sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

"Esqueça o livro"


"Se alguém não tiver prazer em ler um livro várias e várias vezes, não há motivos para lê-lo, afinal."
Oscar Wilde

Transformar o mundo numa biblioteca é a ideia do movimento internacional chamado BookCrossing. Este, é o maior clube literário, gratuito e online, do mundo.
A prática de bookcrossing consiste em deixar um livro em um local público para ser pego e lido por outros, que por sua vez repetem esta ação. Antes de ser disponibilizado para outro leitor, cada livro deve ser registrado no site para receber um número de identificação, que deve ser anotado na contracapa. Quem encontra o exemplar, deve também fazer um registro na Internet, com o número anotado, informando assim aos leitores anteriores que o livro está agora em suas mãos. Além de permitir este rastreamento dos livros pelo mundo, o BookCrossing.com, que surgiu em 2001 nos EUA, facilita e estimula a troca gratuita de livros em sua comunidade virtual, presente em mais de 130 países, com cerca de 820 mil membros e 6 milhões de livros cadastrados. No Brasil, há cerca de seis mil usuários.
Vamos participar? 
Eu mesma já aderi a esse hábito, e confesso que tenho achado super interessante. Estou praticando a arte do desapego e só guardo aqueles que eu gosto muito e sei que vou ler outras vezes. Tente e experimente essa experiência incrível!
Abraços,

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Bullying através da internet

Em outros posts, já escrevi sobre o tema Bullying nas Escolas (ver arquivos de agosto de 2009 e maio de 2010). Neste, venho falar sobre outra forma de bullying que a maioria dos pais não conhece:
O “cyberbullying” ou bullying online. Trata-se de uma forma de violência psicológica propagada através da internet.
Sabemos que a internet pode ser uma ferramenta de pesquisa maravilhosa, mas não é tão positiva como algumas pessoas que a usam. Infelizmente o bullying encontrou uma nova casa na internet que permite ao bullies perseguirem as suas vítimas em seus próprios lares.

O que é Cyber Bullying?
Essencialmente Cyber bullying é o mesmo que Bullying, mas ele pode ocorrer via telefone, e-mail ou sites de conversação. Por esses meios, os valentões provocam, insultam e ameaçam as suas vítimas. O Cyber bullying pode ser tão simples como uma brincadeira ou grave como ameaças. É muito comum vermos postagens embaraçosas como fotos, boatos e provocações. Este tipo de bullying provoca um impacto maior do que os ocorridos dentro das escolas, pois a vítima não pode escapar às provocações mesmo em seu próprio quarto.

Seu filho está sendo intimidado?
As crianças e adolescentes vitimas de bullying online geralmente não contam para ninguém. É um sofrimento silencioso que precisa de atenção e solução imediata. Então, como podemos saber se o nosso filho está sendo vítima de cyberbullying?

Esta lista de verificação de sintomas pode ajudar
- O seu filho parece relutante em usar o computador ou verificar suas mensagens?
- Parece nervoso ou ansioso quando verifica e-mails ou mensagens de telefone?
- Parece infeliz, depois de ter usado o computador ou o telefone?
- Eles estão tendo problemas para dormir ou vem tendo pesadelos?
- É um sofrimento ir para a escola?
- Eles estão evitando socialização com os amigos fora da escola?

A sua criança está praticando o cyberbullying?
Todos os pais odeiam pensar que seu filho pode estar sendo intimidado, mas também é difícil reconhecer um comportamento de bullying nos próprios filhos. Se o seu filho é um bully do cyber você precisa primeiramente admitir esta possibilidade para poder ajudá-lo.

Como você pode identificar e combater este tipo de comportamento do seu filho?
Primeiro passo é observar o comportamento dele e o mundo que o cerca. A maioria dos praticantes de Cyberbullying tem várias contas de e-mail e podem ter mais de um celular. Os e-mails e telefones serão ambos registrados em nomes de outras pessoas. O Cyber bullie vai usar o computador com freqüência, e geralmente exibe entusiasmo pelo que está fazendo online. Se você passa pelo seu filho enquanto ele está no computador e este tenta esconder o que está fazendo trocando de tela ou minimizando o seu navegador de internet, então eles estão escondendo algo de você. A maioria dos bullies Cyber vão ser evasivos sobre o que estão fazendo na net. Uma proposta de solução para identificação do que está acontecendo quando você vira as costas, é instalar um software que monitora o uso do seu filho na internet. Consulte um técnico para isso. Atenção, para alguns só o fato de estarem sendo monitorados já inibe este tipo de comportamento, para outros pode apenas empurrar o comportamento para fora de casa ou para um telefone secreto sobre os quais você tem menos acesso e controle.

