedidas por isso. No entanto, essas pessoas se tornam muitas vezes profissionais acima da média em áreas tradicionais e outras menos convencionais. 

- Abandone o hábito de comparar negativamente os filhos a outras crianças e pessoas: Esse método negativo funciona da mesma forma que a crítica, pois ressalta os aspectos negativos dando atenção a eles. Normalmente se você usa frases do tipo “Seu irmão faz tal coisa e você não consegue, veja fulano, filho da vizinha, é tão estudioso...” A criança se sente inferiorizada, pois todo mundo é melhor do que ela, todo mundo tem qualidades e ela, não. Ela tende a ficar numa busca incessante de reconhecimento e aprovação dos pais.
- Abandone o hábito de criticar seus filhos na frente de outras pessoas: Essa é uma das formas mais nocivas de crítica. Fica marcado nas emoções da criança. Ela se sente humilhada, não sabe se defender nem consegue entender o que se passa, o que acaba levando a uma auto-estima muito baixa. Muitos pais tem esse hábito irresistível de falar mal dos filhos na frente de outras pessoas. Alguém já viu isso funcionar no sentido de melhorar o comportamento do filho? Eu duvido. Cria apenas raiva, insatisfação e piora os relacionamentos. Persistir fazendo o que não funciona, é insanidade.

- Deixe de lado a chantagem emocional: Esse método é fruto da insegurança do adulto que sente que precisa manipular a criança para que ela aja conforme sua vontade. Faz os filhos se sentirem culpados. A culpa acumulada é extremamente nociva pra auto-estima. A criança vira um robô que tenta sempre atender as expectativas para não se sentir culpada

- Deixe o seu filho ser o que ele quiser: O papel do filho não é dar continuidade a vida dos pais, nem o de realizar as coisas que os pais não conseguiram. A maneira de você resolver as suas frustrações é lidando com elas. Os filhos podem ter aspirações semelhantes aos pais, mas podem também desejar seguir caminhos bem diferentes. É possível ser bem sucedido em qualquer profissão, é possível também ser feliz em qualquer área. Deixe o seu filho ser o que ele quiser e lhe dê apoio. Liberte-se das crenças de que tal profissão é ruim, que não dá dinheiro. Você terá sucesso fazendo o que ama.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo!!

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

"Esqueça o livro"


"Se alguém não tiver prazer em ler um livro várias e várias vezes, não há motivos para lê-lo, afinal."
Oscar Wilde

Transformar o mundo numa biblioteca é a ideia do movimento internacional chamado BookCrossing. Este, é o maior clube literário, gratuito e online, do mundo.
A prática de bookcrossing consiste em deixar um livro em um local público para ser pego e lido por outros, que por sua vez repetem esta ação. Antes de ser disponibilizado para outro leitor, cada livro deve ser registrado no site para receber um número de identificação, que deve ser anotado na contracapa. Quem encontra o exemplar, deve também fazer um registro na Internet, com o número anotado, informando assim aos leitores anteriores que o livro está agora em suas mãos. Além de permitir este rastreamento dos livros pelo mundo, o BookCrossing.com, que surgiu em 2001 nos EUA, facilita e estimula a troca gratuita de livros em sua comunidade virtual, presente em mais de 130 países, com cerca de 820 mil membros e 6 milhões de livros cadastrados. No Brasil, há cerca de seis mil usuários.
Vamos participar? 
Eu mesma já aderi a esse hábito, e confesso que tenho achado super interessante. Estou praticando a arte do desapego e só guardo aqueles que eu gosto muito e sei que vou ler outras vezes. Tente e experimente essa experiência incrível!
Abraços,

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Bullying através da internet

Em outros posts, já escrevi sobre o tema Bullying nas Escolas (ver arquivos de agosto de 2009 e maio de 2010). Neste, venho falar sobre outra forma de bullying que a maioria dos pais não conhece:
O “cyberbullying” ou bullying online. Trata-se de uma forma de violência psicológica propagada através da internet.
Sabemos que a internet pode ser uma ferramenta de pesquisa maravilhosa, mas não é tão positiva como algumas pessoas que a usam. Infelizmente o bullying encontrou uma nova casa na internet que permite ao bullies perseguirem as suas vítimas em seus próprios lares.

O que é Cyber Bullying?
Essencialmente Cyber bullying é o mesmo que Bullying, mas ele pode ocorrer via telefone, e-mail ou sites de conversação. Por esses meios, os valentões provocam, insultam e ameaçam as suas vítimas. O Cyber bullying pode ser tão simples como uma brincadeira ou grave como ameaças. É muito comum vermos postagens embaraçosas como fotos, boatos e provocações. Este tipo de bullying provoca um impacto maior do que os ocorridos dentro das escolas, pois a vítima não pode escapar às provocações mesmo em seu próprio quarto.

Seu filho está sendo intimidado?
As crianças e adolescentes vitimas de bullying online geralmente não contam para ninguém. É um sofrimento silencioso que precisa de atenção e solução imediata. Então, como podemos saber se o nosso filho está sendo vítima de cyberbullying?

Esta lista de verificação de sintomas pode ajudar
- O seu filho parece relutante em usar o computador ou verificar suas mensagens?
- Parece nervoso ou ansioso quando verifica e-mails ou mensagens de telefone?
- Parece infeliz, depois de ter usado o computador ou o telefone?
- Eles estão tendo problemas para dormir ou vem tendo pesadelos?
- É um sofrimento ir para a escola?
- Eles estão evitando socialização com os amigos fora da escola?

