terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Blogagem Coletiva: 12 situações que marcaram o meu 2011

O blog Conversando com os pais esteve “fora do ar” por um tempo, e está voltando em 2012 com uma pequena análise das coisas que marcaram a minha vida no ano que passou. Esse tema faz parte da Blogagem Coletiva do site Mães Internacionais
Quando li o tema proposto pelo MI (Mães Internacionais), pensei: Será que tenho doze coisas que marcaram a minha vida em 2011? A princípio me pareceu ser um número enorme diante do curto período de tempo, um ano. Mas quando parei para fazer uma análise mais criteriosa, percebi que tenho mais que doze coisas para relatar. Vivi e aprendi muito mais que isso durante o último ano. Como a vida é dinâmica, por mais que a princípio não pareça. Conclui que não precisamos de coisas grandiosas para marcar a nossa vida, como uma viagem a terras históricas ou perdas que nos deixaram arrasada, apesar de que essas coisas definitivamente, nos marcam para sempre. Podemos ter marcas feitas por pequenas e significativas experiências.
Aqui, irei definir as minhas 12 experiências marcantes de 2011 como lições aprendidas.

  • Então, puxe uma cadeira, tome uma xícara de chá e seja muito bem vindo ao meu pequeno mundo de descobertas. Espero que lhe pareça interessante!
1. A lição do Medo - Sempre me considerei uma pessoa corajosa, capaz de lidar com todas (ou quase todas) as adversidades, porém no último ano, pude me deparar com um sentimento comum a todos: o medo! Não um medo de escuro ou da morte, mas um medo de não conseguir manter o meu filho perto de mim o suficiente para poder protegê-lo. Para a minha felicidade e grande surpresa, aprendi que não preciso protegê-lo, pelo menos não da maneira que eu fantasiava, pois ele é capaz de proteger a si mesmo a partir do momento em que eu o incentivo a fazer isso e que ele passa a acreditar que é capaz. Ouvi do meu filho a seguinte frase: “Mamãe, eu já tenho sete anos, eu já sei me cuidar” me fez tomar consciência de que preciso deixá-lo ir aos poucos tomando conta de si mesmo.

2. A lição da Perda: Todas as pessoas que já mudaram de casa, de cidade, de país, de condição de vida, puderam perceber que as perdas são inevitáveis. Com tantas mudanças nos últimos anos, pude aprender que no final perdemos tudo, mas o que realmente importa para nós, jamais perdemos. Por mais que eu tenha me esforçado, eu não consegui encontrar a permanência nas coisas, exatamente porque ela não existe. Uma hora ou outra tudo se vai: pessoas e coisas, mas eu precisei aprender a aceitar isso, pois a perda é inevitável. Em 2011 me despedi de amigos queridos que foram morar em outros países, vivi o luto pela perda de um grande mestre, mas também reencontrei um amigo que há mais de 20 anos não tinha notícia. Pessoas vêm e pessoas vão. É a dança da vida.

3. A lição da Amizade: Amigos são de extrema importância na nossa vida e todos sabem disso (ou deveriam saber), mas eles não nos pertencem. Podemos “tê-los” por um determinado tempo, mas podemos “perdê-los” em outro. Aprendi que amigos aparecem nos momentos em que mais precisamos deles e que podem desaparecer quando estamos mais fortalecidos. Para mim, amigos são como anjos que nunca nos deixam só, por mais que não o vejamos, não o tenhamos sempre por perto ou que não consigamos falar constantemente com eles, sabemos que eles estão lá, em algum lugar. Basta chamar! Em 2011, participei de um curso valiosíssimo, não apenas pelo conteúdo teórico, mas principalmente porque dele surgiu um grupo de encontro e desse grupo, nasceu uma amizade com seis mulheres maravilhosas, que hoje em dia fazem muita diferença na minha vida.