Se você acredita que seu filho é praticante de cyberbullying é sua responsabilidade ajudá-lo a sair disso e a resolver o seu problema de comportamento. Cyber bullying pode ter consequências extremas que provavelmente ele (a) não pensou. Torne-o consciente de seus atos e do impacto de suas ações para si e para o outro. Pesquisas no mundo inteiro mostram que muitas vítimas de cyberbullying desenvolvem algum tipo de transtorno emocional e muitas vezes podem vir a cometer suicídio.

Vocês já ouviram falar do Formspring? Caso não, fiquem atentos a esse tipo de rede social bastante nova, mas muito utilizada por adolescentes no mundo inteiro. Este site permite aos usuários uma interação anônima. Todos podem enviar perguntas, comentários e ameaças para quem está cadastrado na rede. O site tornou-se um parque de diversão para o cyber bullie. É uma combinação perigosa entre anonimato e hostilidade.

Muitos pais optam que seus filhos não tenham acesso à internet na privacidade do seu quarto, já que isso impede a monitorização. Mas também não adianta “cortar o mal pela raiz”, impedindo que os filhos tenham acesso à Internet. Esta medida pode, inclusive, ser contraproducente, já que potencia o conflito entre pais e filhos.

A grande maioria das crianças e adolescentes tem hoje um contacto regular com a Internet. Para muitos desses jovens, este meio de comunicação é imprescindível. Para muitos, quase não dá para viver sem o computador. Há 20 ou 30 anos atrás os jovens “lutavam” para poder ir à casa dos amigos ou ficarem horas ao telefone, hoje é a Internet que potencia o contacto entre amigos e colegas de escola. O que precisamos fazer é cuidar para que o uso da internet traga benefício aos nossos filhos e não problemas.
Abraços,

sábado, 13 de novembro de 2010

Algumas coisas custam mais do que você imagina!

Dados recentes, divulgados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), revelam que 250 milhões de crianças entre cinco e catorze anos trabalham em todo o mundo, sendo 120 milhões em período integral. O Brasil está entre os países com altos índices de trabalho infantil. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), em 1993, trabalhavam no país 4.547.944 crianças brasileiras de cinco a catorze anos. Destas, 40% se encontravam nas cidades desenvolvendo trabalho tipicamente urbano. O DIEESE coordenou uma pesquisa em seis capitais com o objetivo de conhecer, analisar e discutir esse trabalho e, com isso, subsidiar propostas para sua erradicação. A pesquisa foi encomendada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), no âmbito do Programa Internacional para Erradicação do Trabalho Infantil (IPEC), da OIT.
Embora os grandes números de trabalho infantil encontrem-se na Ásia, África e América Latina, os países desenvolvidos não são imunes ao problema.

O trabalho infantil não é um fenômeno moderno, acontece há muito tempo. A esperança vem de uma boa noticia: recentemente havia uma tendência da extinção da exploração damão de obra infantil, mas acredito que isso ainda está longe de acontecer. É preciso muita mudança de comportamento e consciência.

Sabemos que a mão de obra infantil (que é absurdamente cruel, irritante, maléfica, injusta, ordinária e demais adjetivos negativos que pudermos encontrar e que ajudam a definir a ação) é barata e dificil de controlar. Mas isso não impede que façamos a nossa parte. Consumir com consciência, é uma maneira de diminuir  a produção de muitos produtos e evitar a exploração cada vez maior de crianças inocentes. Produtos baratos demais são um reflexo da exploração de alguém, e este alguém pode ser uma criança. Façamos a nossa parte e evitemos que a boa vida de uns não se realize através do sofrimento de outros.
Seria realmente maravilhoso se todas as crianças no mundo pudessem ter o conforto de um lar, o cuidado de pais amorosos, uma cama quentinha, escola, lazer e alimentação saudável.
O vídeo abaixo mostra a realidade de mundos paralelos que se cruzam no universo infantil.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Autismo e seus sintomas


Existe muita pesquisa sobre o autismo na América do norte e uma delas chamou a minha atenção. Ela fala que nos lugares frios e úmidos existe um maior número de crianças com autismo. A pesquisa tem tentado identificar a real consequência do frio no desenvolvimento psiconeurológico de crianças menores de três anos.