A sua criança está praticando o cyberbullying?
Todos os pais odeiam pensar que seu filho pode estar sendo intimidado, mas também é difícil reconhecer um comportamento de bullying nos próprios filhos. Se o seu filho é um bully do cyber você precisa primeiramente admitir esta possibilidade para poder ajudá-lo.

Como você pode identificar e combater este tipo de comportamento do seu filho?
Primeiro passo é observar o comportamento dele e o mundo que o cerca. A maioria dos praticantes de Cyberbullying tem várias contas de e-mail e podem ter mais de um celular. Os e-mails e telefones serão ambos registrados em nomes de outras pessoas. O Cyber bullie vai usar o computador com freqüência, e geralmente exibe entusiasmo pelo que está fazendo online. Se você passa pelo seu filho enquanto ele está no computador e este tenta esconder o que está fazendo trocando de tela ou minimizando o seu navegador de internet, então eles estão escondendo algo de você. A maioria dos bullies Cyber vão ser evasivos sobre o que estão fazendo na net. Uma proposta de solução para identificação do que está acontecendo quando você vira as costas, é instalar um software que monitora o uso do seu filho na internet. Consulte um técnico para isso. Atenção, para alguns só o fato de estarem sendo monitorados já inibe este tipo de comportamento, para outros pode apenas empurrar o comportamento para fora de casa ou para um telefone secreto sobre os quais você tem menos acesso e controle.

Se você acredita que seu filho é praticante de cyberbullying é sua responsabilidade ajudá-lo a sair disso e a resolver o seu problema de comportamento. Cyber bullying pode ter consequências extremas que provavelmente ele (a) não pensou. Torne-o consciente de seus atos e do impacto de suas ações para si e para o outro. Pesquisas no mundo inteiro mostram que muitas vítimas de cyberbullying desenvolvem algum tipo de transtorno emocional e muitas vezes podem vir a cometer suicídio.

Vocês já ouviram falar do Formspring? Caso não, fiquem atentos a esse tipo de rede social bastante nova, mas muito utilizada por adolescentes no mundo inteiro. Este site permite aos usuários uma interação anônima. Todos podem enviar perguntas, comentários e ameaças para quem está cadastrado na rede. O site tornou-se um parque de diversão para o cyber bullie. É uma combinação perigosa entre anonimato e hostilidade.

Muitos pais optam que seus filhos não tenham acesso à internet na privacidade do seu quarto, já que isso impede a monitorização. Mas também não adianta “cortar o mal pela raiz”, impedindo que os filhos tenham acesso à Internet. Esta medida pode, inclusive, ser contraproducente, já que potencia o conflito entre pais e filhos.

A grande maioria das crianças e adolescentes tem hoje um contacto regular com a Internet. Para muitos desses jovens, este meio de comunicação é imprescindível. Para muitos, quase não dá para viver sem o computador. Há 20 ou 30 anos atrás os jovens “lutavam” para poder ir à casa dos amigos ou ficarem horas ao telefone, hoje é a Internet que potencia o contacto entre amigos e colegas de escola. O que precisamos fazer é cuidar para que o uso da internet traga benefício aos nossos filhos e não problemas.
Abraços,

sábado, 13 de novembro de 2010

Algumas coisas custam mais do que você imagina!

Dados recentes, divulgados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), revelam que 250 milhões de crianças entre cinco e catorze anos trabalham em todo o mundo, sendo 120 milhões em período integral. O Brasil está entre os países com altos índices de trabalho infantil. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), em 1993, trabalhavam no país 4.547.944 crianças brasileiras de cinco a catorze anos. Destas, 40% se encontravam nas cidades desenvolvendo trabalho tipicamente urbano. O DIEESE coordenou uma pesquisa em seis capitais com o objetivo de conhecer, analisar e discutir esse trabalho e, com isso, subsidiar propostas para sua erradicação. A pesquisa foi encomendada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), no âmbito do Programa Internacional para Erradicação do Trabalho Infantil (IPEC), da OIT.
Embora os grandes números de trabalho infantil encontrem-se na Ásia, África e América Latina, os países desenvolvidos não são imunes ao problema.

O trabalho infantil não é um fenômeno moderno, acontece há muito tempo. A esperança vem de uma boa noticia: recentemente havia uma tendência da extinção da exploração damão de obra infantil, mas acredito que isso ainda está longe de acontecer. É preciso muita mudança de comportamento e consciência.

Sabemos que a mão de obra infantil (que é absurdamente cruel, irritante, maléfica, injusta, ordinária e demais adjetivos negativos que pudermos encontrar e que ajudam a definir a ação) é barata e dificil de controlar. Mas isso não impede que façamos a nossa parte. Consumir com consciência, é uma maneira de diminuir  a produção de muitos produtos e evitar a exploração cada vez maior de crianças inocentes. Produtos baratos demais são um reflexo da exploração de alguém, e este alguém pode ser uma criança. Façamos a nossa parte e evitemos que a boa vida de uns não se realize através do sofrimento de outros.
Seria realmente maravilhoso se todas as crianças no mundo pudessem ter o conforto de um lar, o cuidado de pais amorosos, uma cama quentinha, escola, lazer e alimentação saudável.
O vídeo abaixo mostra a realidade de mundos paralelos que se cruzam no universo infantil.