4. A lição de ser mulher e não apenas mãe: Aqui no Canadá, temos médico de família e aprendi a gostar desse formato de atendimento médico, pois a relação médico/paciente torna-se mais íntima. Certo dia, lá estava eu conversando com a minha médica sobre como gostava de manter tudo em ordem na minha casa e dedicar atenção ao meu filho e como isso tomava o meu tempo, sobrando muito pouco para cuidar de mim mesma. Espontaneamente, minha médica olha para mim e fala sorrindo: “Pare com essa neurose e vá cuidar de você! Quanto tempo durante o seu dia, você dedica a si mesma?” Fiquei por alguns segundos, olhando para ela e pensando sobre o que tinha acabado de ouvir... Depois, caímos em gargalhada juntas e desde então, dedico muito mais tempo a mim mesma.


5. A lição da Torre de Babel: Vivo em uma cidade onde encontro gente do mundo inteiro. No ano passado pude conhecer e me relacionar com pessoas do México, Colômbia, Equador, Irã, Iraque, Afeganistão, China, Taiwan, Japão, Rússia, África, Koréia, Bulgária, Canadá, Índia, Filipinas, Inglaterra, Portugal, Escócia, dentre outros. E desses encontros, surgiram interessantes conversas e mudanças de percepção em relação ao meu mundo e do outro. Esta vivência com diferentes culturas reforçou a minha crença na psicologia diferencial, onde ela fala das diferentes formas de assimilar uma “mesma” experiência. Quantos aprendizados com essas pessoas maravilhosas.

6. A lição da época do Natal: Eu simplesmente amo a época do Natal e, para quem me conhece sabe o significado que ele tem na minha vida. Enfeito a minha casa e me preparo para esta data que espero durante todo o ano, porém sempre ouvi algumas pessoas falando que odiavam essa época do ano, que se sentiam tristes e deprimidas, que não viam nenhum sentido nisso tudo. Confesso que apesar de todo o esforço para entender o ponto de vista diferente do meu, eu no fundo não entendi como alguém poderia ficar triste numa época tão “feliz”... Só que neste ano eu pude compreender. Sem motivo suficiente, além da saudade de pessoas queridas que estavam longe de mim, pude me conectar com esta tristeza que tanto ouvi falar e nunca entendi. É mais fácil compreender a dor do outro quando você a experiência. Ainda amo o Natal, mas agora entendo além de cognitivamente, que ele não tem o mesmo significado emocional para todos.

7. A lição do Abraço: Brasileiro adora abraçar e quem é brasileiro sabe o valor que ele tem. Só que por aqui essa prática não é muito bem vinda, então tive que aprender a expressar o meu carinho pelas pessoas sem tocá-las. Confesso que o meu desejo continua sendo de dar aquele abraço gostoso, mas tem sido interessante aprender outra forma de me conectar com as pessoas sem precisar invadir seu espaço físico. Sobre isso, uma amiga japonesa me deu uma explicação interessante: “Nós adentramos ao espaço físico do outro apenas quando somos convidados, por isso nos saudamos a distância. É uma maneira de dizermos um ao outro que respeito a sua individualidade e a sua vontade”. Lindo!

8. A lição da Viagem de Trem: Viajar de trem para os Estados Unidos foi uma experiência única. Ela durou quatro horas e confesso que não senti o tempo passar, pois o trem era extremamente confortável e fazia um percurso lindo, brindando seus passageiros com uma paisagem espetacular. Em cada cidade que parava para embarcar novos passageiros, pude aprender um pouco sobre os diferentes modos de viver do povo norte americano.

9. A lição do exercício e da boa alimentação: Todos nós sabemos que essa dupla é importantíssima, só que a minha dedicação a ambos era superficial. Sempre tentei me alimentar bem e praticar exercícios, mas encarava isso como uma obrigação. O grande diferencial em 2011 foi que me dediquei praticamente o ano inteiro, a aprender a pratica saudável dos dois. Aprendizado lento, mas que surtiu e continua surtindo melhoras consideráveis na minha saúde e disposição.

10. A Lição das Palavrinhas Mágicas: Sempre aprendi que deveria dizer “Por favor, Com licença e Obrigada” em diversas situações cotidianas. Para mim, usar essas palavras é muito fácil. Só que por aqui, as pessoas costumam se desculpar por tudo. Desculpam-se por muito mais do que eu aprendi que deveria. Por aqui, é muito fácil você ouvir um: “Sorry!” só porque alguém atravessou o seu caminho. Noutro dia, estava eu caminhando pela rua e tropecei em uma placa, espontaneamente disse “sorry!” para a mesma. Cômico, não? Esse é o vício de ser educado (risos).