O que é o autismo? É uma alteração no cérebro que compromete o desenvolvimento da criança, afetando a sua capacidade de se comunicar, compreender e falar, assim como o seu convívio social. Os sintomas aparecem antes dos três anos, podendo ser identificado a partir dos 6 meses de vida.

Se o seu filho for diagnosticado com autismo, a intervenção precoce é fundamental para que você possa tirar o máximo proveito de todas as terapias existentes.

Fique atento aos seguintes sintomas que conforme a ASA ( Autism Society of American) aparecem nos primeiros anos de vida da criança.

1. Dificuldade de relacionamento com outras crianças
2. Riso inapropriado
3. Pouco ou nenhum contato visual
4. Não quer ser tocado
5. Isolamento, modos arredios
6. Girar objetos
7. Cheira ou lambe os brinquedos, Inapropriada fixação em objetos
8. Perceptível hiperatividade ou extrema inatividade
9. Ausência de resposta aos métodos normais de ensino
10. Aparente insensibilidade à dor
11. Acessos de raiva - demonstram extrema aflição sem razão aparente
12. Poses bizarras (fixar objeto ficando de cócoras; colocar-se de pé numa perna só; impedir a passagem por uma porta, somente liberando-a após toca-la de uma determina maneira)
13. Ecolalia (repete palavras ou frases em lugar da linguagem normal)
14. Insistência em repetição, resistência à mudança de rotina
15. Age como se estivesse surdo
16. Dificuldade de comunicação para expressar necessidades - usa gesticular e apontar no lugar de palavras
17. Não tem real noção do perigo
18. Irregular habilidade motora - pode não querer chutar uma bola, mas pode arrumar blocos


Visite:

Fontes de apoio: Autism Speaks Canadá e Autism Society of American

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Pais e Filhos: Mundos diferentes, relacionamento possível.



Temos a constante preocupação em educar os nossos filhos. Queremos que eles sejam respeitosos, disciplinados, honestos, etc. Usamos todos os recursos que temos para tornar esta missão mais eficaz. Colocamos em bons colégios, nos preocupamos com a qualidade de lazer e alimentação. Tentamos proporcionar um lar aconchegante. Bem, pelo menos é assim que deveria ser. Porém, esquecemos de algo muito importante e talvez fundamental neste sucesso educacional. Esquecemos que somos diferentes, que temos opiniões, idéias e sentimentos diferentes. Tudo isso, porque pertencemos a outra geração, é claro!

Antes as gerações se distanciavam de dez em dez anos, agora são de cinco em cinco anos. No mundo tudo muda rapidamente, tudo se move e renova como numa dança frenética. Precisamos acompanhar este ritmo. Não falo de nos tornarmos pais modernos a ponto de deixarmos de lado valores importantes, ou de permitir situações que colocam os nossos filhos em risco. Falo de estarmos atentos para as idéias, sentimentos e opiniões deles.

O que acontece no mundo desses pequenos que é novo para nós? Como podemos pensar em educar crianças e jovens sem saber quais são as suas idéias e opiniões a respeito das situações que surgem? Essa nova perspectiva de educação pode nos levar a infinitas possibilidades de diálogos.

Você já conversou com o seu filho hoje? Ou apenas perguntou se ele já fez o dever de casa?
Todo mundo sabe que queremos apenas o melhor para eles. Mas será que realmente sabemos o que é o melhor? Ou pensamos que sabemos? Imagino que o melhor para qualquer família é poder ter espaço para expor e conversar sobre opiniões, vontades, experiências, dúvidas. Ser compreendido e respeitado.

Não vivemos no mesmo mundo dos nossos filhos. Podemos ter passado por situações parecidas, mas cada um tem seu próprio mundo. Nós não vamos para a escola com eles, não convivemos com seus amigos, e não temos acesso aos seus diálogos em grupo.
Então, experimente compartilhar o seu mundo com eles e adentrar a esse universo jovial. Será uma grande experiência!