11. A lição do Voluntariado: Em julho deste ano, fiz um serviço voluntário para uma instituição brasileira, num país onde o toque é visto como algo ligeiramente incômodo. Trabalhei na rua pintando carinhas de crianças e adultos. Adorei a experiência, pois ela me pôs em contato com um público variado de diferentes culturas. Eu tive que chegar bem perto do rosto de cada um, tocar a face e fazer o meu melhor nas pinturas para agradar aquelas pessoas que nem ao menos eu conhecia. Fiz um grande esforço para me conter e não apertar as bochechas lindas daquelas crianças fofinhas.


12. A lição da Igualdade: A cada dia nesse país eu aprendo uma coisa nova. Certo dia em 2011, lá estava eu no metrô observando as pessoas como de costume. Vi um elegante homem conversando com uma moça vestida com roupas de ciclista e segurando a sua bike. Aparentemente eles não se conheciam, mas falavam sobre algo em comum. Próximo a mim, havia um rapaz mal vestido e mal cheiroso. Ele se levantou e foi em direção a dupla que conversava e começou a dar opiniões sobre o assunto. Na hora pensei: “Pronto, vai dar confusão”. Para a minha surpresa, o homem e a mulher deram a maior atenção ao jovem e ao que dizia, riram juntos e continuaram conversando por muito tempo. Em nenhum momento houve demonstração de desprezo por aquele homem maltrapilho; muito pelo contrário, ele foi acolhido como se estivesse vestido para uma festa de gala. Adoro esse país. Aqui somos todos iguais!
 Beijos,
Lila

domingo, 25 de setembro de 2011

Suicidio entre jovens. O que vem acontecendo com eles?

Aos dezesseis anos de idade Ben Nelson morreu em 24 de setembro de 2010, quando ele cometeu suicídio em um galpão na fazenda da família em Ashton Ontário, Canadá. Os pais compraram a fazenda na esperança de que isso ajudaria no precário estado de espírito do filho após uma tentativa de suicídio no início do ano.
O caso do menino de 10 anos que atirou na professora e em seguida se matou com um tiro na cabeça, entristeceu o Brasil e provavelmente levou muitos pais à reflexão sobre o que vem acontecendo com as nossas crianças e jovens.

Lamento pela profunda tristeza desses pais e pela dor silenciosa dessa criança que se matou.

Infelizmente o suicídio tem sido uma infeliz escolha para a “solução” dos problemas de muitos jovens. Aqui no Canadá, ele é a segunda principal causa de morte entre eles.

Em junho do ano passado, seis jovens se suicidaram em uma pequena cidade no país. As vítimas tinham entre 14 e 20 anos. Nenhum deles se conhecia. Esse fato nos chama a atenção para a complexidade do suicídio, que não se limita a um "tipo" psicológico ou a uma circunstância em particular. O suicídio de jovens continua sendo um enigma enlouquecedor. Muitas famílias ainda estão tentando entender por que seus filhos fizeram essa terrível escolha e o que eles poderiam ter feito para evitá-la.

O início e o final do ano escolar podem ser particularmente vulneráveis para jovens em risco, pelo menos é o que dizem alguns estudos. De acordo com a psicóloga da Universidade de Ottawa Darcy Santor, pelo menos 91% das vítimas de suicídio sofrem de alguma forma de doença mental no momento de suas mortes. O perigo aumenta quando mais fatores de risco estão presentes, como: a vergonha, depressão, ansiedade, abuso de álcool, o bullying, isolamento social e dificuldades de aprendizagem.

Lembro-me de um menino de 11 anos que atendi há alguns anos atrás. Ele tentou se suicidar, pulando do quarto andar da sua escola no dia de uma determinada prova. Felizmente ele não morreu, ficando apenas bastante machucado. Ele me contou que estava nervoso com a prova e que seus pais o pressionavam para ele obter boas notas. A parte mais impressionante do seu relato foi que antes de pular, ele apenas sentiu um enorme desespero e não via outra saída senão morrer.

Afinal, porque as crianças e os adolescentes não batem na nossa porta para pedir ajuda? Porque mantém a sua dor em segredo? Talvez, tenhamos aqui uma resposta: “Nós não falamos isso para os nossos pais, eles não entenderiam”, disse certa vez outro adolescente que conheci. Ele tentou suicídio por duas vezes.

Será que as nossas crianças estão se matando porque estamos indo sentar em silêncio na frente da nossa TV ou do nosso computador e deixando que os nossos filhos se resolvam sozinhos? Esta é uma pergunta intrigante!

No Canadá, muitas pesquisas são realizadas no campo das doenças mentais e em particular, com o tema suicídio. Patrice Corriveau, pesquisador da Universidade de Ottawa, vem analisando e catalogando cada nota de suicídio deixada. Na sua pesquisa, ele voltou no tempo - mais de 100 anos. Isso foi possível, pois na província, uma investigação forense é obrigatória para todos os casos de suicídio. Ele descobriu, por exemplo, que no final de 1800, muito antes de "adolescente" ser uma categoria social reconhecida, os jovens com maior probabilidade de morrer por suicídio eram as meninas solteiras que se encontravam grávidas. Na década de 1930, foram os jovens da Europa, que não conseguiam encontrar a sua fortuna na nova terra ou jovens maridos que perderam suas fortunas e se mataram por vergonha. Com essa pesquisa, pode-se perceber que a atual situação de morte por suicídio entre os nossos jovens é um fenômeno mais recente.

O que vem acontecendo com os nossos jovens?

Muitos pais não percebem o declínio emocional que os seus filhos vêm passando. Já escutei de muitos a seguinte frase: “Nunca percebemos nada, ele(a) era tão tranquilo” O que me parece é que os pais simplesmente não são ensinados sobre o que procurar no comportamento dos seus filhos que dêem indício de uma profunda dor psíquica e do desejo de morte.

Algo que realmente me preocupa, é que as crianças e principalmente os adolescentes, são estigmatizados pela sociedade. No Brasil, os jovens carregam nas costas o infeliz apelido de “aborrecente”. Toda essa carga de rótulos e preconceitos com relação a essa fase da vida tem dificultado a nítida visão do que pode estar acontecendo dentro desse universo juvenil.

Alguns pais não levam a sério o que os filhos estão passando, pois acreditam ser uma fase de angústia da adolescência, mas muitas vezes é uma forma mais profunda de depressão e ansiedade.

Certa vez escutei de uma menina de 13 anos a seguinte frase: "Eu não posso voltar atrás e consertar as coisas." Os adolescentes, assim como as crianças, pensam diferente dos adultos. Para eles, o que existe de mais concreto na vida é o aqui e agora. Falar sobre o futuro pode parecer utópico.

Pesquisas mostram que muitos jovens que se mataram, comentaram com os amigos e parentes, sobre o desejo de suicidar-se e não o fizeram apenas uma vez e sim várias. Foi como um pedido de socorro. Um triste exemplo disso foi o pequeno garoto brasileiro citado no início do texto. Ele disse aos amigos o que iria fazer, mas ninguém levou a sério. Pensaram que era brincadeira.

Em 2001, pesquisadores em Houston entrevistaram 153 jovens entre 15 e 24 anos que haviam sobrevivido a uma tentativa séria de suicídio. Eles foram convidados para estimar a quantidade de tempo entre o momento em que tinham decidido que queriam morrer e quando eles de fato o fizeram. Em 70% dos casos, o tempo foi menor que uma hora. Em 25% foi apenas de cinco minutos.

Um fato que não pode ser desconsiderado é que vivemos em uma sociedade cada vez mais competitiva, com tecnologia de ponta ao nosso alcance, com muita informação, muito mais do que damos conta de assimilar. O mundo está dinâmico e com isso as exigências sociais aumentaram. Precisamos correr se não quisermos “parar no tempo” e com isso, percebemos que muitos jovens não sabem como lidar com a perda, a frustração e a decepção. Não sabem por que não aprenderam, não foram ensinados a relaxar, a se permitir a errar, a descobrir o seu potencial que é individual e único. Precisamos ensinar isso aos nossos filhos!

Gostaria de fazer um pedido a todos os pais: Olhe para os seus filhos, observe que o mundo deles muda de acordo com a idade, respeite cada fase e aprenda coisas novas através de conversas amigáveis, permita que eles sejam únicos. Não deixe para fazer isso amanhã, comece hoje no seu próximo encontro com eles.
Abraços,
Lila

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Cybercrime - Cuidado nunca é demais!

Escrevi este texto a convite da Daniela para o Clube dos pais e mães blogueiros

Foto: Arquivo pessoal
Estamos vivendo uma era em que as amizades virtuais aumentaram mais que as presenciais. As redes de relacionamentos invadem as nossas casas com infinitas possibilidades de curtos diálogos com diferentes pessoas de diversas partes do mundo. Como é bom poder encontrar velhos amigos e fazer novos. Como é interessante poder adentrar em diversos mundos com apenas alguns toques no teclado. Que infinito universo cibernético se apresenta aos nossos olhos. Encantador, não acha? Parece ser fácil e seguro fazer amigos dessa forma, não? Até mesmo porque estamos em nossas casas isentos de riscos que o mundo lá fora nos impõe. Mas apenas parece!

Com essa facilidade tecnológica, somos uma isca fácil para pessoas que nem sempre tem boas intenções. Como é fácil assumirmos uma personalidade que não é a nossa e nos apresentarmos ao mundo virtual sem que ao menos sejamos reconhecidos. Esse tipo de comportamento tem um nome: “fake”. A palavra vem do Inglês, que significa “falso”.

O que é isso?
É uma personalidade falsa usada para ocultar a identidade real de uma pessoa. De uma maneira geral, os fakes são facilmente encontrados em sites de relacionamento (principalmente o Orkut que estatisticamente tem apresentado o maior número de invasão de fakes) e uma das finalidades deles é dar opiniões sem se identificar, evitando constrangimentos ou ameaças pessoais ao opinante, mas sua maior finalidade é ter uma segunda vida. A maioria dos criadores de fakes o fazem só por diversão, para conhecer novas pessoas sem se expor. Porém, esse tipo de comportamento tem se tornado um novo problema social.

Pessoas começam a apresentar distúrbios mentais e psicológicos, levando-os a trocar a vida real pela vida de seus falsos perfis. O que acontece é que o mal uso do fake tem causado dependência nos seus usuários, declinando suas vidas nos aspectos social, emocional e intelectual. Existem relatos de pessoas que criaram um perfil fake, e que o vivenciaram tão intensamente chegando a ter um surto psicótico (quadro clínico se caracteriza pela perda de contato com a realidade). O psicótico pode ter alucinações ou crenças delirantes e exibir alterações de personalidade e desordem de pensamento. Isso pode ser acompanhado por comportamento incomum ou bizarro, assim como dificuldade de interação social e de levar adiante atividades cotidianas. Nesses casos, essas pessoas tentam assumir a vida da outra, “roubando” as suas informações, fotos, amigos, eventos, etc. o que pode ser perigoso.

Como um fake, as pessoas adotam uma nova maneira de viver e com isso elas podem ser quem quiserem e até mesmo cometerem crimes cibernéticos, os chamados Cybercrime, que são: disseminação de vírus que coletam e-mails para venda de mailing; distribuição material pornográfico (em especial infantil); fraudes bancárias; violação de propriedade intelectual e direitos conexos ou mera invasão de sites para deixar mensagens difamatórias como forma de insulto a outras pessoas. Para esse último chamamos de cyberbullying.

O que poucos sabem é que esse tipo de prática já está no código penal brasileiro e é passivel de pena: Art. 307 do Código Penal – Atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem, em proveito próprio ou alheio, ou para causar dano a outrem. Pena: detenção, de três meses a um ano, ou multa, se o fato não constitui elemento de crime mais grave.

Mas infelizmente não é tão fácil localizar e punir um fake, pois eles entram em seu computador e não deixam pistas, quando você vai ver o estrago já está feito. Então, como podemos nos proteger?

Antes de responder a esta pergunta, gostaria de traçar um paralelo entre esses dois mundos (o virtual e o real). Se pararmos para pensar e nos questionarmos sobre o que nos motivou e continua nos motivando, a estar mais tempo dentro de casa conectados a internet fazendo amigos virtuais, chegaremos a algumas prováveis respostas: a violência nas ruas, a falta de segurança para os filhos, a crescente influencia para o consumo de drogas e alcool, a criminalidade em suas infinitas versões e muito mais. Por medo do que poderia acontecer lá fora, achamos um “lugar seguro”: dentro de casa e dentro dos nossos computadores.

Certa vez, escutei da mãe de um jovem de 18 anos que era melhor ele ficar em casa na internet do que na rua correndo risco de vida. Bem, essa parece ser a nossa atual realidade social: Ficamos em nossas casas para nos “proteger do mundo lá fora”, mas este mundo veio ao nosso encontro.

Diante desses fatos, precisamos ficar atentos e termos atitudes preventivas, mas não devemos ficar nervosos, ansiosos ou mesmo cancelar as nossas contas em sites, grupos, blogs, etc. Abaixo, cito algumas pequenas coisas que podemos fazer para evitar surpresas desagradáveis na net.

Dicas:
- Quando você se cadastrar em sites de relacionamentos (Orkut, facebook, etc.) procure se vincular a grupos ou a pessoas conhecidas ou amigas. Não aceite pessoas que não conheça, pois os hackers adicionam as vitimas, pois assim eles conseguem todas as informações necessárias como, e-mail, data de nascimento, etc.
- Use as configurações de segurança dos seus sites. Navegue sempre em modo seguro usando: https://, nunca apenas http:// (sem o “s”). Em geral quando você usa o modo de segurança, aparece um cadeado ao lado do seu site. Isso significa que é mais difícil alguém entrar em sua rede.
- Use as configurações de privacidade. Assim, pessoas que não são amigos não vão conseguir ver fotos ou outras informações suas.
- Evite colocar informações pessoais do tipo: telefone, endereço de casa ou do trabalho, informações sobre os seus filhos (escola, lugares que freqüenta) Muitos sites pedem esse tipo de informação, mas você não é obrigado a informar.
- Ao colocar fotos na net, use assinaturas, como as de marca d’água para personalizá-las e evitar que sejam copiadas.
- Ao postar fotos de seus filhos, evite que os mesmos apareçam despidos ou em situações constrangedoras, pois esse tipo de foto é sempre alvo dos pedófilos e fakes. E não se esqueça de assiná-las ou personalizá-las.
- Tenha bons programas de antivírus no seu computador e use-os frequentemente. No mínimo uma vez por semana.
- Oriente os seus filhos sobre os fakes e seus riscos e sempre supervisione o que eles fazem na net.
- Tenha sempre muito cuidado com o que você posta ou escreve na net, pois isso ficará lá para sempre.

Previna-se e continue aproveitando as maravilhosas oportunidades que esse mundo virtual nos oferece!
Abraços,
Lila

domingo, 28 de agosto de 2011

Diga apenas "sim" aos seus filhos!

Você já parou para contar quantas vezes ao dia você escuta dos seus filhotes a frase acima? Caso ainda não tenha feito isso, por curiosidade e estatística materna, faça!
A pergunta pode ter versões variadas, por exemplo: “Mãe, você pode arrumar os meus brinquedos?” ou “Mãe vamos viajar para a Sibéria?” etc. O questionário infantil é infinito então, prepare-se para responder sempre sim para todas as incríveis perguntas que essas crianças maravilhosas fazem.

Parece loucura, não? Mas não é! Você perceberá que essa simples estratégia evitará uma imensidão de conflitos cotidianos com os seus filhos. O truque é que se trata de um sim condicional. Eu uso essa técnica com o meu filho e ele se sente sempre ouvido e autorizado, mesmo que não consiga o que quer.
A idéia é virar a situação a seu favor e evitar os infinitos “por quês” que vem logo em seguida do seu sonoro não.

Quantos não você diz aos seus filhos e com eles vem uma discussão ou outra pergunta que necessita de uma resposta imediata, pois eles não têm a paciência necessária para esperar que você confabule uma resposta razoável que os satisfaça. Então por esses e outros motivos, o sim é a melhor saída. Como fazer isso? Eis aqui alguns exemplos:
“Mãe, posso comer chocolate?” (detalhe: antes do almoço. O meu filho adora essa). Resposta: “Sim, depois que você almoçar, posso lhe dar um pedaço”; “Mãe, posso dormir na casa da Joana?” – resposta: “Sim, parece uma boa idéia para quando você tiver 10 anos”; “Podemos ir na Disney?” – resposta: “Sim, parece maravilhoso. Então vamos economizar para que um dia possamos fazer essa viagem”; “Posso ficar acordado até meia noite?” – resposta: “Sim, quando você tiver 15 anos, você poderá fazer isso com certeza”.
Entenderam a idéia? O interessante nisso tudo é que você cria uma atitude positiva nos seus filhos e conduz uma relação familiar baseada em diálogos e não em estressantes discussões que não levam a lugar nenhum.
Provavelmente algum dia, seus filhos irão entender que os constantes sim que recebem, na verdade são um não camuflado (pelo menos um não condicional), mas até que isso aconteça você já criou uma relação saudável e baseada no diálogo.
É claro que em algumas situações um não categórico é necessário, até mesmo porque as crianças precisam entender o significado da palavra não em suas vidas e precisarão aprender a aceitar isso.
Experimente!

domingo, 21 de agosto de 2011

Blogagem Coletiva: Férias em família


Este texto faz parte da Blogagem Coletiva do mês de agosto do Blog Maes Internacionais  Visite o site para saber mais sobre férias da garotada pelo mundo. 

Para muitas famílias, tirar férias todos juntos é uma missão quase impossível, principalmente quando os filhos vão crescendo e as vontades vão ficando cada vez mais diferentes. Um casal amigo que tem filhos com idades entre 10 e 20 anos, já desistiu de viajar com a família toda. Os jovens querem estar com os(as) namorados(as) e a caçula sente enjoo durante as viagens longas. Para convencer todos os filhos a estar juntos é preciso ter argumentos consideráveis. Outro casal que tem três filhos entre 4 e 9 anos, me disseram que não viajam juntos há quase 5 anos, pois nem sempre as férias do casal é na mesma época. Para famílias como estas e outras tantas que existem mundo afora, o importante é relaxar e ser criativo quando as aulas da garotada terminam, pois férias não é sinônimo de estresse e sim de diversão.

E por falar em diversão, aqui em Vancouver o que não falta são opções de diversão para todas as idades. No verão tudo acontece. Existem muitas atividades free pela cidade e lugares lindos para visitar, além de imensos parques recheados de brinquedos, campos de golf, áreas para pic-nic, BBQ e camping. As opções são tantas que é praticamente impossível você ir a todos os eventos e lugares ou fazer tanta coisa interessante no seu período de férias. Para solucionar esse pequeno problema de tempo, existem os finais de semana. Com tanta coisa legal para fazer pela cidade, só fica em casa durante as férias quem não gosta de se divertir. Para mais informações sobre o que fazer na cidade, acesse: Atividades grátis pela cidade 

Para quem gosta de arrumar as malas e por o pé na estrada, as opções aumentam consideravelmente. O estado de British Columbia é um paraíso natural e, lugar bonito para visitar é o que não falta. Veja Aqui  as maravilhosas opções do que fazer e para aonde ir no estado.

Nestas férias fizemos e continuamos fazendo um pouco de tudo. Viajamos, fomos a parques, cinema, nos encontramos com os amigos, fizemos pic-nic... e ficamos em casa nos dias em que estávamos exaustos, pois passear também cansa, mas é uma canseira tão boa que sempre deixa o gostinho de quero mais. Porém, não se preocupe tanto com o que fazer ou para aonde ir, preocupe-se em estar tranqüilo e em paz com a sua família, fazendo coisas agradáveis e aproveitando a companhia das pessoas que você mais ama. Sentindo e agindo dessa maneira, não importa se você está no sofá da sua sala, sentando ao lado dos seus filhos, comendo pipoca e dando boas risadas de um engraçado filme ou em Paris jantando em um restaurante chic, você estará aproveitando da melhor maneira as suas férias: sendo feliz!

Viva a vida: Relaxe e divirta-se!

Algumas atividades free pela cidade
Vancouver Summer Festivals

Vancouver Water parks for kids

Vancouver Outdoor Movies

Vancouver Salsa Dancing in Robson Square
 
Vancouver Summer Music Concerts